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ANO:1816


SUMÁRIO:
Destaques Cronologia Acontecimentos Bibliografia Personalidades Livros do Ano Falecimentos e Nascimentos

I - DESTAQUES

Política

· Morte da Rainha D. Maria I no Rio de Janeiro (Março)

· Independência da Argentina com o nome de Estados Unidos do Rio de la Plata (Julho)

· Eleições em França

Ideias

· No ano em que Beresford é nomeado comandante do exército português, Almeida Garrett e Ribeiro Saraiva matriculam-se em leis.

· Nesse mesmo ano, saía de Coimbra, formado em cânones, José António Guerreiro (1789-1934).

· O Abade Correia da Serra é nomeado embaixador português em Washington, onde permanece até 1820

· Os wighs ingleses passam a ser conhecidos, a partir de 1816, pelo castelhanismo de british liberales

II - CRONOLOGIA

NACIONAL

INTERNACIONAL

 

· França têm lugar eleições apenas com 90 000 eleitores. Apresentam-se três partidos: os ultras, liderados pelo conde de Artois, o futuro carlos X; o centro, dos chamados constitucionais ou moderados, com Chateaubriand e Decazes; e a esquerda, dos liberais, com Lafayette e Benjamin Constant.

 

· Os Bourbons restabelecem-se em Nápoles. é criado o reino das Duas Sicílias, unitário e centralizado

III - ACONTECIMENTOS DO ANO

Sociedades da Paz Em 1816, depois de William Allen, ter fundado o jornal pacifista The Herald of Peace, o movimento propaga-se à Grã-Bretanha, Alemanha, Holanda e Suíça, onde era mais fácil a ligação a movimentos protestantes.

IV - BIBLIOGRAFIA

AUTORES

OBRAS

BENTHAM, Jeremy

Chrestomathia,1816

CHATEAUBRIAND, François-René (1768-1848)

La Monarchie selon la Charte, 1816, onde se desenvolve o princípio segundo o qual o Rei reina, mas não governa.

CONSTANT, Benjamin

Adolphe, romance que o torna célebre

FERGUSON, Adam (1732-1816)

Principles of Moral and Political Science,1792

GUIZOT, François

Du Gouvernement Representatif

GUIZOT, François

Du Gouvernement Representatif, 1816

HALLER, Karl Ludwig Von (1768-1854)

Restauration derStaatswissenschaft, 1816-1825

LAMENNAIS,Felicité Robert (1782-1854)

& Essai sur l’Indifférence en Matière de Religion, 1816.

LORD BYRON, George Gordon Noel (1788-1824)

The Prisoner of Chillon 1816.

MACEDO, José Agostinho de

Refutação dos princípios metaphysicos e moraes dos pedreiros livres iluminados, Lisboa, 1816.

MACEDO, José Agostinho de

Demonstração da existência de Deus

Lisboa, 1816.

MULLER, Adam

Versuche einer neuen Theorie des Geldes,1816

V - PERSONALIDADES DO ANO

Coleridge, Samuel Taylor (1772-1834) Poeta e filósofo inglês. Um dos precursores do romantismo. Influencia Byron. Conservador, defende uma perspectiva democrática do torysm. Salienta que a grande maioria dos homens vive como morcegos na penumbra e só conhecem e percebem a filosofia do seu tempo por reflexões e refracções.

· The States’man Manual

Ratton, Jácome ou Jacques (1736-1822) Maçon. Industrial francês, naturalizado português em 1762. Introdutor em Portugal da nova indústria da fiação. Deputado da Junta do Comércio em 1788. Fidalgo da casa real em 1802. Era filho de comerciantes franceses aqui instalados. Perseguido pela setembrizada de 1810, sob a acusação de jacobino e pedreiro-livre. Exila-se em Londres. Sendo proprietário do quarteirão industrial de Lisboa, na zona que tem hoje o seu nome, Largo do Rato, perto do qual funcionava a Real Fábrica das Sedas.

Bibliografia

[1816]Recordações; Londres, 1816.

[1816]Pensamentos Patrióticos. Império Luzo; Londres, 1816.

Artigo publicado no Investigador Português, onde defende que Portugal e o Brasil devem constituir um reino único.

Haller, Karl Ludwig Von (1768-1854) Representante de uma teoria do Estado romântica e reaccionária, é criticado por Hegel.

[1816] Restauration der Staatswissenschaft, em seis volumes (1816 - 1834) (cfr. ed. de Aalen, Scientia Verlag, 1964).

Byron, George Gordon Noel, Lorde (1788-1824) Poeta inglês da escola romântica. Afasta-se da Inglaterra em 1816, considerando-se um desterrado que peregrina por vários países europeus. Visita Lisboa e elogia as belezas de Sintra, embora desdenhe dos portugueses. Apoia a luta pela independência grega em que participa.

· Childe Harold’s Pilgrimage

1812.

· Te Prisoner of Chillon

1816.

· Don Juan

1821.

Chateaubriand, François-René de 1768-1848 Escritor e político francês. Não entra em ruptura directa com os regimes da Revolução e do Império. Ministro do interior nos primeiros tempos da Restauração e dos negócios estrangeiros de Dezembro de 1822 a Junho de 1824. Funda, com Bonald e Lammenais, Le Conservateur. Um dos principais cultores do romantismo. Opõe-se à instauração de um regime constitucional em Portugal, quando D. João VI queria dar uma carta ou restaurar as Cortes tradicionais. Opõe-se, a partir de 1824 ao governo ultra de Villèle. Embaixador em Roma em 1828-1829. Depois da revolução de 1830, assume o legitimismo.

· 1797 Essai Historique, Politique et Moral sur les Révolutions · 1797 Anciennes et Modernes Considerés dans leurs Rapports avec la Révolution Française (reed. fr., Paris, éditions Gallimard, 1978).

· 1802 Le Génie du Christianisme (5 vols., 1802).

· 1814 De Buonaparte, des Bourbons et de la Necssité de se ralier à nos Princes Légitimes pour le Bonheur de la France et celui de l’Europe

· 1816 La Monarchie selon la Charte (Novembro de 1816), onde desenvolve o princípio segundo o qual o rei reina, mas não governa.

· 1831 De la Restauration et de la Monarchie élective, onde se opõe à monarquia de Julho, assumindo o legitimismo.

· 1848 Mémoires d'Outre Tombe

(1848 - 1850).

VI - LIVROS DO ANO

& Restauration der Staatswissenschaft, 1816-1834 Karl Ludwig von Haller considera os príncipes como senhores e proprietários do Estado e não como seus servidores. O Estado é visto como um domínio independente que comanda os outros e que não está ele mesmo ao serviço de ninguém. Defende que, como no mundo inanimado o forte oprime o fraco, assim entre os animais e também entre os homens se encontra a mesma lei embora com aspectos mais nobres. Declara até que constitui mandamento imutável e eterno de Deus que o mais poderoso deve dominar e sempre dominará. O Estado é, assim, entendido como um senhorio para aplicar a autoridade de um senhor. Não distingue entre o direito público e o direito privado e considera que o regime patriarcal é a ordem querida por Deus. Nestes termos, o indivíduo está preso por uma série de laços a um todo que o ultrapassa infinitamente. O indivíduo vive em união íntima com um todo, considerado simultanemente natural e profundo.

& Monarchie (la) selon la Charte [1816] ä Chateaubriando Obra onde procura conciliar-se a liberdade com a legitimidade e o pragmatismo com imperativos morais, defendendo-se a necessidade de um tratado de paz entre a ordem e a liberdade, pela manutenção de instituições fixas que sirvam de abrigo contra as paixões e as fantasias do homem. A realeza legítima constitucional é considerada como um poder paternal regulado pelas instituições, temperado pelos costumes, tornando-se num caminho mais doce e seguro para a inteira liberdade.

VII - MORTES E NASCIMENTOS

FALECIMENTOS

NASCIMENTOS

FERGUSON, Adam (1723-1816)

Arthur, Joseph, Conde de GOBINEAU (1816-1882)

D. Fernando II (1816-1885)

Telhado, José do (José Teixeira da Silva) (1816-1875)


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© José Adelino Maltez. Todos os direitos reservados. Cópias autorizadas, desde que indicada a proveniência: Página profissional de José Adelino Maltez ( http://maltez.info). Última revisão em: 01-05-2009 © José Adelino Maltez. Todos os direitos reservados. Cópias autorizadas, desde que indicada a proveniência: Página profissional de José Adelino Maltez ( http://maltez.info). Última revisão em: 01-05-2009