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A regência de D. Fernando, a primeira experiência de caminho-de-ferro e o nascimento dos históricos
Livingstone em Luanda
Portugaliae Monumenta Histórica
Arquivo antigo do
anuário CEPP
Começa a estruturar-se uma oposição ao estilo de governo, marcado por
Rodrigo da Fonseca e Fontes Pereira de Melo (1854)
Regência de D.
Fernando – O marido da falecida rainha, assume a regência, praticando o
epíteto de rei-artista, principalmente pela restauração que promove de
monumentos como os da Batalha, Jerónimos e Torre de Belém e construindo em
Sintra réplicas românticas dos palácios de Luís da Baviera. Neste ano, António
Bernardo da Costa Cabral assume o seu lugar na Câmara dos Pares.
Contra as
traduções estrangeiras. Almeida Garrett, em resposta ao discurso da Coroa,
de 10 de Fevereiro, clama: eu sou o primeiro a confessar-me réu nesta
acusação, a querelar de mim mesmo pelo que tenho contribuído com minha
inexperiência e cego zelo para muitas dessas desvairadas provisões, dessas
imitações e traduções estrangeiras com que erradamente, sem método, sem nexo,
temos feito deste pobre país um campo experimentado de teorias, que, basta serem
tantas e tão encontradas, para nenhuma se poder realizar.
Históricos –
Em 1854, quando morre Almeida Garrett e surgem os jornais O Comércio do Porto
e O Conimbricense, eis que um conjunto de políticos em oposição ao grupo
de Fontes e de Rodrigo da Fonseca começam a estruturar-se, embora sem
constituírem um partido formal, mas inspirando-se nas figuras de Alexandre
Herculano e Vicente Ferrer Neto Paiva. Invocam então o facto de serem
históricos da oposição ao cabralismo, demonstrando-se a dificuldade na
escolha de um termo qualificador para o grupo. Assim, a redacção do jornal O
Portuguez, em 29 de Agosto, numa
circular assinada por Manuel de Jesus Coelho
e Jacinto Augusto Santana de Vasconcelos, convoca uma reunião daquilo que
designa por partido progressista¸utilizando
um termos que também continua a ser assumido pelos governamentais. Contudo,
Alexandre Herculano recusa fazer parte da comissão central do mesmo
(17 de Setembro), a qual conta com Joaquim Filipe Soure, Anselmo Braamcamp, Sá
Nogueira, Velez caldeira, Francisco de Sousa Brandão e os convocadores.
Os homens
práticos adeptos dos melhoramentos materiais –
De um lado, os regeneradores do melhoramentos
materiais, com homens práticos, como
Rodrigo e Fontes, dois antigos cartistas que, pactuando com a agiotagem, se
mostram dispostos a reintegrar os antigos cabralistas, os quais conseguem
mobilizar para o processo socialistas saint-simonianos, como Lopes Mendonça e
Sousa Brandão, socialistas de 1848, como Lobo d'Ávila, bem como parte dos
setembristas, como José Estêvão, Rodrigues Sampaio e Casal Ribeiro.
O Portugal
rústico e artesanal. Do outro lado, estão os que, como Alexandre Herculano,
têm em mente um Portugal rústico e artesanal, com uma vida própria, um
sistema de crédito autónomo. Assumem-se contra a centralização, pelo
municipalismo e pela descentralização, e pela liberdade da terra, retomando o
projecto não cumprido de Mouzinho da Silveira. Herculano era assim atirado
para o campo do setembrismo tradicional, patuleia, provinciano, encarnado ainda
em Passos Manuel.
Liberdade
para escravos do Estado
(14 de Dezembro)
Papa contra
a maçonaria Alocução do papa Pio IX,
Singulari Quaedam, considera os membros das sociedades secretas como
inimigos da fé cristã, por desejarem exterminar o culto religioso (9 de
Dezembro).