
Governo
nº 98 de Óscar Carmona (649
dias, desde 9 de Julho de 1926). Golpe de Estado de Óscar Carmona e Sinel
de Cordes. Gomes da Costa, pela manhã, ainda visita quartéis, mas este
recusam-lhe obediência, recolhendo a Belém, onde uma força da Cavalaria
2 vai cercar o palácio. Constituído o governo de António Óscar Fragoso
Carmona às 16 horas.
Presidência
de Carmona, também na pasta da guerra. No interior, José Ribeiro Castanho.
Na justiça, Manuel Rodrigues. Nas finanças, o general João José Sinel de
Cordes. Na marinha, Jaime Afreixo. Nos estrangeiros, António Maria Bettencourt
Rodrigues (1854-1933). Nas colónias, João Belo (1876-1928), antigo colaborador
de Mouzinho de Albuquerque e Brito Camacho e parente de Afonso Lopes Vieira.
Na instrução, Ricardo Jorge. No comércio, Abílio Valdez Passos e Sousa (n.
1881). Na agricultura, Alves Pedrosa. Em 16 de Novembro: Carmona assume as
funções de Presidente da República, a título interino, sendo substituído
na pasta da guerra pelo coronel Passos e Sousa.
Remodelação.
Morte de João Belo, ministro das colónias (2 de Janeiro). Ivens Ferraz assume
a pasta, que já exercia interinamente. Alfredo Augusto de Oliveira Machado
e Costa é o novo ministro do comércio e comunicações (5 de Janeiro).