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Morte de D. Pedro V e tumultos do Natal
Curso
Superior de Letras e medo do iberismo
Unificação
italiana
Arquivo antigo do
anuário CEPP
Eleição
nº 17 (22 de
Abril) Vitória dos históricos. Oposição regeneradora com 40 deputados.
Morre D. Pedro V (16 de Novembro 1861). Sobe ao trono o irmão, D. Luís I
Tumultos do Natal de 1861.
Durante o governo de Loulé, depois da morte de D. Pedro V, ocorrida em
11/11. Nos dias 25 e 26 Lisboa assiste a uma série de tumultos onde se
acusa Loulé de envenenamento do rei, com o apoio dos lazaristas e dos
espanhóis. Os revoltosos querem incendiar a casa de Loulé e o conde da
Ponte chega a ser atacado ao sair do Paço.
Irmãs da Caridade. Em 5 de
Março é emitida portaria contra a congregação das Irmãs da Caridade. Nesse mesmo
dia, surge comício promovido pela Associação Patriótica no Passeio Público, com
forte participação de operários, defendendo a necessidade de se fazerem cumprir
as leis do reino.
Na Câmara dos Deputados, D. Rodrigo de
Meneses, critica a pressão da Revolução Francesa, considerada tão
funesta quanto as fogueiras da Inquisição. Contudo, por pressão
diplomática francesa, o diploma acaba por não ser aplicado (22 de Junho).
Eleição nº 17 de 22 de Abril da
Câmara dos Deputados. 177 deputados (152 círculos uninominais no continente, 13
nas ilhas e 12 no ultramar, de acordo com a nova lei eleitoral de 23 de Dezembro
de 1859). Vitória dos históricos (78%), com a oposição regeneradora a eleger 40
deputados (22%).
Fornada de 15 pares (17 de
Maio)
Autorizado o quarto banco português:
Banco União (20 de Agosto)
Inaugurada a Exposição Industrial
do Porto, no Palácio de Cristal (25 de Agosto).
Morte do rei – Nos começos do
Outono, o rei visita o Alentejo e a comitiva contrai peste. O infante D.
Fernando morre a 6 de Novembro. D. Augusto fica em perigo de vida. D. Pedro V
morre a 11 de Novembro, quando D. Luís e D. João estão em Paris, a serem
recebidos por Napoleão III. Tinham saído de Portugal em 18 de Setembro. D. Luís
regressa a Lisboa no dia 14 de Novembro, desembarca em Belém e segue para as
Necessidades, onde a multidão se concentra, pedindo que a família real saia do
palácio amaldiçoado, para Belém ou para a Ajuda. Aclamação de D. Luís I (22 de
Novembro).