Respublica Repertório Português de Ciência Política Edição electrónica 2004 |
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ANO:1962
| Destaques | Cronologia | Acontecimentos | Bibliografia | Personalidades | Livros do Ano | Falecimentos e Nascimentos |
| PORTUGAL | MUNDO | |
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Política |
· Começa uma greve estudantil em Lisboa (Janeiro) · Portugal adere ao GATT (Janeiro) · Governo solicita abertura de negociações com a CEE (Maio) · Fundação da Frelimo (Junho) · Conferência da oposição em Praga (Dezembro) · Surge o Movimento da Acção Revolucionária |
· Acordo na CEE sobre política agrícola (Janeiro) · John Glenn no espaço (Fevereiro) · Acordos de Evian referendados em França (Abril) · Plano Fouchet proposto pela França aos Seis (Abril) · Conflito armado entre a China e a índia (Abril) · França reconhece a independência da Argélia (Julho) · Atentado falhado da OAS contra de Gaulle (Agosto) · Grécia, primeiro associado da CEE (Agosto) · Crise dos mísseis de Cuba (Outubro) · Abertura do Concílio do Vaticano II (Outubro) · U Thant eleito secretário geral da ONU (Novembro) · Caso Spiegel na RFA (Novembro) |
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Ideias |
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· A Aldeia Global Marshall McLuhan, em The Gutenberg Galaxy. The Making of Typographic Man cunha a expressão aldeia global, analisando a passagem da Galáxia de Gutenberg para a Galáxia de Marconi, a inquietude dos tempos sem escrita, marcados por uma comunicação oral , onde a forma, o continente, tende a ser mais importante do que a matéria, o conteúdo. · Crawford Brough MacPherson. Professor canadiano. Teoriza o individualismo possessivo, definido como uma concepção do indivíduo visto essencialmente como o proprietário da sua própria pessoa e capacidades, não pertencendo nenhuma delas à sociedade. Este modelo de individualismo acirra o egoísmo, defende a propriedade, dizendo respeito ao primitivo capitalismo do laissez faire. Cria a chamada sociedade de mercado. |
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NACIONAL |
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· Janeiro 3 Discurso de Salazar na Assembleia Nacional sobre o caso de Goa, lido por Mário de Figueiredo, dada a afonia do Presidente do Conselho 11 Delgado sai de Portugal - Manifestações oposicionistas no Porto contra o regime e contra a guerra, com palavras de ordem como Liberdade e Amnistia. |
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· Fevereiro 2 Memorial confidencial de Marcello Caetano para o governo propõe a criação de um Estado Federal |
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· Março 9 Realiza-se em Coimbra o I Encontro Nacional de Estudantes que constitui o Secretariado Nacional dos Estudantes Portugueses, que decide a comemoração do Dia do Estudante em Lisboa entre 23 e 25 de Março 12 Iniciam-se as emissões da Rádio Portugal Livre, a partir de Argel 21 Ministro Lopes de Almeida proíbe as comemorações do Dia do Estudante |
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· Abril 6 Começa uma greve estudantil em Lisboa. Os incidentes desenrolam-se ao longo de todo o ano, insurgindo-se contra o ministro da educação Lopes de Almeida. - No mesmo dia, Portugal decide aderir ao GATT 27 Decreto-Lei nº 44 309 promulga o Código de Trabalho Rural que revoga o Código de Trabalho Indígena de 1928 28 a 30 Incidentes em Aljustrel: dois mortos e quatro feridos. |
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· Maio 1 Tumultos em Lisboa, Porto, Almada e Cova de Iria. 2 Mortos 8 Manifestações da oposição, comemorando a queda do III Reich. Incidentes na Baixa de Lisboa. Um morto e quatro feridos. No final do mês, bombas no ministério das corporações e no Secretariado Nacional de Informação 11 Marcello Caetano demite-se de Reitor da Universidade Clássica de Lisboa. Será substituído por Paulo Cunha - Também neste dia, Adriano Moreira na Casa do Infante no Porto profere a conferência Geração traída 18 Governo solicita abertura de negociações com a CEE, tendo em vista acordo de associação 22 Chegam a Lisboa 1 200 prisioneiros da índia, a bordo do Vera Cruz 28 Várias sessões comemorativas. Salazar proclama quase seria uma traição aos mortos se houvesse o mais pequeno dissídio |
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· Junho 11 Conferência de Adriano Moreira no Instituto de Estudos Políticos de Madrid 25 Fundação da Frelimo |
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· Julho - Criados os Estudos Gerais de Angola e Moçambique. Serão reitores de Angola, André Navarro, e de Moçambique, Veiga Simão |
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· Agosto - Adriano Moreira visita a Guiné e Cabo Verde |
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· Setembro 18 Discurso de Franco Nogueira na Assembleia Geral da ONU |
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· Novembro 25 Estudantes insurgem-se contra o Ministro da Educação Lopes de Almeida no Instituto Superior Técnico - OIT condena a legislação corporativa portuguesa |
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· Dezembro 4 Remodelação no governo. Saem Adriano Moreira, Lopes de Almeida, Kaúlza e Ferreira Dias. Gomes de Araújo, ligado a Santos Costa, assume a pasta da Defesa. Luz Cunha no Exército. Peixoto Correia no Ultramar. Inocêncio Galvão Teles na Educação Nacional. Soares Martinez na Súde 19 a 21 Conferência da oposição em Praga. Realiza-se em Praga a Conferência das Forças Antifascistas Portuguesas que dão origem à Frente Patriótica de Libertação nacional (FPLN). Nessa reunião estão presentes o Movimento Nacional Independente de Delgado, representado por Manuel Sertório; a Resistência Republicana e Socialista, de Mário Soares; o PCP e o MAR. Assenta no movimento das Juntas Patrióticas, nascidas em 1959, antes de assentar em Argel, em 1960. Em 9 de Novembro de 1970, a FPLN, instalada em Argel, afasta o representante do PCP, Pedro Soares, e trata de afirmar-se revolucionária. Deste grupo se destacam as Brigadas Revolucionárias, em 1971, e os militantes fundadores do Partido Revolucionário do Proletariado, em 1973. Em 6 de Junho de 1974, os militantes remanescentes, com destque para Manuel Alegre e Fernando Piteira Santos dissolvem a frente, integrando-a nos efémeros Centros Populares 25 de Abril. - Primeira infiltração guerrilheira na Guiné |
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· Ainda em 1962... - Movimento de Acção Revolucionária. Movimento oriundo das lideranças da crise estudantil, com Medeiros Ferreira, Vítor Wengorovius, Manuel de Lucena, João Cravinho, Nuno Brederode dos Santos e Vasco Pulido Valente. Escrevem na revista O Tempo e o Modo que acabam por dominar. Pretendem assumir-se como uma espécie de partido socialista revolucionário, conforme a observação de Mário Soares. Através de Lopes Cardoso e Rui Cabeçadas, participam na FPLN. |
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INTERNACIONAL |
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· Janeiro 8 a 20 Reunião do Conselho do Atlântico; declarado o reforço da Aliança e da Comunidade Atlântica 14 Os Seis decidem unificar os mercados agrícolas e instituir uma política comum no sector de pois de uma maratona negocial, que termina já de madrugada; adoptados os primeiros regulmentos agrícolas e decidida a criação do FEOGA; os textos serão oficialmente adoptados em 4 de Abril de 1962 18 Giscard d'éstaing, Ministro das finanças em França 22 Kennedy apresenta um projecto de lei sobre a redução de taxas aduaneiras 26 Criado em Espanha um comissariado do plano, presidido por Lopez Rodó - Congresso de Nápoles da DCI inicia abertura à esquerda |
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· Fevereiro 8 Manifestação da esquerda contra a OAS em Paris 9 Espanha pede oficialmente a abertura de negociações com o Mercado Comum, para um acordo de associação 20 Primeiro voo orbitral de John Glenn 21 Gabinete de coligação em Itália entre democratas-cristãos, socialistas e republicanos |
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· Março 18 Assinados os acordos de Evian entre De Gaulle e a FPLN; reconhecimento da independência argelina; - No mesmo dia, Peronistas obtêm 35 % na Argentina 28 Deposto o radical Frondizi por um golpe militar - Franceses libertam Bem Bella |
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· Abril 8 Plebiscito em França aprova os acordos de Evian 10 Edward Heath, ministro britânico responsável pelas negociações com os seis, declara que a Grã-Bretanha está disposta a participar plenamente no Mercado Comum, tanto no plano económico como no plano político 14 Georges Pompidou, Primeiro Ministro francês, substitui Michel Debré 17 Numa reunião de ministros dos estrangeiros dos seis, rejeitado o Plano Fouchet proposto pela França aos Seis 30 Noruega pede adesão à CEE - Conflitos sino-soviéticos no Sinquião - Greves em Espanha |
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· Maio 15 Ministros do MRP, entre os quais Pierre Pflimlin e Maurice Schuman, abandonam o governo francês, em desacordo com a política europeia do General De Gaulle que, numa conferência de imprensa, defende uma Europa dos Estados, criticando a integração europeia como quelque espérante ou volapuk integré 18 Carta de Oliveira Salazar ao presidente do Conselho de Ministros da CEE solicita a abertura de negociações com a Comunidade; a resposta favorável será dada em 19 de Dezembro 21 Nasser defende um socialismo árabe
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· Junho 13 Debate na Assembleia Nacional francesa sobre política externa; surge uma oposição europeia, reunindo 296 deputados |
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· Julho 1 Plebiscito na Argélia aprova a independência 2 a 8 Adenauer visita oficialmente a França 3 França reconhece a independência da Argélia 4 Discurso de Kennedy em Filadelfia propõe uma partnership entre os USA e a Europa unida 10 Lançado o satélite de comunicações Telstar 1 - No mesmo dia, Remodelação do governo em Espanha; Lopez Bravo, Ministro da Indústria; Fraga Iribarne, Ministro do Turismo e da Informação; Munoz Grande, Vice-Presidente do governo 24 Partidos comunista e justicialista são proibidos na Argentina 30 Entra em vigor a política agrícola comum da CEE |
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· Agosto 5 Morte de Marilyn Monroe 22 Atentado falhado da OAS contra de Gaulle em Petit-Clamart 24 Grécia torna-se no primeiro Estado Associado da CEE |
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· Setembro 1 Entra em vigor primeiro regulamento sobre a livre circulação de trabalhadores na CEE 4 a 12 De Gaulle faz uma visita quase triunfal à RFA; num discurso perante oficiais alemães, proclama ontem, tínhamos o dever de ser inimigos, hoje temos o direito de ser irmãos 18 Abertura da 17ª Assembleia Geral da ONU, com 108 Estados |
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· Outubro 6 Demissão do governo Pompidou que dias antes tinha aprovado submeter a referendo a eleição do presidente da República por sufrágio universal e que levou a AN a votar uma moção de censura 10 Dissolução da Assembleia Nacional em França 11 Abertura do Concílio do Vaticano II - Assinado o Trade Expansion Act norte-americano 20 até 21 de Novembro, tropas da RPC penetram no Himalaia indiano 22 a 28 Crise dos mísseis de Cuba 24 Grécia torna-se o primeiro Estado Associado à CEE 28 Referendo francês aprova a eleição do Presidente da República por sufrágio directo e universal, por 62,25% - URSS faz explodir bomba de cinquenta megatoneladas |
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· Novembro 18 a 25 Eleições legislativas em França; vitória da UNR, aliada aos republicanos independentes de Giscard, com 233 deputados 29 U Thant eleito secretário geral permanente da ONU 30 Caso Spiegel na RFA leva à demissão de Strauss |
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· Dezembro 5 Acordo sovietico-americano sobre a exploração pacífica do espaço 7 Novo governo Pompidou 14 Resolução da ONU relativa à soberania permanente sobre os recursos naturais 21 Acordos de Nassau nas Bahamas; Kennedy obtém de MacMillan a adopção dos mísseis norte-americanos Polaris; falhava o plano de De Gaulle para a criação de uma espécie de directório franco-britânico 31 Quatro anos de Mercado Comum: PNB de 21,5% contra 18% dos USA; produção industrial aumenta 37% contra 28% dos USA; comércio entre os seis aumenta 100%; a exportação dos seis para o resto do mundo aumenta 38% e as importações 30% |
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· Ainda em 1962... - Cuba excluída da OEA - Encontros Internacionais de Genebra, A Vida e o Tempo |
Revolta estudantil. Começa uma greve estudantil em Lisboa. Os incidentes desenrolam-se ao longo de todo o ano, insurgindo-se contra o ministro da educação Lopes de Almeida. Logo em 9 de Março realiza-se em Coimbra o I Encontro Nacional de Estudantes, apesar de proibido, criando-se o Secretariado Nacional dos Estudantes Portugueses. O Dia do Estudante, marcado para 24 de Março, é proibido no dia 21 pelo ministro da educação. O processo estende-se a Coimbra. Com efeito, face à proibição as Academias de Lisboa e de Coimbra decretam luto académico. As autoridades, tentando a conciliação, autorizam que o dia do estudante se comemore nos dias 7 e 8 de Abril, mas no dia 5 surge nova proibição da comemoração, levando à demissão do próprio reitor da Universidade de Lisboa, Marcello Caetano. Era o mais importante movimento de subversão estudantil depois das greves de 1927 e de 1930. Seguem-se incidentes no 1º de Maio e greves no Ribatejo e no Alentejo. Em 10 e 11 de Maio a polícia assalta a sede da Associação Académica de Coimbra, seguindo-se novo luto académico, decretando-se a greve aos exames. Por seu lado, em Lisboa, estudantes, acompanhados por alguns professores, decidem ocupar as instalações da cantina universitária, com nova intervenção policial. Há uma concentração insurreccional no Instituto Superior Técnico em 25 de Novembro, contra do decreto nº 44 632 de 15 de Outubro que condiciona a eleição das associações de estudantes. Entre os líderes da revolta, destaca-se o estudante de direito, Jorge Sampaio, futuro presidente da República, bem como Medeiros Ferreira, secretário-geral da Reunião Inter-Associações e Eurico Figueiredo, líder do Secretariado Nacional dos Estudantes Portugueses. 47 professores de Lisboa apoiam formalmente os estudantes em carta ao Presidente da República. Marcello Caetano, então reitor da Universidade de Lisboa, demite-se. Magalhães Godinho é então demitido de professor do ISCSPU pelo governo. Lopes de Almeida é substituído por Inocêncio Galvão Teles e Paulo Cunha sucede a Marcello Caetano. Os líderes estudantis de então decidem pela criação de um Movimento de Acção Revolucionária, onde dominam socialistas e católicos progressistas.
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AUTORES |
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Mondlane, Eduardo (1924-1969) Líder histórico do movimento independentista de Moçambique. Completa o ensino secundário na áfrica do Sul. Aí começa os estudos universitários em sociologia, mas em Outubro de 1950 vem para Lisboa, onde frequenta a Faculdade de Letras. Depressa passa para os Estados Unidos, onde recebe uma bolsa de estudos e onde termina a licenciatura em sociologia e obtém o doutoramento em Antropologia e Sociologia na Northwestern University, Evanston, Illinois. Torna-se investigador da ONU a partir de Maio de 1957. Professor na Syracuse University de Nova Iorque, em 1961. Funda a FRELIMO em Dar-es-Salam, em 25 de Junho de 1962. Morre em 3 de Fevereiro de 1969, vítima de uma carta-bomba. Autor de Struggle for Mozambique, Londres, Penguin Books, 1969. Contacta e faz amizade com alguns dos peritos portugueses que participam no primeiro grupo de representantes portugueses na ONU. Um deles é Adriano Moreira que se torna em padrinho numa das filhas do professor moçambicano, que chega a ser sondado para docente do Instituto da Junqueira.
Brito, António José de (n. 1927) Professor Catedrático da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e da Universidade Portucalense. Um dos consolidados neo-hegelianos portugueses.
· Notas sobre o conceito de soberania,Braga, 1959.
· Estudos de Filosofia,Lisboa, Edições Panorama, 1962.
· O destino do nacionalismo português,Lisboa, Editorial Verbo, 1962.
· Filosofia contemporânea,Porto, Livraria Tavares Martins, 1973.
· Diálogos de doutrina anti-democrática,Porto, edição do autor, 1975.
· Le Point de Départ de la Philosophie et son Développement Dialectique,(dissertação de doutoramento), Montpellier, 1979.
· Para uma Filosofia,Lisboa, Editorial Verbo, 1986.
· Introdução à Filosofia do Direito,Porto, Rés Editora, 1995.
· O Problema da Filosofia do Direito,Porto, Centro de Estudos Humanísticos, 1996
Buchanan, James McGill (n. 1919) Chefe de fila da chamada Public Choice School. Prémio Nobel da economia em 1986. Marcado pelo individualismo metodológico e pelas teses de Schumpeter e Downs, considera o Estado, não como um corpo homogéneo, mas como uma multiplicidade de grupos concorrentes e divergentes, como uma organização humana onde são tomadas decisões por seres humanos sensíveis aos mais variados interesses particulares (v.g. pecuniários, profissionais, éticos,etc.). Recuperando Rousseau, defende a unanimidade do contrato social.
· The Calculus of Consent. Logical Foundations of Constitutional Democracy,Ann Arbor, University of Michigan Press, 1962. Con Gordon Tullock.
· The Demand of Supply of Public Goods,Chicago, Rand MacNally & Co., 1968.
· The Theory of Public Choice. The Political Application of Economics,Ann Arbor, University of Michigan Press, 1972. Com Robert Tollison, eds..
· The Limits of Liberty. Between Anarchy and Leviathan,Chicago, Rand MacNally & Co., 1975.
· Freedom in Constitutional Contract,College Station, Texas University Press, 1977.
· Democracy in Deficit. The Political Legacy of Lord Keynes,Nova York, Academic Press, 1977. Com R. E. Wagner.
· The Economics of Politics,Londres, The Institute of Economic Affairs/Readings n.º 18, 1978. Com alii.
· Liberty, Market and State,Brighton, Harvester Press, 1986.
Kuhn, Thomas Samuel (1922-1996) Filósofo da ciência norte-americano. Forma-se em fisica. Introduz o termo paradigma na análise do desenvolvimento histórico da ciência. Considera que toda a ciência obedece a um paradigma, a uma visão do mundo sancionada pela comunidade científica, o que requer inevitavelmente um acto de fé. Porque não há fundamentos racionais para a escolha entre os múltiplos paradigmas disponíveis, dado que muitos deles podem resolver uma série de problemas. Há, assim, uma ciência normal, quando se dá a aplicação estável de um paradigma. Salienta também que a ciência normal, que obedece a esse paradigma, quando as anomalias se acumulam, é derrubada por uma revolução científica, da qual surge um novo paradigma. O progresso científico dá-se quando surgem as tais anomalias, fenómenos que o paradigma não consegue explicar, pelo que se inicia uma revolução científica em busca de um novo paradigma, o qual, quando é adoptado pela comunidade científica, produz o progresso científico. Considera, portanto, que há uma descontinuidade no progresso científico, com longos períodos de normalidade, quando conduzidos inteiramente no interior de um paradigma dominante, a que se sucedem as perturbações ocasionadas pelas revoluções centíficas.
· The Copernican Revolution,1957.
· The Structure of Scientific Revolutions,Chicago, The University of Chicago Press, 1962; (trad. fr. La Structure des Révolutions Scientifiques, Paris, éditions Flammarion, 1972).
· The Essential Tension. Scientific Tradition,Chicago, The University of Chicago Press, 1977.
· The Essential Tension. Selected Studies in Scientifica Tradition and Change,1977.
· Black-Body. Theory and the Quantum Descontinuity,1978.
Hintze, Otto Considera que todos os actos humanos nascem de uma fonte comum... Em toda a parte, o primeiro impulso para a acção social é dado, em geral pelos interesses reais, isto é, pelos interesses políticos e económicos. Mas os interesses ideais emprestam asas aos interesses reais, dando-lhes um significado espiritual, e servem para justificá-los.... Os interesses, sem essas asas espirituais, são incompletos; mas, por outro lado, as ideias só podem vencer na história se, e na medida em que estiverem associadas aos interesses reais... uma... imagem é a de uma coordenação polar de interesses e ideias. A longo prazo, nenhuma delas pode sobreviver sem a outra, historicamente falando; cada uma exige a outra como complemento. Sempre que os interesses são vigorosamente ocupados, uma ideologia também tende a desenvolver-se, para dar significado, reforçar e justificar esses interesses. E essa ideologia é tão real quanto os próprios interesses reais, pois a ideologia é parte indispensável do processo vital que se expressa na acção. E inversamente: sempre que as ideias conquistam o mundo, exigem a instrumentalidade dos interesses reais, embora frequentemente elas mais ou menos desviem esses interesses do seu objecto inicial.
· Staat und Verfassung,Göttingen, Vandenhoeck & Ruprecht Verlag, 1962; (trad. it. Stato e Società, Bolonha, Zanichelli, 1980).
· Soziologie und Geschichte,Göttingen, Vandenhoeck & Ruprecht Verlag, 1964.
· Historia de las Formas Políticas,trad. cast., Madrid, Revista de Occidente, 1968.
· «The State in Historical Perspective»,In Reinhard Bendix, ed., State and Society, 1968, pp. 155 ss..
Boulding, Kenneth E. Adepto da teoria dos sistemas gerais, na senda de Bertalanffy. Assume teorias paralelas às de Teilhard de Chardin, admitindo a complexidade crescente das estruturas. Considera o homem como um sistema que é ao mesmo tempo natural e cultural, como uma informação que lha advém tanto biologicamente, através do instinto, como culturalmente, através de uma linguagem simbólica e abstracta.
· Conflict and Defense, Nova York, Harper Collins, 1962
· Three Faces of Power, Newbury Park, Sage Publications, 1989.
Gabel, Joseph
· 1962, A Falsa Consciência, 1962; (trad. port., Lisboa, Guimarães Editores, 1979).
· 1974, Idéologies,Paris, éditions Anthropos, 1974.
· 1978, Idéologies II. Althussérisme et Stalinisme,Paris, éditions Anthropos, 1978.
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Revolution (On), 1962 Obra de Hannah Arendt, onde se compara a revolução norte-americana com a revolução francesa. Depois de uma introdução sobre Guerra e Revolução, a obra estende-se por seis caps. : O significado da Revolução, A Questão Social, A Procura da Felicidade, "Constitutio Libertatis", "Novus Ordo Saeculorum", A Tradição Revolucionária e o seu Tesouro Perdido. Se na revolução americana, enquanto revolução política, "o poder nascia quando e onde o povo se unia entre si e se ligava por meio de compromissos, pactos e garantias mútuas", na Revolução Francesa, enquanto revolução social, o poder é uma violência natural pré-política, "uma força que, na sua própria violência, tinha sido libertada pela revolução e, tal como um ciclone, havia varrido todas as instituições do antigo regime". Do mesmo modo enquanto a Revolução Americana se baseia na reciprocidade e na mutualidade, nos compromissos mútuos que assenta em associações e organismos constituídos por meio de acordos, já a Revolução Francesa é marcada pela multidão cuja confiança veio de uma ideologia comum. Refere mesmo que a Revolução Americana é marcada por uma ideia de pactum unionis, contrariamente à Revolução Francesa, onde triunfou a ideia de pactum subjectionis. Se o primeiro é marcado pelos princípios republicano - que considera que o poder reside no povo - e federal - existem alianças duradouras sem perda de identidade dos aliados -, já o segundo aceita os da autoridade absoluta e o nacional -um representante da nação é um representante do todo. Se o primeiro se assume como compromisso e reciprocidade, feito na presença uns dos outros, sendo uma fonte de poder para cada pessoa individual, já o segundo é consentimento e abdicação do poder individual, feito na presença de um qualquer Deus e onde o governo adquire o monopólio do poder. (cfr. trad. port. de I. Morais, Sobre a Revolução, Lisboa, Moraes Editores, 1971). |
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Galaxy (The) Gutenberg", 1962 Obra do canadiano Marshall McLuhan, subtitulada The Making of Typographic Man. Considera que a mensagem, que o conteúdo, é o medium, o continente. A invenção do papiro provoca o aparecimento do império burocrático dos faraós do Egipto. A imprensa leva à difusão da reforma protestante no espaço alemão. A imprensa quotidiana popular promove a difusão do nacionalismo no século XIX. A televisão contribui para a não distinção entre o público e o privado. Assiste-se agora à passagem da galáxia Gutenberg para a galáxia Marconi. Em A Galáxia de Gutenberg, de 1962, consagra a expressão aldeia global. Considera que desde 1905 a galáxia eléctrica destruiu a galáxia de Gutenberg e o homem tipógrafo. Gera-se nova inquietude de tempos sem escrita, marcados pela comunicação oral. Uma intensa comunicação, onde a forma, o continente, tende a ser mais importante do que a matéria, o conteúdo. The Gutenberg Galaxy. The Making of Typographic Man, 1962; (trad. fr. La Galaxie de Gutenberg, Paris, éditions Mame, 1965; trad. port. A Galáxia de Gutenberg, São Paulo, Companhia Editora Nacional, 1977). |
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Primitive Government, 1962 Lucy Mair assume-se contra a distinção entre sociedades sem Estado e sociedades com Estado considerando que depois de um período de Governo Mínimo, marcado por uma autoridade fraca, com um número restrito de detentores do poder, e antes da chegada do Governo Estatal, teria existido uma fase intermédia, a do Governo Difuso, onde, o poder apesar de pertencer a todo o conjunto da população adulta do sexo masculino, é efectivamente assegurado por algumas instituições, por sua vez dominadas por certas pessoas. Salienta, neste sentido, que foram as relações de clientela e de dependência pessoal do feudalismo que constituiram o germe do Estado Moderno. Coonsidera também que não existe nenhuma sociedade em que as regras sejam efectivamente cumpridas. |
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Militares e política S. Finer em The Man on Horseback, de 1962, relaciona os processos de intervenção militar com os tipos de cultura política. Numa cultura política madura, onde a legitimidade fundamental é inalcançável pelos militares, estes apenas têm intervenção política pela influência. Numa cultura política desenvolvida, onde a legitimidade é importante e resistente aos militares, estes apenas podem fazer chantagem. Numa cultura política baixa, onde a legitimidade, apesar de ter alguma importância, é apenas fluída, o nível característico da intervenção militar visa a substituição do governo de civis por um governo militar. Finalmente, na cultura política mínima, onde a legitimidade não tem importância, a intervenção militar visa substituir um regime civil por um regime militar. |
VII - FALECIMENTOS E NASCIMENTOS
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FALECIMENTOS |
NASCIMENTOS |
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ALMEIDA, Francisco Lopes Vieira de (1888-1962). BACHELARD, Gaston (1884-1962) BEIRãO, Mário (1892-1962) BOHR, Niels (1885-1962) CHEVALIER, Jacques (1882-1962) DANTAS, Júlio (1876-1962) MEIRELES, Manuel Carlos Quintão (1880-1962) MILLS, C. Wright (1915-1962) ROSA, João Pereira da (1885-1962) |