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Abolição dos morgados, cisões maçónicas e federalismo
Recenseamento, Olivença e caminho-de-ferro até Badajoz
Os
sociais-democratas
Federalismo e catolicismo liberal
Arquivo antigo do
anuário CEPP
Cisão
da CMP, com a constituição da Federação Maçónica Portuguesa de José
Elias Garcia (até 1869)
Abolição dos
morgados – Abolição definitiva de todos os morgados e capelas
existentes, declarando-se alodiais os bens de que se compunham, à excepção
dos da Casa de Bragança (19 de Maio), numa obra que pretende retomar o
reformismo de Mouzinho da Silveira e que também passa pela instituição do
crédito predial, enquanto surgem obras de fomento como franqueamento da
barra do Douro, a extinção do contrato do tabaco e a reforma das alfândegas.
Capitalismo
em português – Lei sobre as sociedades anónimas (22 de Junho),
determinando-se que nenhuma delas que pretenda dedicar-se a operações de
crédito agrícola ou comercial pode estabelecer-se sem prévia autorização do
governo. Reforma da legislação hipotecária de 1836 (1 de Julho). Autorizado
o quinto banco português, o Banco Aliança (13 de Julho).
Fomento
agrícola – Quando se vende gado bovino para Marrocos e se exportam
barris de vinho verde para o Brasil (Abril), logo vem a crise, com grandes
chuvadas de Verão que levam a perder cerca de um terço das culturas (Junho).
Generalizam-se as máquinas de ceifar no Ribatejo e Morais Soares defende o
desenvolvimento da lavoura a vapor. Na quinta exemplar de agricultura em
Sintra fabricam-se tubos de drenagem de campos, segundo tecnologia belga
(Julho). Realiza-se a exposição agrícola e industrial de Braga, organizada
pelo governador civil Januário Correia de Almeida (16 de Outubro). Morais
Soares no Archivo Rural considera que a agricultura em Portugal
precisa de dois melhoramentos: regime das águas e arborização de terrenos
impróprios para outras produções (Outubro).
Maçonarias: Conde de Peniche é eleito
grão-mestre do Grande Oriente de Portugal, dissidência
anti-cabralista do Grande Oriente Lusitano. Antes, tinham sido
grão-mestres, o visconde da Oliveira e Moura Coutinho, desde Março de 1854
(reeleito em 1859 até 1861). Desde então, chefia interina de Frederico Leão
Cabreira (24 de Novembro de 1863).
Lobo de Ávila é o novo grão-mestre da
Confederação Maçónica Portuguesa, eleito em Fevereiro de 1863, onde
sucede a José Estevão (desde Março de 1862, até à data da sua morte, em
Novembro do mesmo ano).
Em 1863 sai da mesma confederação a
Federação Maçónica Portuguesa de José Elias Garcia (1830-1891),
pró-republicana.
Reformas e protestos – Reforma da
contabilidade pública (12 de Dezembro). Surge um decreto sobre a organização
do exército referendado por Braamcamp e Sá da Bandeira que gera protestos e
vai levar à queda dos dois ministros em 14 e 16 de Janeiro do ano seguinte.
(21 de Dezembro).