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Lista de artigos

Artigos em grosso

Tuck, Richard

Tucker, Robert C.

Tuchman, Barbara W.

Tuden

Tudo no Estado, Nada Fora do Estado

Tudo pela humanidade nada contra a nação

Tudo pela nação, nada contra a nação

Tudor, H.

Tufte, Edward R.

Tullock, Gordon

Tumultos do Corpo de Deus (1838)

Tumultos do Natal (1861)

Tumultos patuleias em Lisboa (1851) 

Tumultos Radicais (1835)

Tunísia

Tupamaros

Tura, Jordi Solé

Turgot, Anne-Robert-Jacques

Turguenev, Ivan (1818-1883)

Turner

Turner, Brian S.

Turner, John E.

Turner, R. H.

Turquemenistão

Turquia (Turkiye Cumhuriyeti)

Tussman, J.

Tutor

 
 
Tuchman, Barbara W., The Prowd Tower, 1966 [trad. port. A Torre do Orgulho, Amadora, Editorial Ibis, 1969].
The March to Folly, Nova York, Alfred A. Knopf, 1984.
 
Tuck, Richard, Natural Rights Theories. Their Origin and Development, Cambridge, Cambridge University Press, 1979.
 
Tucker, Robert C.
·Force, Order and Justice
Baltimore, The Johns Hopkins University Press, 1967. Com Robert Osgood.
·«The Theory of Charismatic Leadership»
In Daedalus, n.º Verão, 1968.
·The Marxian Revolutionary Idea
Nova York, W. W. Norton, 1969.
·The New Isolationism. Threat or Promise?
Nova York, Universe Books, 1972.
·The Inequality of Nations
Nova York, Basic Books, 1977.
·Politics as Leadership
Columbia, University of Missouri Press, 1981.
·The Imperial Temptation. The New World Order and America’s Purpose
Nova York, Council on Foreign Relations Press, 1992. Com David C. Andrickson.
 
Tuden, ...*, Swartz, ...*, Turner, ...*, Political Anthropology, Chicago, 1966.
 
Tudo no Estado, Nada Fora do Estado Lema de Mussolini, de 1925: nada fora do Estado, acima do Estado, contra o Estado. Tudo no Estado, nada fora do Estado
 
Tudo pela humanidade nada contra a nação Pessoa que dizia tudo pela nação,nada contra a nação,replicando com um tudo pela humanidade,nada contra a nação e considerando que o Estado é simplesmente a maneira de a Nação se administrar: rigorosamente , não é uma coisa, mas um processo. 69,458
 
Tudo pela nação, nada contra a nação Adaptando o slogan de Mussolini, Salazar utiliza o tudo pela nação, nada contra a nação, como aforismo oficial do Estado Novo, com que terminavam os próprios ofícios da burocracia.
 
Tudor, H., Political Myth, Londres, Pall Mall Press, 1972.
 
Tufte, Edward R., Dahl, Robert A., Size and Democracy, Stanford, Stanford University Press, 1973.
Political Control of the Economy, Princeton, Princeton University Press, 1978.
 
Tullock, Gordon
·The Calculus of Consent. Logical Foundations of Constitutional Democracy
Ann Arbor, Michigan University Press, 1962. Com James Bucchanan.
·Private Wants, Public Needs. An Economic Analysis of the Desirable Scope of Government
Nova York, Basic Books, 1970.
·Le Marché Politique. Analyse Économique des Processus Politiques
Paris, Éditions Oeconomica, 1978.
 
Tumultos Radicais (1835) Na sequência da morte de D. Augusto, no dia 28 de Março, surgem tumultos radicais em Lisboa, sendo assassinados cerca de trinta miguelistas, com confrontos entre a Guarda Municipal, comandada por D. Carlos de Mascarenhas, e a Guarda Nacional, controlada pelos radicais que acusavam Palmela de ter envenenado o príncipe, para casar a rainha com um dos seus filhos. Palmela tem, então, de pedir asilo junto do cônsul inglês e vê a sua continuidade no governo ameaçada, pedindo a demissão, juntamente com Ferraz de Vasconcelos.
 
Tumultos do Corpo de Deus (1838)
 
Tumultos patuleias em Lisboa (1851) Em 4 de Maio de 1851, tumultos patuleias em Lisboa reprimidos pela Guarda Municipal, ainda comandada por D. Carlos de Mascarenhas, irmão do marquês de Fronteira.
 
Tumultos do Natal (1861) Na sequência da morte de D. Pedro V, eis que nos dias 25 e 26, surgem os chamados Tumultos do Natal. Acusam-se os lazaristas, os espanhóis e Loulé de envenenamento do rei. Os manifestantes querem incendiar a casa de Loulé e o conde da Ponte chega a ser atacado à saída do paço.
 
óTunísia 163 610 km2. 9 300 000 habitantes, quase todos arabizados, ao contrário do que sucede com os vizinhos do Magrebe, onde há fortes minorias berberes. Antiga província romana da África, onde se situava a cidade de Cartago. Dominada pelos árabes. No século XVI passam para a dependência dos otomanos que nomeiam um governador, o bei de Tunis, de carácter hereditário, com a família Husseinita desde 1705. Estabelecido um protectorado francês a partir de 1882, com o acordo dos britânicos que pretendem compensar a França pela perda do canal de Suez. Surge o movimento autonomista dos Jovens Tunisianos logo em 1907. Aparece o partido Destur em 1920 que em 1934 se cinde, surge o Novo Destur, este de carácter laico, sob a liderança do advoagdo Habibe Bourguiba. Reconhecida a independência logo em 1956. Destituído o bei e proclamada a república em 25 de Julho de 1957, pela assembleia constituinte, depois do triunfo eleitoral do partido de Bourguiba que se mantém no poder até 1987.
 
 
Tupamaros Movimento guerrilheiro do Uruguai que invoca o nome de Tupac Amaru, um chefe inca que foi dos últimos a resistir à conquista espanhola. O movimento invoca a ideologia marxista-leninista, sendo participado por quadros e profissionais liberais. Nos anos sessenta refinou processos de guerrilha urbana, celebrizando-se por espectaculares raptos de diplomatas.
 
Tura, Jordi Solé, Nacionalidades y Nacionalismos en España, Madrid, Alianza Editorial, 1985.
 
 
Turgot, Anne-Robert-Jacques (1727-1781) Barão de l'Aulne. Discípulo de Quesnay e de Gournay. Escreve na Enciclopédia. Começa a sua vida profissional como intendente em Limousin e passa, depois a colaborador directo de Luís XVI, ensaiando uma política de reformas entre 1774 e 1776. Tendo inspirado a tentativa de liberalização do comércio de cereais em 1776, acaba por cair em desgraça. Critica os monopólios do Estado. Em nome do laissez faire, defende a liberdade do artesanato e da produção, criticando os monopólios e as corporação; em nome do laissser passer, critica os direitos aduaneiros que impendiam sobre as mercadorias transportadas de uma província para a outra, dentro do mesmo reino. Mostra-se um consequente discípulo de Adam Smith. As suas obras apenas são publicadas em 1808 por Dupont de Nemours. Considera que o legislador não tem que saber o que é ou o que foi, mas sim o que deve ser. Os direitos dos homens não se fundam na sua história, mas na sua natureza.
·Éloge de Vincent Gournay.
 
·Discours sur les Progrès sucessifs de l'esprit humain
1750.
·Discours sur les avantages que l'établissement du christianisme a procuré au genre humain
 1750.
·Lettres sur la Tolérance adressées à un grand-vicaire
1753.
·Les Conciliateurs ou Lettre d'un Ecclesiastique à un Magistrat sur la Tolérance Civile
1754.
·Refléxion sur la Formation et la Distribution des Richesses
Obra escrita em 1766, mas penas publicada em 1769-1770.
·Papier Monnaie
Obra escrita em 1784, mas apenas publicada em 1769-1770.
 
4Denis, Henri, História do Pensamento Económico, trad. port., Livros Horizonte, 1973, p. 185.4 Faure, Edgar, La Disgrâce de Turgot, 1961; 4Gierke, Otto von, Natural Law and the Theory of Society. 1500 to 1800, trad. ingl. de Ernest Barker, Cambridge, Cambridge University Press, 1938, pp. 166, 309 e 369. 4Maltez, José Adelino, Ensaio sobre o Problema do Estado, Lisboa, Academia Internacional da Cultura Portuguesa, 1991, I, p. 158.
 
Turguenev, Ivan (1818-1883) Cunha a expressão nihilismo, num romance, Pais e Filhos, aparecido em 1862, a propósito do protagonista Bazarov, para quem só poderíamos vangloriar-nos da estéril consciência de compreendermos, até um certo ponto, a esterilidade do que existe.
 
Turner, Brian S., Abercrombie, N., Hill, S., The Dominant Ideology Thesis, Londres, Allen & Unwin, 1980.
 
Turner, John E., Holt, Robert T., The Methodology of Comparative Research, Glencoe, The Free Press of Glencoe, 1970.
 
Turner, R. H., Killian, L. M., Colective Behavior, Englewood Cliffs, Prentice-Hall, 1957.
 
Turner, ...*, Swartz, ...*, Tuden, ...*, Political Anthropology, Chicago, 1966.
 
Turquemenistão
 
 
Turquia (Turkiye Cumhuriyeti) 774 815 km2 e 62 800 000 habitantes; segundo a fórmula de Cline, 18. Depois da conquista de Constantinopla em 1453, os turcos prosseguiram a sua marcha conquitadora na Europa; em 1473 já estão na Bósnia, e na Albânia; em 1475 retiram os genoveses da Albânia e ficam com as possessões genovesas e venezianas no mar Egeu e na Moreia; em 1499 vencem os venezianos em Lepanto; em 1521 conquistam Belgrado e cinco anos depois quase toda a Hungria, chegando mesmo a cercar Veneza em 1529; dominando o Mediterrâneo estendem-se para ocidente e conquistam também Argélia em 1520.
 
Declínio depois de Lepanto
Depois da conquista de Chipre em 1570, os otomanos entram em declínio, quando o papa Paulo V promove a criação de uma liga europeia, cuja armada, comandada por D. João de Áustria, lhes inflinge a derrota de Lepanto em 1571. Em 1664 já são derrotados em Saint-Gothard pelos exércitos do Imperador, mas retomam a ofensiva, conquistam Creta em 1668 e cercam Veneza em 1683, onde são derrotados por um exército polaco-alemão que veio em socorro dos sitiados. Os exércitos do Imperador passam então à ofensiva, reconquistam Buda em 1686 e penetram na Bósnia e na Sérvia no ano seguinte; sob o comando do príncipe Eugénio vencem os otomanos em Zenta em 1697 e pela paz de Karlowitz, conseguem a restituição da Hungria e da Transilvânia a Viena, da Podólia à Polónia e da Moreia e da Dalmácia a Veneza. Entre 1715 e 1718, nova ofensiva do príncipe Eugénio que termina com o Tratado de Passarowitz que permite à Áustria anexar o Banat. Entretanto os otomanos começam a sofrer a pressão russa, quando Pedro o Grande conquista Azov em 1696, entretanto recuperada a partir de 1712.
 
Grande Guerra
O império otomano, que servia de tampão entre o império britânico e o império russo, participa na Grande Guerra de 1914-1918, ao lado dos impérios centrais, sendo um dos derrotados. Pelo Tratado de Sèvres de 10 de Agosto de 1920, tem de renunciar a todas as suas possessões na Europa, à excepção de Constantinopla; enquanto grande parte do império no Médio Oriente passa para mandato britânico, ficando a França com a Síria.
 
Ataturk
Logo em Setembro de 1820, o general Mustafá Kemal que, desde 1919, estabelecera em Ankara um governo revolucionário, declara recusar as cláusulas de Sèvres. E vence a guerra contra a Grécia de 1921-1922, obtendo o reconhecimento internacional das actuais fronteiras turcas pelo tratado de Lausanne de 1923. Depois de depor o sultão e de abolir o califado torna-se o primeiro presidente da República Turca até 1938. Reforma a Turquia no sentido laico e estabelece uma economia centralizada, um partido único e um clima nacionalista. Os seus adversários no plano externo são os gregos e os arménios e no plano intErno os curdos, cerca de 20% da população.
 
A ponte entre o Ocidente e o Oriente
A Turquia distancia-se do mundo árabe e do mundo muçulmano, procurando assumir-se como a ponte entre o ocidente e o oriente. Beneficiando do facto de não ter participado na Segunda Guerra Mundial e de ser um adversário tradicional da Rússia, aproveita-se da guerra fria e participa na NATO e na OCDE, enquanto se torna na pedra básica do Pacto de Bagdad.
 
 
Tussman, J., Obligation and the Body Politic, Oxford, Oxford University Press, 1960.
 
Tutor A figura jurídico-privatístistica do tutor sempre foi utilizada para analogias com o político. Se nos finais do século XIX Jules Ferry reclamava para o Estado Providência o papel de tutor dos infelizes dos que não têm quem os defenda, já o nosso infante D. Pedro considerava que o príncipe deve ser o tutor dos súbditos. A figura também foi utilizada pelos primeiros teóricos das pessoas colectivas públicas nos finais da Idade Média, quando a universitas, communitas ,collegium ou corporação passou a ser uma pessoa autónoma, universitas fingatua esse una persona. Acontece também que esses corpos estão marcados por um fim e precisam de um tutor ou de um procurador. A direcção do corpo passa, pois, a caber aos que mais contribuem para o exercício da função, aos meliores, aos valentiores,aos seniores,aos "homens bons" ou aos "mestres".