Respublica Repertório Português de Ciência Política Edição electrónica 2004 |
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ANO:1810
| Destaques | Cronologia | Acontecimentos | Bibliografia | Personalidades | Livros do Ano | Falecimentos e Nascimentos |
| PORTUGAL | MUNDO | |
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Política |
· Terceira invasão francesa de Portugal (Julho) · Começo da retirada de Massena (14 de Novembro) · Tratado de Comécio entre Portugal e a Grã-Bretanha |
· Independência do Chile...1818??? |
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Ideias |
· Inaugurada a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro · Nasce Alexandre Herculano |
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NACIONAL |
INTERNACIONAL |
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· Maio Nova remodelação, com o conde de Castro Marim, o conde de Redondo, o principal Sousa, Ricardo Raimundo Nogueira e o patriarca de Lisboa, tendo direito à assistir às reuniões o plenipotenciário inglês Charles Stuart que, pouco depois abdica em Beresford.
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· Julho Começa a Terceira invasão francesa. 80 000 homens invadem Portugal, sob o comando de Massena, integrando-se entre eles, vários portugueses, como os marqueses de Alorna e de Loulé, os condes do Sabugal e de S. Miguel, ou o então brigadeiro Manuel Inácio Martins Pamplona. |
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· 27 de Agosto Cerco de Almeida
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· 27 de Setembro franceses derrotados na Batalha do Buçaco |
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· 12 de Outubro Massena é detido nas Linhas de Torres |
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· 14 de Novembro Começo da retirada de Massena, que só chegaria ao fim em Março de1811. |
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· Ainda em 1810... - Tratado de comércio de Portugal com a Grã-Bretanha |
Setembrizada
A reacção das novas autoridades contra os colaboracionistas, abrangendo afrancesados, jacobinos e maçons, vai atingir o auge de 10 a 13 de Setembro de 1810, com prisões e deportações, num processo dito da setembrizada que atinge personalidades como Jácome Ratton, José Sebastião de Saldanha, Domingos Vandelli, José Vicente Ferreira Cardoso da Costa, e Manuel Ferreira Gordo, apesar dos protestos de Wellington.
As vítimas da Setembrizada, ao pormenor:
- Xavier Dias da Silva, Cândido José (1769-1833)Maçon. Oficial do exército. Em 1810 participou na invasão francesa de Massena e em Maio de 1828 na Belfastada. Condenado à morte por colaboracionismo em 1810.
- Alorna, 3º Marquês de 1754-1813 D. Pedro de Almeida Portugal. 3º Marquês de Alorna e 6º Conde de Assumar. Maçon. Filho do 2º Marquês de Alorna (1726-1806). Tio-avô do Marquês de Fronteira e Alorna Oficial do exército. Campanha do Rossilhão. Comandante da Legião Portuguesa. Condenado à morte em 1810.
- Gordo, Manuel Ferreira (1770-1830) Frade agostinho. Maçon. Doutor em cânones. Perseguido pela setembrizada de 1810. Volta a ser preso em 1828.
- Ratton, Jácome ou Jacques (1736-1822) Maçon. Industrial francês, naturalizado português em 1762. Introdutor em Portugal da nova indústria da fiação. Deputado da Junta do Comércio em 1788. Fidalgo da casa real em 1802. Era filho de comerciantes franceses aqui instalados. Perseguido pela setembrizada de 1810, sob a acusação de jacobino e pedreiro-livre. Exila-se em Londres. Sendo proprietário do quarteirão industrial de Lisboa, na zona que tem hoje o seu nome, Largo do Rato, perto do qual funcionava a Real Fábrica das Sedas.
- Saldanha, José Sebastião (1777-1855) José Sebastião Saldanha de Oliveira e Daun. Senhor de Pancas. 1º Conde de Alpedrinha em 1854. Neto, pela parte materna do marquês de Pombal. Filho do 1º conde de Rio Maior. Irmão mais velho de João Carlos Saldanha. Capitão de cavalaria e coronel de milícias. Bacharel em leis. Ajudante de campo do duque de Sussex entre 1801 e 1805. Vítima da setembrizada de 1810. Preso e deportado para os Açores. Maçon desde 1801. Será depois um dos teóricos da contra-revolução.
- Costa, J. V. F. Cardoso da (1765-1834) José Vicente Ferreira Cardoso da Costa. Professor de direito em 1788-1789, passou depois para a magistratura, chegando a desembargador da relação do Porto. Perseguido pela setembrizada de 1810. Passou a viver nos Açores onde casou em 1815.
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AUTORES |
OBRAS |
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Fichte |
Die Wissenschaftslehre in ihrem allgemeinen Umrisse |
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Lacerda, José Joaquim de Almeida e Correia, Araújo |
Exame dos artigos historicos políticos que se contêm na collecção periodica intitulada Correio Braziliense ou Armazem Litterario" no que pertence somente ao reino de Portugal Lisboa, Impressão Régia, 1810 |
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Macedo, José Agostinho de |
Os Sebastianistas |
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Muller, Adam |
Elemente der Staatskunst |
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Neves, José Acúrsio das |
História Geral da Invasão dos Franceses |
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Saint-Simon |
Esquisse d’une Nouvelle Encyclopédie |
Massena, André (1758-1817) Marechal de França, feito duque de Rivoli. Comandou a terceira invasão francesa em 1810. Colabora com a Restauração, morrendo como governador militar de Paris.
Nogueira, Ricardo Raimundo (1746-1827) Professor de direito. Membro da regência do reino de 1810 a 1820. Amigo de José Agostinho de Macedo. Membro da junta criada em 18 de Junho de 1823 para a reforma da lei fundamental.
· Prelecções de Direito Pátrio
1795 a 1796.
Portalis, Jean 1705-1807Um dos redactores do Código de Napoleão, ministro dos cultos e do interior.
· De l'Usage et de l'Abus de l'Esprit Philosophique pendant le XVIIIe Siècle, 1810.
Destutt de Tracy Escreve também, em 1810, um Comentário ao Espírito das Leis, impresso nos Estados Unidos, graças a Jefferson, em 1811, mas apenas editado em França em 1822. Inspira o positivismo de Comte e tem como discípulos Stendhal e Sainte-Beuve. Acredita no jogo harmonioso das forças sociais, defende a distribuição de poderes e põe acento na liberdade política, considerando que esta não pode florescer sem liberdade individual e sem liberdade de imprensa.
Müller, Adam Heinrich (1779-1829) Um idealista alemão próximo do romantismo e antecessor da Escola Histórica. Considerado um dos ideólogos da Santa Aliança. Protestante convertido ao catolicismo. Defende a necessidade de uma grande Alemanha. Nasce em Berlim. Estuda em Gotinga, onde faz amizade com Gentz, o tradutor de Burke para alemão. Vive na Polónia entre 1804 e 1805 e, depois de passar por Viena, instala-se em Dresden. Profere nesta cidade uma série de conferências em defesa do sentimento nacional alemão, depois da derrota de Austerlitz. Chega, então, a proclamar que a Alemanha é a mãe de todas as nações europeias. Passa a colaborador de Metternich. Um dos teóricos do povo orgânico, esta bela comunidade imortal que se apresenta aos olhos e aos sentidos através de uma linguagem comum, nos seus costumes e leis comuns, em mil instituições salutares. Em 1804 considera que o Estado, identificado com a Sociedade e a Nacionalidade, se apresenta como uma unidade vital capaz de fundir antinomias, como as que opõem o corpo ao espírito e o momentâneo ao durável. Mais salienta que o indivíduo não passa de simples parcela desse todo. Em 1810 salienta que o Estado é uma união íntima de toda a vida interna e externa de uma nação, um todo grande, enérgico, incessantemente móvel e vivo, que deve ser compreendido como um indivíduo grande que abrange em si todos os indivíduos pequenos. é que o Estado não é uma invenção dos homens destinada à utilidade ou ao prazer da vida dos cidadãos; para o cidadão nada existe for a dele. é indispensável, inevitável, funda-se na própria natureza humana. Em suma, o Estado é a fusão dos interesses humanos num todo orgânico. Em 1809 defende a tese do Estado resultar da fusão de duas antinomias: das monarquias asiáticas e das repúblicas modernas. No plano dos compromissos com as realidades, assume-se como defensor da manutenção da propriedade fundiária nas maõs da nobreza, porque isto garantiria a longa duração, dada a ligação quase religiosa da nobreza à terra. Insurge-se assim contra as teses do liberalismo de Adam Smith, para quem a propriedade deveria ser considerada como simples mercadoria. Defende também que a sociedade seja dirigida pelas suas elites naturais, organizadas pela Igreja. Adepto da representação por Stande. Se considera que o Estado é a mediação entre a Humanidade e o Indivíduo, já a Igreja é perspectivada como a mediação entre Deus e a Humanidade.
1804 Lehre von den Gegensatzen , 1804
1810 Elemente der Staatskunst , Recolha de uma série de conferências proferidas em Dresden.
1816 Versuche einer neuen Theorie des Geldes
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& Elemente der Staatskunst , 1810Recolha de uma série de conferências proferidas por Adam Muller em Dresden. Já em 1804 considera que o Estado, identificado com a Sociedade e a Nacionalidade, se apresenta como uma unidade vital capaz de fundir antinomias, como as que opõem o corpo ao espírito e o momentâneo ao durável, salientando que o indivíduo não passa de simples parcela desse todo. Considera que o Estado é uma união íntima de toda a vida interna e externa de uma nação, um todo grande, enérgico, incessantemente móvel e vivo, que deve ser compreendido como um indivíduo grande que abrange em si todos os indivíduos pequenos. é que o Estado não é uma invenção dos homens destinada à utilidade ou ao prazer da vida dos cidadãos; para o cidadão nada existe for a dele. é indispensável, inevitável, funda-se na própria natureza humana. Em suma, o Estado é a fusão dos interesses humanos num todo orgânico. Em 1809 defende a tese do Estado resultar da fusão de duas antinomias: das monarquias asiáticas e das repúblicas modernas. No plano dos compromissos com as realidades, assume-se como defensor da manutenção da propriedade fundiária nas maõs da nobreza, porque isto garantiria a longa duração, dada a ligação quase religiosa da nobreza à terra. Insurge-se assim contra as teses do liberalismo de Adam Smith, para quem a propriedade deveria ser considerada como simples mercadoria. Defende também que a sociedade seja dirigida pelas suas elites naturais, organizadas pela Igreja. Adepto da representação por Stande. Se considera que o Estado é a mediação entre a Humanidade e o Indivíduo, já a Igreja é perspectivada como a mediação entre Deus e a Humanidade. |
VII - FALECIMENTOS E NASCIMENTOS
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FALECIMENTOS |
NASCIMENTOS |
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BALMES, Jaime (1810-1848) Gossen, Hermann Heinrich (1810-1852) HERCULANO, Alexandre de Carvalho Araújo (1810-1877) LEãO XIII, Giochino Peccei (1810-1903), Papa (1878-1903) Leuchtemberg, D. Augusto de (1810-1835) MONTALEMBERT, Charles René Forbes de (1810-1870) |