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Eleições de 1852 12 de Dezembro

Realizam-se já depois do Acto Adicional à Carta, de 5 de Julho, e pouco antes da morte de D. Maria II. A dissolução da anterior câmara ocorre em 24 de Julho de 1852 e a nova legislatura entre 2 de Janeiro de 1853 e 19 de Julho de 1856. Nova vitória dos candidatos governamentais que continuam aliados aos setembristas ordeiros. Um novo decreto eleitoral de 30 de Setembro de 1852 fixa o número de deputados em 156, com 48 círculos, situação que vai manter-se durante sete anos. No governo de Saldanha, continua Rodrigo da Fonseca na pasta do reino. Há 35 deputados da oposição. O situacionismo governamental ainda se qualifica como progressista, enquanto a oposição já se diz de conservadores, marcados pelo cabralismo.
Legislação eleitoral·Carta Constitucional de 1826 ·Acto Adicional de 5 de Julho de 1852. Consagra o sufrágio directo, tal como no regime das Constituições de 1822 e de 1838, embora mantenha o modelo censitário, mas dispensando de censo os possuidores de títulos literários. Confirma o anterior decreto de 26 de Julho, consagrando o alargamento do sufrágio que, entretanto, continua censitário (rendimento mínimo annual de 100$000 e 50$000 para os chefes de família). O relator da proposta foi Almeida Garrett[1]. ·Decreto de 30 de Setembro de 1852 dispensa de censo os professores da instrução pública, secundária e superior, bem como os que tivessem completado o curso dos liceus. Censo: renda líquida anual de 100$00 réis provenientes de bens de raiz, capitais, comércio, indústria ou emprego inamovível. Surgem 48 círculos para o todo nacional. Número total de 156 deputados. Círculos elegem de 2 a 5 deputados, à excepção de Viseu, com 7 e de Macau e Timor (1 deputado por cada um desses territórios). Este sistema vai vigorar durante sete anos[2]. |
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13ª eleição geral 5ª eleição da 3ª vigência da Carta 2ª eleição da Regeneração |
Dissolução da Câmara dos Deputados em 24 de Julho de 1852 Legislatura de 2 de Janeiro de 1853 a 19 de Julho de 1856. |
Decreto de 2 de Outubro de 1852 manda proceder a eleições |
Legislatura de 2 de Janeiro de 1853 a 19 de Julho de 1856 |
12 de Dezembro de 1852Eleição da Câmara dos Deputados |
Vitória governamental. |
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Governamentais em união com os setembristas ordeiros Oposição elege 35 deputados. |
156 deputados (Decreto de 30 de Setembro de 1852)36 círculos eleitorais no continente4 nas ilhas7 no ultramar |
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·Governo de Saldanha desde 22 de Maio de 1851 até 1856. No reino, Rodrigo da Fonseca. Fala-se numa comunhão cartista e num partido conservador defensor da Carta e do governo representativo. Com António José de Ávila, Silva Carvalho, visconde de Laborim, visconde de Castelões, visconde de Castro, conde de Paraty, marquês de Ponte de Lima e Mendes Leal, mas sem a liderança do conde de Tomar. Entretanto, começam as desinteligências quanto à liderança do grupo. Terceira, Fronteira e Algés assumem-se como directores do partido cartista. O conde de Tomar e Lopes Branco fazem circulares próprias. Ávila tenta reunir grupo que se independentize da chamada tripeça. |
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Morte de D. Maria II em 15 de Novembro de 1853. Regência de D. Fernando. Maioridade de D. Pedro V em 10 de Setembro de 1855. |
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·Se os governamentais se designavam como progressistas, tiveram como oposição um grupo dito conservador, constituído por personalidades ligadas ao anterior cabralismo. ·Sob o impulso de Saldanha, Fontes, Silva Carvalho e Rodrigo da Fonseca, juntando cartistas ordeiros e setembristas moderados surge um partido que em 1852 se chamava partido conservador e comunhão cartista. ·O grupo histórico que em 1842 se havia separado dos setembristas, invocando o oposicionismo ao cabralismo e sob a égide de Herculano e Vicente Ferrer começa a destacar-se em 1854, embora sem constiruir um partido formal. Em 1853 começa a publicar-se O Portuguez, marcado por Herculano com críticas crescentes a Fontes. Em 1854 a redacção do jornal convoca uma reunião do partido histórico. Em 1856 unem-se numa Comissão Eleitoral Progressista de Lisboa. Em 1858, Herculano apela para a constituição de um partido liberal. Em 1862, sob a chefia de Loulé, passam a designar-se progressistas históricos. |