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Moderação constitucional, ordeiros e revoltas radicais
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Vitória da Associação Eleitoral do Centro apoiada por Sá da Bandeira (aliança de setembristas moderados com ex-cartistas, base dos futuros ordeiros). Passos Manuel e Vieira de Castro apoiam a Associação Eleitoral Pública e os radicais a Associação Cívica. Rodrigo da Fonseca apoia governo. |
As revoltas
radicais – A primeira de três revoltas radicais é de 4 de Março, comandada
pelo então administrador-geral de Lisboa, Soares Caldeira, também director da
Guarda Nacional, com o apoio de Rodrigues França, à frente do batalhão dos
arsenalistas, a quem chamam os maltrapilhos da Ribeira. António Bernardo
da Costa Cabral, com o programa de reprimir a anarquia, é nomeado
administrador geral de Lisboa (7 de Março). Na manhã de 9 de Março, o batalhão
dos operários do Arsenal aparece de armas na mão e volta a exigir um governo
puro. Não há confronto, depois de ser ter chegado a um compromisso no
botequim do Pelourinho, o primeiro café que abrira em Lisboa, no tempo do
Marquês de Pombal.
Remodelação.
Em 9 de Março: Tojal no reino (até 22 de Março). Sá da Bandeira na guerra e na
marinha (até 17 de Abril). Tojal na justiça.
Nova
revolta
com a Guarda Nacional a participar em força, mobilizando cerca de mil pessoas
(13 de Março). Do lado do governo, o comando militar cabe a Jorge Avilez, com o
apoio de Bonfim. Tudo termina com um sangrento combate no Rossio e a ilusão
revolucionária de Setembro acaba com um banho de sangue. Logo tenta acalmar-se a
ira, decretando-se uma ampla amnistia e formando-se até um frustrado "Clube
Conciliador". Mas nessa tristíssima batalha cívica… onde correu sangue
português, e sangue que uma "imprudente" Rainha portuguesa foi no dia seguinte
calcar, no seu passeio, com os pés dos cavalos ingleses, como testemunha
amargamente José Liberato Freire de Carvalho.
Sufocar a feroz
anarquia – Proclamação de D. Maria II lamenta os que ameaçam com as armas
na mão a ordem social provocando convulsões políticas quando estava a
ponto de ser jurada a constituição da monarquia, e que deveria tornar-se como
íris de paz, e sinal de aliança, e de conciliação entre todos os portugueses.
Considera que é preciso que todos concorramos para que a feroz anarquia que
ameaça o país, seja para sempre sufocada.
Remodelação.
Em 22 de Março: António Fernandes Coelho no reino. Manuel Duarte Leitão na
justiça.
Remodelação.
Em 17 de Abril: Manuel António de Carvalho, futuro barão de Chanceleiros, na
fazenda. Bonfim na guerra.
No dia de Corpo
de Deus, 14 de Junho, no fim da procissão solene, Sá da Bandeira, então
acompanhado por Silva Carvalho que, no mês anterior regressara do exílio, são
atacados pela populaça, salvando-os o próprio Costa Cabral que é obrigado a
disparar sobre os sediciosos. Sá da Bandeira apenas escapa do golpe de baioneta
de que é alvo, porque este toca na parte metálica das condecorações com que está
ornado. Costa Cabral é exonerado, a seu pedido, de administrador-geral de Lisboa
(7 de Dezembro)
Dissolvidos os
batalhões da Guarda Nacional de Lisboa (15 de Junho).
Fuzilamento do Remexido, José Joaquim de
Sousa Reis (1797-1838), em 2 de Agosto, que havia sido preso em 28 de
Julho. Entretanto, continuam as guerrilhas anti-miguelistas de João Brandão na
Beira e de Galamba, no Alentejo.
Brigadeiro dos reais exércitos de sua majestade
o senhor D. Miguel I, governador do reino do Algarve e comandante em chefe das
forças realistas ao sul do Tejo (título assumido pelo Remexido, quando
dominava o Sul do País em 1836 e 1837).
Eleição nº 7 (12
de Agosto e 12 de Setembro) de Deputados e Senadores, com inevitável
vitória dos governamentais. O segundo acto eleitoral do setembrismo e o primeiro
de acordo com a nova Constituição. Vitória da Associação Eleitoral do Centro
apoiada por Sá da Bandeira (aliança de setembristas moderados com ex-cartistas,
base dos futuros ordeiros). Passos Manuel e Vieira de Castro apoiam a
Associação Eleitoral Pública e os radicais, a Associação Cívica, na
senda da Associação Eleitoral Setembrista, criada por José Estêvão em
1837, pela união dos restos do Clube dos Camilos e do Clube do Arsenal,
onde participam António Rodrigues Sampaio e Francisco António de Campos, ligados
à Maçonaria do Sul. Rodrigo da Fonseca apoia o governo.
Remodelação.
Em 22 de Agosto: Fernandes Coelho na justiça.
Nasce
D. Luís (31 de Outubro).