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Da queda dos anjos às pupilas do senhor reitor
(
arquivo antigo do
anuário CEPP
Mendes
Leal eleito grão-mestre da CMP (Janeiro)
Em Maio de 1866, faz-se o acordo entre o Grande
Oriente de Portugal (conde de Peniche) e a Confederação Maçónica
Portuguesa (Mendes Leal). Só em 17 de Agosto é que se chega à grande
unificação, sendo eleito grão-mestre o conde de Paraty.
Remodelação – Em 23 de Abril: Isidoro
Francisco Guimarães, visconde da Praia Grande de Macau, na guerra, por morte
de Pinto da França (até 9 de Maio de 1866)
Caiu um anjo
– Ele que é santo homem lá das serras, o anjo do fragmento
paradisíaco do Portugal velho caiu. Caiu o anjo, e ficou simplesmente
o homem, homem como quase todos os outros, e com mais algumas vantagens que
o comum dos homens. Os miguelistas chamaram-lhe liberal e acérrimo.
Respondeu: estou português do século XIX no rumo em que o farol da
civilização alumiava com mais clara luz. Disse que escolhia o seu
humilde posto nas fileiras dos governamentais, porque é figadal inimigo da
desordem, e convencido estava de que a ordem só podia mantê-la o poder
executivo, e não só mantê-la, senão defendê-la para consolidar as posições,
obtidas contra os cobiçosos delas. Reflexionou sisudamente, e fez escola.
Seguiram-se-lhe discípulos convictíssimos, que ainda agora pugnam por todos
os governos, e por amor da ordem que está no poder executivo (Camilo
Castelo Branco, no romance A Queda de um Anjo)
Fusão regeneradora – Passa-se para
uma fusão inteiramente regeneradora (9 de Maio). Martens Ferrão
substitui Aguiar no reino. José Maria Casal Ribeiro substitui José Joaquim
Gomes de Castro, o conde de Castro, nos estrangeiros e obras públicas.
Fontes Pereira de Melo passa a acumular a guerra. Em 6 de Junho de 1866:
Andrade Corvo nas obras públicas (até 4 de Janeiro de 1868). Casal Ribeiro
mantém-se nos estrangeiros. Em 14 de Dezembro de 1866: Andrade Corvo
substitui Casal Ribeiro nos estrangeiros (até 19 de Agosto de 1867).
Maçonaria à procura da unidade perdida –
Mendes Leal é eleito grão-mestre da Confederação Maçónica Portuguesa.
Está em conflito com Lobo de Ávila (Janeiro). Em Maio de 1866, faz-se o
acordo entre o Grande Oriente de Portugal (conde de Peniche) e a
Confederação Maçónica Portuguesa (Mendes Leal). Só em 17 de Agosto é que se
chega à grande unificação, sendo eleito grão-mestre o conde de Parati.