Carvalho, António Germano Ribeiro de (1889-1967)

Militar da Flandres. Maçon desde 1913. Amigo de António Sérgio e de Raul Proença. Acompanha Eusébio Leão na cerimónia de proclamação da República.

Em 1919, ainda como evolucionista, em entrevista a A Capital, defende um grande partido moderado, incluindo democráticos, que se oporia a um grande partido radical, para onde deveriam transitar os radicais democráticos, evolucionistas e unionistas, o que só se conseguiria com a dissolução dos três grandes partidos.

Ministro da guerra no governo de Álvaro de Castro, de 18 de Dezembro de 1923 a 26 de Fevereiro de 1924, sendo afecto aos seareiros do gabinete (António Sérgio na instrução e Azevedo Gomes na agricultura).

Apesar de convidado por Gomes da Costa, recusa ser ministro depois do 28 de Maio de 1926. No imediato dia 31 ainda apela para que se repita o modelo da Regeneração de 1851, com uma política ampla e de generosa conciliação nacional, reconhecendo que o movimento pode ser útil. Salienta que a vitória da revolução é, antes de mais nada, um triunfo da opinião pública. Os revoltosos venceram porque ninguém estava disposto a sacrificar-se por um governo que não traduzia os votos da nação.

Preso em 1930, evade-se e exila-se em Espanha. É demitido do Exército em 1931. Faz então parte do grupo dos chamados antibudas, com José Domingues dos Santos, José da Conceição Mascarenhas, Agatão Lança e Vasco da Gama Fernandes.

Regressado em 1933, é novamente preso. Parte para o exílio mais uma vez, estacionando em Rabat, com Sarmento Beires. Volta a regressar a Portugal em 1939, sendo condenado a pena suspensa. Recusa a amnistia de 1950. Reintegrado no Exército em 1960. Morre louco.

 

                   

Projecto CRiPE- Centro de Estudos em Relações Internacionais, Ciência Política e Estratégia. © José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: 27-04-2007