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Expo 98 e referendos sobre o aborto e a regionalização
Paulo Portas assume a presidência do Partido Popular (Março) Anuncia-se uma coligação com o PSD, a Alternativa Democrática Morte de Francisco Lucas Pires |
Referendos com muitas abstenções –
Referendo nacional sobre a questão do aborto. Vitória do não (50,91%),
mas com quase seis milhões de eleitores (68,06%) a optarem pela abstenção (28 de
Junho). Referendo sobre a regionalização. Abstenção de 51,3%. 63, 59% dos
votantes são contrários à proposta de reforma administrativa (8 de Novembro). De
um lado, o movimento Portugal Plural, liderado por Eurico de Figueiredo,
onde participámos, e a partir do qual se lançará o movimento cívico
Intervenção Radical, do outro, o movimento Nação Una, onde se
destacam Paulo Teixeira Pinto e Manuel Monteiro. Marcelo Rebelo de Sousa que
provocara estas duas consultas populares pode reclamar das poucas vitórias na
sua liderança do PSD, embora os perdedores sejam aqueles que sempre clamaram
pela introdução do mecanismo referendário na constituição, dado que as
populações se desinteressaram do processos, num tempo em que o indiferentismo
face à política começa a ser crescente.
Portas, Marcelo e
Moniz –
Congresso do PP em Braga (22 de Março). Paulo Portas é o novo presidente. Vence
a candidatura de Maria José Nogueira Pinto, apoiada pelos monteiristas. Um dos
principais dirigentes da Universidade Moderna, José Braga Gonçalves, destaca-se
nos bastidores, em apoio a Portas. Congresso do PSD de Tavira (19 de Abril).
Marcelo Rebelo de Sousa mantém-se como presidente. Anuncia-se a hipótese de uma
Alternativa Democrática com o PP de Paulo Portas. Marcelo vai atacar a
ligação do governo a grandes grupos económicos. José Eduardo Moniz é o novo
director da TVI (22 de Setembro).
Telemóveis –
Portugal Telecom adquire o controlo do maior operador do Brasil de telemóveis em
São Paulo, Telesp celular (29 de Julho). Começa a funcionar a terceira
rede nacional de telemóveis, do grupo de Belmiro de Azevedo (15 de Setembro)
Inauguração da
Expo-98; A exposição universal, dita a última do século, realiza-se em
Lisboa e, até ao seu encerramento, irá receber cerca de 10 milhões de
visitantes. Ficam para a posteridade algumas obras emblemáticas, tal como o
Pavilhão de Portugal ou o Oceanário, o grande ex-libris do
evento, assim como a edificação de equipamentos e infra-estruturas que tanto
reabilitam a altamente degradada zona oriental da capital, como põem à
disposição dos cidadãos uma vasta oferta de cultura e lazer que se prolongará
para lá do período da exposição (21 de Maio).