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Da integração na Europa à revolta da Sé (Ver Tradição e Revolução, vol. II) Ver Cosmopolis |
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Fim do sidonismo presidencial – Lei de 29
de Agosto altera a Constituição. Presidente da República passa a ser eleito por
um colégio eleitoral. Fim do modelo de sufrágio universal, instituído pelo
sidonismo, mas que há-de ser retomado em 1976. Salazar tenta assim evitar o
temido golpe de Estado constitucional.
Em 5 de Janeiro Henrique Galvão foge
do hospital de Santa Maria. Pede asilo político na embaixada da Argentina e
parte, depois, para o exílio. Transforma-se numa das figuras míticas do
oposicionismo.
Marcello Caetano torna-se reitor da
Universidade de Lisboa, a convite de Leite Pinto, visando a instalação de um
novo campus, a chamada cidade universitária. Assim se trava o
separatismo marcelista. Conforme o comentário de Marcelo Rebelo de Sousa,
Salazar rejubila com a ideia de manter Caetano ligado, embora mais de longe, ao
Regime e ao Governo.
Revolta do Pidjiguiti – Repressão de
estivadores no porto de Bissau, ponto de partida para a guerrilha na Guiné (13
de Agosto). Segundo os dados do PAIGC, cerca de 50 mortos e cem feridos. Nesse
ano, Baltazar Rebelo de Sousa, subsecretário de Estado da educação faz uma
visita a Angola e Moçambique, em Setembro e Outubro, para elaborar um relatório
político sobre os territórios, de acordo com uma ideia lançada por Adriano
Moreira, nas vésperas de assumir um lugar no governo.
Revolta da Sé – Está prevista para
11 de Março uma revolta contra o regime salazarista, liderada por Manuel Serra e
pelo major Calafate, em torno de um Movimento Militar Independente, onde
também terá participado o capitão Vasco Gonçalves, sob a protecção de Delgado.
Outro dos conspiradores é o crónico capitão Carlos Vilhena. Movimentar-se-ia
também o major Pastor Fernandes e o capitão Almeida Santos, oficial de ligação a
Craveiro Lopes. A revolta, planeada em 18 de Dezembro de 1958, estava para
deflagrar logo em 28 de Dezembro desse ano de 1958. Será a primeira vez que
sectores católicos actuam numa conspiração. Manuel Serra passa, a partir de
então, a ser qualificado como o Manecas das intentas. As reuniões
conspiratórias ocorriam na Sé de Lisboa, com a condescendência do pároco, o
padre Perestrelo de Vasconcelos. Depois de julgados e presos, os implicados são
repartidos por Caxias, Aljube, Trafaria e Elvas. Desta última prisão, evadem-se
o capitão Almeida Santos e o médico miliciano Jean-Jacques Valente, com o apoio
do cabo Gil da GNR. As circunstâncias da fuga levarão ao assassinato de Almeida
Santos, dando origem ao romance de José Cardoso Pires, A Balada da Praia dos
Cães, donde é extraído um célebre filme.
Bispo do Porto no exílio – Depois de longas
e atribuladas negociações entre Roma e Lisboa, onde participa como intermediário
D. José da Costa Nunes, o bispo D. António Ferreira Gomes é obrigado a deixar a
diocese e o país, apenas podendo regressar dez anos depois (24 de Julho).