
Governo
nº 96 de Mendes Cabeçadas (18
dias). Bernardino Machado convida
Cabeçadas a formar governo, às 11 horas da manhã de domingo, 30 de Maio
de 1926. Depois de Cabeçadas endereçar uma carta ao Presidente da República,
onde propõe a constituição de um governo de carácter extra-partidário,
constituído por republicanos que mereçam a confiança do país, Bernardino
logo o nomeia Ministro da Marinha e presidente do Ministério, acumulando
interinamente todas as outras pastas. Repete o que fizera Saldanha em
19 de Maio de 1870 e Pimenta de Castro, em 25 de Janeiro de 1915, mas assumindo
também os poderes que, antes, cabiam ao rei e ao presidente da república.
Em
30 de Maio de 1926: presidente assume todas as pastas. Nesse mesmo dia é instituído
um triunvirato com Cabeçadas na presidência, marinha e justiça. Gomes da
Costa na guerra, colónias e agricultura. Armando Humberto da Gama Ochoa (1877-1941)
no interior, estrangeiros e instrução. Em 3 de Junho de 1926: Cabeçadas na
presidência e interior; António de Oliveira Salazar (1889-1970)
nas finanças; Manuel Rodrigues (1889-1946) na justiça; Gomes da Costa na
guerra e colónias; Jaime Maria da Graça Afreixo (1867-1942) na marinha; Carmona
nos estrangeiros; Mendes dos Remédios na instrução.
O
1º governo da Ditadura, presidido por Mendes Cabeçadas, tem três fases. Na
primeira, em 30 de Maio de 1926, há apenas um Presidente do Ministério.
Na
segunda, a partir do dia 31, o mesmo assume todas as pastas e concentra a
plenitude do poder executivo, face à renúncia de Bernardino
Machado.
Na
terceira, desde 2 de Junho, o ministério é repartido por um triunvirato.
O mesmo Cabeçadas fica com a marinha e a justiça, Gomes
da Costa na guerra, colónias e agricultura, Gama Ochoa no
interior, estrangeiros e instrução.