Respublica Repertório Português de Ciência Política Edição electrónica 2004 |
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ANO:1927
| Destaques | Cronologia | Acontecimentos | Bibliografia | Personalidades | Livros do Ano | Falecimentos e Nascimentos |
| PORTUGAL | MUNDO | |
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Política |
· Criada a Polícia Especial de Informações (Janeiro) · Revolta no Porto de Sousa Dias (Fevereiro) · Constituída a Liga de Paris (Março) · Constituída a Liga de Defesa da República (Junho) · Esboça-se golpe de Estado de Filomeno da Câmara (Agosto) |
· Fim do controlo militar aliado na Alemanha (Janeiro) · Chiang Kai-shek forma governo em Nanquim (Março) · Primeira travessia aérea do Atlântico (Maio) · Trotski e Zinoviev expulsos do Comité Central do PCUS (Outubro) · XV Congresso do PCUS (Dezembro) |
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Ideias |
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· Essência da política. Para Carl Schmitt, em Der Begriff des Politischenm 1927-1932, ela está na distinção/ oposição entre o amigo e o inimigo Freund/ Feind. Bertrand de Jouvenel, em Pure Theory of Politics, a polítiva é acção que desencadeia movimento, o que leva à agregação de outros em torno do projecto ou da ideia de um determinado autor. Julien Freund, em L’Essence du Politique, de 1965, retomando Schmitt, não há política quando não há inimigo, porque a política obedece à lei do comando e da obediência, expressa também na tensão público/privado. · Defesa do Ocidente. Conceito anticomunista consagrado por HENRI MASSIS em La Défense de L'Occident, de 1927, acarinhado pela retórica salazarista, que, pura e simplesmente, esqueceu que, na fase pós-estalinista da URSS, havia mais convictos comunistas na Europa Ocidental que nos países ditos de Leste. Em discurso de 14 de Agosto de 1936, Salazar dizia: nós somos filhos e agentes duma civilização milenária que tem vindo a elevar e converter os povos à concepção superior da própria vida, a fazer os homens pelo domínio do espírito sobre a matéria, pelo domínio da razão sobre os instintos. Mas o mesmo político, em plena guerra ultramarina, quando se apostava de forma maximalista na integração dos territórios europeus e africanos num único espaço, não se coibia de proclamar: somos cada vez menos um país apenas europeu e tendemos cada vez mais a sê-lo cada vez menos. · Bergson recebe o prémio Nobel da literatura. · Mercier, Desiré funda a Union Internationale d'études Sociales e coordena a edição do Côde de Malines |
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NACIONAL |
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· Janeiro - Sociedade de Geografia de Lisboa começa a chamada Semana das Colónias 5 Criada uma polícia especial de informações de carácter secreto junto do Governo Civil de Lisboa pelo Decreto nº 12 972 12 a 14 Contestação ao Grande Empréstimo. Vários grupos oposicionistas declaram ilegitimidade da Ditadura para conduzir as negociações de um grande empréstimo através da Sociedade das Nações. Manifestam-se junto da Embaixada britânica e das legações da França e dos Estados Unidos da América. Subscrevem as declarações, o Partido Republicano Português, a Esquerda Democrática, o Partido Republicano Radical, a Acção Republicana, o Partido Socialista Português, o Partido Republicano Nacionalista e o grupo da Seara Nova. Presos os principais peticionários. António Sérgio e David Rodrigues fogem para o estrangeiro. - Criada uma frente com a União Liberal Republicana e o Partido Nacionalista 25 Novo Ministro do Interior. Adriano da Costa Macedo substitui Ribeiro Castanho |
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· Fevereiro 3 Revolta militar do reviralho. Começa no Porto. Surge Manifesto assinado pelo general Sousa Dias, capitão-médico miliciano Jaime Cortesão e capitão Sarmento Pimentel. A Revolta militar do reviralho é comandada pelo general Gastão de Sousa Dias 7 O movimento do reviralho alastra a Lisboa, sob o comando de Agatão Lança. 50 mortos em Lisboa, 70 no Porto. 9 Surge a Confederação Académica da União Nacional, o primeiro movimento civil de apoio à Ditadura, depois da revolta de Sousa Dias. A iniciativa coube a Vicente de Freitas, inspirado pela União Patriótica de Primo de Rivera. Apoio do coronel Pestana de Vasconcelos. - Milícia Lusitana. Movimento civil de apoio à Ditadura Nacional. 15 Decreto nº 13 137 demite funcionários implicados no jugulado movimento revolucionário. São incluídos Jaime Cortesão e Raúl Proença, então ligados à Biblioteca Nacional. Decreto nº 13 138 do mesmo dia dissolve unidades da GNR e do Exército implicadas na revolta, bem como todas as organizações políticas e cívicas que a ela aderiram. 17 Manifestação de apoio ao governo contra a maçonaria, promovida por uma Confederação Académica da União Nacional e por uma Milícia Lusitana |
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· Março 10 Presença. é publicado o primeiro número desta folha de arte e crítica, fundada em Coimbra por José Régio, João Gaspar Simões, Branquinho da Fonseca e Edmundo Bettencourt 12 Constituída a Liga de Paris 26 Criação no Porto de uma Polícia Especial de Informações. é herdeira do modelo de Ferreira do Amaral e base da polícia política do salazarismo .São recrutados agentes da extinta Polícia Preventiva de Segurança do Estado. |
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· Abril - Acordo de Passos e Sousa e A. M. Silva. Passos e Sousa celebra acordo político com o Partido Democrático de António Maria da Silva que, entretanto, abandona a Liga de Paris |
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· Maio 1 Governo de Vicente de Freitas diz querer transformar o 1º de Maio numa Festa do Trabalho a ser comemorada em serenidade, paz e harmonia social - No mesmo dia, Ofensiva contra o sindicalismo de esquerda. Todos os comícios são proibidos. Dissolvida a CGT 6 Assaltadas as instalações do jornal A Batalha 27 Dissolvida a Confederação Geral dos Trabalhadores, encerrada a sua sede e o jornal A Batalha. Nomeado para comandante da GNR o coronel Augusto Manuel Farinha Beirão. 13 António de Cértima reedita O Ditador (Lisboa, Rodrigues & Ca., a 1ª ed. é de 1926). No frontespício uma frase de Napoleão celui qui sauve sa patrie ne viole aucune loi 22 Conflito com a áfrica do Sul. João Belo restringe a emigração para a áfrica do Sul pelo Decreto no 13 651. Em Novembro de 1927 denuncia o regime de modus vivendi estabelecido em 1923. 28 Governo anuncia a intenção de proceder a eleições, na sequência do acordo com António Maria da Silva |
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· Junho 19 Constituída a Liga de Defesa da República. Na Junta Directiva, Álvaro de Castro, Afonso Costa, José Domingues dos Santos, Jaime Cortesão e, a partir de meados de Julho, António Sérgio. O núcleo da Liga instalado na Corunha decide pela revolução e Jaime de Morais vem para Portugal, mobilizando a União dos Oficiais Republicanos e constituindo uma Comité Militar Revolucionário.
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· Julho - Manifesto ao País da Liga de Paris fala na necessidade de uma vida nova |
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· Agosto 12 Golpe de Filomeno contra Passos e Sousa. Esboça-se golpe de Estado de Filomeno da Câmara, com os Caçadores 5, contra a criação do cargo de vice-presidente do Ministério que é ocupado por Passos e Sousa. O tenente Alfredo Morais Sarmento publica um manifesto contra a nomeação de Passos e Sousa como ministro da guerra, depois de Carmona assumir a presidência. Neste dia, Fidelino de Figueiredo, então director da Biblioteca Nacional, e o tenente Henrique Galvão tentam a edição de um Diário do Governo, nomeando Filomeno da Câmara como ministro de todas as pastas. Têm o apoio de David Neto, Fernando Rodrigues, Morais Sarmento e de António Ferro. O director da Imprensa Nacional, Luís Derouet, não autoriza a publicação. 26 Remodelação governamental, entrando Vicente de Freitas, para o interior, Ivens Ferraz, para o comércio, Agnelo Portela, para a marinha, e João Belo, para as colónias. - Sinel de Cordes em Genebra tenta obter empréstimo da Sociedade das Nações |
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· Novembro 2 Encerrada a sede da CGT na Calçada do Combro |
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· Dezembro 1 Manifestação de estudantes no Largo de S. Domingos lança palavras de ordem contra o regime. é cercado o carro em que seguia óscar Carmona. Intervenção policial, com várias prisões. 21 Surge uma série de artigos de Salazar no Novidades contra Sinel de Cordes. O último é publicado em 3 de Janeiro de 1928. 27 Vicente de Freitas em entrevista ao Diário de Notícias anuncia que o governo elabora lei eleitoral e medidas preparatórias para o recenseamento e que apoia a organização de uma Liga Nacional 28 de Maio - União Nacional Republicana. Chega a aventar-se a hipótese da constituição de uma União Nacional Republicana, cabendo a organização da mesma a Manuel Rodrigues. |
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· Ainda em 1927... |
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INTERNACIONAL |
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· Janeiro 31 Fim do controlo militar aliado na Alemanha - Grandes intelectuais franceses, como Aragon, Breton e éluard aderem ao PCF |
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· Março 18 Chiang Kai-shek forma governo em Nanquim |
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· Abril 12 Chiang ocupa Xangai 21 Carta del Lavoro de Mussolini 27 Perseguição aos comunistas por Chiang |
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· Maio 27 O norte-americano Lindbergh faz a primeira travessia aérea do Atlântico, no Spirit of Saint Louis |
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· Junho - Há confrontos violentos entre os Camelots du Roi da Action Française e a polícia |
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· Agosto 1 a 8 Na China, malogro de uma sublevação militar comunista em Nanchang dirigida por Chu En-lai |
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· Setembro 9 Levantamento da Colheita de Outono promovido por Mao em Hunam; novo falhanço |
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· Outubro 1 Tratado URSS-Irão 23 Trotski e Zinoviev expulsos do Comité Central do PCUS |
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· Novembro 14 Bergson recebe o prémio Nobel da literatura. 16 Suicídio de Ioffe quando era publicada a expulsão de Trotski e Zinoviev, o bolchevique Adolf Ioffe suicidava-se. Vale a pena consultar a carta que deixou, testemunho de um revolucionário frustrado: Toda a vida considerei que o político deve desaparecer a tempo [...] tendo o direito de abandonar a vida no momento em que a sua própria consciência lhe disser que já não pode ser útil à causa pela qual se bateu [... ]Adoptei há mais de trinta anos uma concepção segundo a qual a vida humana só tem sentido enquanto posta ao serviço dum infinito - - que, para nós, é a humanidade; trabalhar por outra coisa afigura-se-me sem sentido porque demasiado restrito... Se mesmo a humanidade tiver de ter um fim, esse fim deve sobreviver daqui a tanto tempo que, para nós, é como se fosse um infinito absoluto. Acreditando no progresso como eu acredito, não é impossível imaginar que, caso o nosso planeta viesse a desaparecer, a humanidade arranjaria forma de se transplantar para outro planeta mais jovem [...] De modo que tudo o que se faça por ela, no nosso tempo, virá a repercutir-se nos séculos vindouros [...] A minha morte é um protesto contra aqueles que reduziram o partido a uma situação que lhe não permite reagir contra tal opróbrio... - Nasce a Croix de Feu, do coronel La Rocque - Manifestação de Trotskistas em Moscovo |
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· Dezembro 2 a 19 XV Congresso PCUS adopta programa de colectivização da agricultura, aprovando relatório elaborado por Molotov, onde se incluíam as medidas contra os Kulaks, o desencadeamento da industrialização rápida e o estabelecimento do primeiro plano quinquenal. Isto é, Estaline, até então adepto da política conciliadora da NEP, tratou de adoptar as teses oposicionistas. Todo o colectivismo começa com a ilusão de atribuir a terra a quem a trabalha, assumindo-se, deste modo, como um socialismo de consumo, antes de se tornar num socialismo de produção. Neste congresso, é confirmada a expulsão de Trotski e Zinoviev dos quadros do partido 11 a 13 Comuna de Cantão; esmagada nova sublevação comunista. |
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· Ainda em 1927... - Em Londres continua governo conservador de Baldwin, com Churchill e Chamberlain, aprovando-se o Trade Disputes Act que limita o direito de greve, proibindo as greves gerais - Herriot, no Congresso do Partido Radical francês aposta no combate aos clericais, fanáticos, plutocratas, fascistas e comunistas - Por pressão soviética, Mao é excluído do comité central do Partido Comunista Chinês, até 1935; defendera num relatório sobre o Hunam que o campesinato deveria ser a força principal da revolução comunista. - Mao Zedong produz o Relatório do inquérito sobre o movimento camponês no Hunam |
Revolta de Sousa Dias Começa no Porto. Surge Manifesto assinado pelo general Sousa Dias, capitão-médico miliciano Jaime Cortesão e capitão Sarmento Pimentel. Revolta militar do reviralho, desencadeada a partir do Porto, comandada pelo general Gastão de Sousa Dias, apoiado pelo coronel Fernando Freiria, Jaime de Morais, Jaime Cortesão, pelo capitão João Sarmento Pimentel, pelo capitão António Alfredo Chaves, e pelo tenente João Pereira Carvalho, um dos revoltosos do 28 de Maio de 1926. Cortesão assume o governo civil. Vários revolucionários mobilizados por José Domingues dos Santos. Os revoltosos pedem a demissão do Governo e o regresso à Constituição de 1911. Revolta-se também a GNR e parte de Artilharia 5 e Viana do Castelo sob o comando do tenente miliciano Eduardo Cerqueira Cruz. Focos revoltosos em Faro com o primeiro-tenente Sebastião Costa e em Tavira. Tropas fiéis ao governo, comandadas pelo ministro da guerra tenente-coronel Passos e Sousa, concentram-se na Serra do Pilar. Em apoio do governo vêm também tropas de Lamego com Lopes Mateus. Coronel João Carlos Craveiro Lopes incia o bombardeamento aos revoltosos. No dia 7, o movimento alastra a Lisboa, sob o comando do primeiro-tenente Agatão Lança, juntando uma força de marinheiros e companhias da GNR, apoiados pelos antigos membros da formiga branca. Apoia a revolta lisboeta o coronel José Mendes dos Reis. Sublevam-se também o cruzador Carvalho Araújo, sob o comando do comandante João Manuel de Carvalho e a canhoneira Ibo. Revoltosos concentram-se no Arsenal, que sofre um bombardeamento da aviação. Do lado governamental em Lisboa a defesa é coordenada, primeiro, pelo general Luís Manuel Dominguese, depois do dia 9, por Passos e Sousa. Cerca de 70 mortos no Porto e 50 em Lisboa. Uma revolta sanguinolenta. O antigo ministro da guerra Américo Olavo foi morto em Lisboa na sua própria residência. Ao lado do governo da Ditadura, combateram os futuros oposicionistas Humberto Delgado e Henrique Galvão. Governo emite Decreto nº 13 138 que, além de dissolver as unidades do Exército e da GNR revoltosas, extingue as organizações políticas e cívicas participantes. Jaime Cortesão e Raúl Proença são demitidos dos cargos que desempenhavam na Biblioteca Nacional. Em 27 de Maio é dissolvida a Confederação Geral dos Trabalhadores, encerrada a sua sede e o jornal A Batalha. Nomeado para comandante da GNR o coronel Augusto Manuel Farinha Beirão.
Liga de Defesa da República. A chamada Liga de Paris. Criada por Afonso Costa e Bernardino Machado no exílio da capital francesa. Procura insurgir-se contra a pretensão do governo da Ditadura no sentido da obtenção de um grande empréstimo internacional, quando era ministro das finanças Sinel de Cordes.
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AUTORES |
OBRAS |
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ARRUDA, João |
Do Regime Democrático , 1927 |
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BENDA, Julien |
Trahison (La) des Clercs , 1927; (cfr. Paris, éditions Hachette/Pluriel, 1975). |
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DUMOULIN, Michel |
L’Idée Européenne dans l’Entre-Deux-Guerres , Yves Stelandre, org., 1ª ed., 1927; (cfr. reed. Lovaina, Académie Louvain-la-Neuve, 1992). |
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FREUD, Sigmund |
Zukunft (Die) einer Illusion , 1927; (trad port. O Futuro de uma Ilusão) |
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GENTILE, Giovanni |
Origini e Dottrina del Fascismo , 1927 |
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GUéNON, René |
Crise (La) Crise du Monde Moderne , 1927 |
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HEIDEGGER, Martin |
Sein und Zeit , 1927; (trad. port. Ser e Tempo) |
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HELLER, Hermann |
Soberania, 1927 |
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HSIAO, Kung Chuan |
Political Pluralism. A Study on Contemporary Political Theory , Londres, Routledge & Kegan Paul, 1927. |
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HUXLEY, Aldous |
Sobre a Democracia e Outros Estudos, ed. orig. 1927; ( cfr. trad. port., Lisboa, Livros do Brasil, s.d.). |
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HUXLEY, Julien |
Religion without Revelations , 1927 |
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LASKI |
- Communism. 1381-1927 , 1927- Authority in Modern State, 1927; (reed., Hamden, Archon Books, 1968). |
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LECLERCQ, Jacques |
Leçons de Droit Naturel. 1- Le Fondement du Droit et de la Societé , 1927 |
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LOWIE, R. H. |
The Origin of the State , Nova York, Harcourt, Brace & Co., 1927. |
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MISES, Ludwig von |
Liberalismus, 1927 |
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RECASENS-SICHES, Luis |
La Filosofia del Derecho de Francisco Suarez , Madrid, Victoriano Suarez, 1927. |
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REICH, Wilhelm |
Funktion (Die) des Orgasmus , Viena, 1927 |
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SCHMITT, Carl |
- Der Begriff des Politischen , 1927; (1ª trad. fr. Considérations Politiques, Paris, Librairie Générale de Droit et de Jurisprudence, 1942; 2ª trad. fr. La Notion du Politique. Théorie du Partisan, Paris, éditions Calmann-Lévy, 1972; The Concept of the Political, Georges Schwab, trad., Leo Strauss coment., Rutgers University, 1976).- Verfassungslehre, 1927; (trad. cast. Teoria de la Constitucion, Madrid, Alianza Editorial, 1982. |
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SIEGFRIED, André |
Les états Unis d’Aujourd’hui , Paris, Librairie Armand Colin, 1927. |
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SOROKIN |
Social Mobility , 1927 |
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THIBAUDET |
République des Professeurs , 1927 |
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VALOIS, Georges |
Fascisme (Le), 1927 |
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VIANNA, Francisco José de Oliveira |
O Idealismo na Constituição, Rio de Janeiro, 1927. |
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VIANNA, Oliveira |
Idealismo na Constituição , 1927 |
Valois, Georges (1878-1945) Pseudónimo de Georges Gressent. Autor de Le Fascisme. Começa como maurrasiano, no Cercle Proudhon e passa a fascista puro. Funda em 1925 o movimento Le Faisceau, depois de ter encontrado Mussolini em 1923. Defende a fusão do socialismo e do nacionalismo, em nome de uma grande revolução construtiva, anunciadora de uma nova e progressiva civilização, antiliberal e anti-individualista, heróica e viril, no quadro de uma nação solidária. Afasta-se posteriormente desta tese, tornando-se próximo dos radicais de esquerda a partir de 1929. Assume-se como resistente. Morre na deportação. Outras obras marcantes do autor:
· 1924, La Révolution Nationale Paris, Nouvelle Librairie Nationale, 1924
· 1927, Le Fascisme Paris, Nouvelle Librairie Nationale
Heidegger, Martin (1889-1976) Filósofo alemão. Assistente de Husserl em Friburgo. Professor em Marburgo de 1923 a 1928. Reitor de Friburgo com o nazismo. Afastado em 1945.
· Sein und Zeit, 1927; (Trad. cast. El Ser y el Tiempo, Mexico, Fondo de Cultura Economica, 1960; Trad. fr. L'être et le Temps, Paris, éditions Gallimard, 1972).
· 1929, Kant und das Problem der Metaphysik
· 1954, Vorträge und Aufsätze; (Trad. fr. Essais et Conférences, 2 vols, Paris, éditions Gallimard, 1975-1976).
· 1998, Carta sobre o Humanismo, Lisboa, Guimarães, 1998.
Benda, Julien (1867-1956) Julien Benda falava no facto de se ver "cada paixão política munida de toda uma rede de doutrinas fortemente constituídas onde a única função é a de representar, para todos os pontos de vista, o supremo valor da respectiva acção, e nas quais se projecta decuplicando naturalmente o seu poder passional".
· Le Bergsonisme ou une Philosophie de la Mobilité,
1912.· La Trahison des Clercs,
1927· Esquisse d’une Histoire des Français dans Leur Volonté d’être une Nation,
Paris, éditions Gallimard, 1932· Discours à la Nation Européenne,
1933. Paris, éditions Gallimard, 1979,· La Grande épreuve des Démocraties,
Nova York, 1942
Berdiaev, Nikolai (1874-1948) Autor de língua russa, natural da Ucrânia. De origens marxistas, é afastado da Rússia epois da revolução de 1917. Instala-se em França depois de 1925, sendo um dos introdutores do existencialismo e o inspirador do personalismo. Em Les Origines et le Sens du Communisme Russe, de 1935, salienta que a alma russa aspira à integridade, não se contenta com a divisão de tudo em categorias, aspira ao absoluto e quer tudo submeter ao absoluto. Porque a formação religiosa do povo russo marcou-lhe traços muito particulares: ascetismo, dogmatismo, faculdade de suportar o sofrimento e o sacrifício em nome de uma fé seja qual for, enfim, o gosto do transcendente, que ora se exprime na crença da eternidade do outro mundo, ora num futuro realizado neste mundo. Salienta também que a religião e a nacionalidade desenvolveram-se juntas no reino moscovita, como ocorreu na consciência do antigo povo hebreu. E do mesmo modo como a consciência messiânica era um atributo do judaísmo, foi também um atributo da ortodoxia russa.
· A Nova Consciência Religiosa e a Sociedade, 1907.
· Une Nouvelle Moyen Age; Obra escrita em 1924, mas apenas publicada em 1927.
· Le Christianisme et la Lutte des Classes, Paris, éditions Demain, 1932.
· Les Sources et le Sens du Communisme Russe, 1935; Obra escrita em russo no ano de 1935 e publicada em francês em 1938, Paris, Gallimard.
· La Destination de l'Homme, 1935.
· Cinq Méditations sur l'Existence, Paris, Aubier, 1936.
· Dialectique Existencielle du Divin et de l'Humain, 1947.
· De l'Esprit Bourgeois, Neuchâtel, Delachaux et Niestlé, 1949.
· Vérité et Révélation, 1954
Lowie, Robert H. Antropólogo político, estuda as origens do Estado. Considera que o Estado existe em germe em todas as sociedades, mesmo as mais primitivas. Ele institucionaliza-se progressivamente, quando se generaliza o facto associativo e regridem as solidariedades comunitárias. Salienta que o Estado, entendido como a articulação de factores internos (como a diferenciação social ) e factores externos (como, por exemplo, a conquista) é algo que existe em germe em todas as sociedades, mesmo nas mais primitivas. O Estado teria a ver com a generalização do facto associativo e com a regressão das solidariedades comunitárias. Considera, neste desenvolvimento, que o Estado compreende os habitantes de uma determinada área que reconhecem a legitimidade da força quando ela é utilizada por individuos que eles aceitam como chefes ou governantes.
· The Origin of the State, Nova York, Harcourt, Brace & Co., 1927
· Social Organization, 1948
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Verfassungslehre, 1927 Obra de Carl Schmitt onde se considera que a Constituição de um Estado de direito burguês é sempre uma Constituição mista, dada a união e mistura (Verbindung und Mischung) entre os princípios monárquico, aristocrático e democrático (cfr. trad. cast. Teoria de la Constitucion, Madrid, Revista de Derecho Privado, 1934; e Madrid, Alianza Editorial, 1982). |
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La Transformazione dello Stato, 1927 Obra do jurista fascista Alfredo Rocco, onde de define o Estado como a nação politicamente organizada. Ele tem a sua moral, a sua religião, a sua missão política no mundo, a sua função de justiça social, porque é a única fracção da espécie humana que se organizou para atingir os fins da espécie. |
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& Begriff (Der) des Politischen, 1927 Texto de Carl Schmitt de 1927, sucessivamente refundido em 1932 e 1963, onde se estabelece que o político deve consistir nalgumas distinções de base às quais pode ser reconduzido todo o agir político em sentido específico. Daí considerar que a específica distinção política à qual é possível reconduzir as acções e os políticos é a distinção entre amigo (freund) e inimigo (feind). Ela oferece uma definição conceptual, isto é, um critério e não uma definição exaustiva ou uma explicação do conteúdo. Na medida em que não é derivável de outros critérios ela corresponde, para a política, aos critérios relativamente autónomos das outras contraposições: bom e mau, para a moral, belo e feio, para a estética. Adopta-se assim uma bipolaridade maniqueísta, onde, contudo, o feind é o hostes latino, o inimigo público, e não o inimicus, o inimigo privado. Porque os conflitos políticos não são racional ou eticamente determinados ou solúveis; são conflitos existenciais e a política é preexistente ao Estado, considerado como simples modo de existência e não produto da necessidade histórica. Qualifica este essencialismo como visão fenomenológica da política, a política como ela é e como se faz, em oposição ao que refere como o idealismo normativista das teorias puras do direito, que consideram as decisões como deduzíveis integralmente do conteúdo de uma norma. Neste sentido, salienta que a decisão política está fora de qualquer subsunção normativa, dado que rompe com as hesitações do saber e consiste em manifestar uma autoridade e não em afirmar uma verdade |
VII - FALECIMENTOS E NASCIMENTOS
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FALECIMENTOS |
NASCIMENTOS |
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CHAMBERLAIN, Houston Stewart (1855-1927) FALCãO, Silvestre (m. 1927) OLAVO CORREIA de AZEVEDO, Américo (1882-1927) |
BAPTISTAaptista, António Alçada (n.1927) BRITO, António José de (n.1927) CAMPOS, João Mota de (n. 1927) CARNEIRO, Robert Leonard (n. 1927) FURET, François (1927-1997) KOLAKOWSKI, Leszek (n.1927) LUHMANN, Niklas (1927-1998) MACHADO, João Baptista (1927-1991) MAZOWIECKI, Thadeusz (n. 1927) MELLO, José Manuel de Silva José de (n. 1927) MOYNIHAN, Daniel Patrick (n. 1927) VEIL, Simone (n. 1927) |