Respublica     Repertório Português de Ciência Política         Edição electrónica 2004


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Políticos Portugueses da Ditadura Nacional e do Estado Novo (1926-1974)
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Delgado, Humberto da Silva (1916-1965) Militar. General. Director-geral da aeronáutica civil, a partir de 1944. Candidato pela oposição à presidência da república em 1958. Dito, desde então, o general sem medo. Nessa candidatura oposicionista, integram-se, para além dos tradicionais grupos antifascistas do chamado reviralho, católicos e monárquicos anti-salazaristas. Entre os monárquicos, tanto há uma geração provinda do nacional-sindicalismo, como do próprio Integralismo Lusitano. O general começou a respectiva carreira como aderente ao 28 de Maio e, depois, como um exaltado salazarista, publicando, nessa fase, vários folhetos contra a oposição, onde se destaca Da Pulhice do Homo Sapiens. Activista da Legião Portuguesa, é também autor do Guia do Oficial da Legião. Durante a Segunda Guerra Mundial, colabora com os aliados na instalação de uma base nos Açores. A partir de então, começa a admirar os modelos democráticos, consolidando tal perspectiva quando vai para os Estados Unidos da América como chefe da missão militar portuguesa na NATO. Afastado do serviço militar activo em 1959, pede assilo na embaixada do Brasil em Lisboa, sendo, depois autorizado a partir para o exílio. Demitido da força aérea logo em 1960, é assassinado pela PIDE em 1965. Ver MemóriasLisboa, Delfos, 1974 (há uma segunda edição coordenada por Iva Delgado e António Figueiredo, Memórias de Humberto Delgado, Lisboa, Publicações Dom Quixote, 1991);

 

 

Dias, António Jorge (1907-1973) Antropólogo. Professor do ISCSPU. Licenciado em Filologia Germânica por Coimbra em 1937. Leitor em Rostock (1938-1939), Munique (1939-1942) e Berlim (1942-1944). Doutor em Filosofia por Munique em 1944, com uma dissertação sobre Vilarinho da Furna. Uma Aldeia Comunitária. Passa para leitor em Santiago de Compostela (1944-1946) e Madrid (1946-1947). Professor de Etnologia na Faculdade de Letras de Coimbra (1952-1956), passando para a de Lisboa em 1957. Professor no ISEU e no ISCSPU desde 1956 ·Os Arados Portugueses e as suas Prováveis Origens Porto, 1948;·Algumas Consideraçöes àcerca da Estrutura Social do Povo Português In Revista de Antropologia, Vol 3, Junho de 1955, São Paulo, sep. pp. 1-20; ·Ensaios Etnológicos ·Contribuição para o Estudo da Questão Racial e da Miscigenação in Boletim da Academia Internacional da Cultura Portuguesa, nº 10 ·Antropologia Cultural Lisboa, Associação dos Estudantes do ISCSPU, 1956-1957 ·Os Elementos Fundamentais da Cultura Portuguesa [Actas do Colóquio Internacional de Estudos Luso-Brasileiros,realizado em Washington de 15 a 20 de Outubro de 1950, Nashville,The Vanderblit University Press, 1953], Coimbra , 1955 Estudos do Carácter Nacional Português Lisboa, Agência Geral do Ultramar, 1960 ( há também uma edição do Centro de Estudos de Antropologia Cultural da Junta de Investigaçöes do Ultramar, 1971) ·O Carácter Nacional Português na Presente Conjuntura in BAICP, nº 4, 1968, pp. 231-248.

 

 

Dias, J. N. Ferreira (n. 1900) José Nascimento Ferreira Dias Júnior.  Engenheiro, professor do Instituto Superior Técnico. Subsecretário de Estado do comércio e indústria de 1940 a 1944. Ministro da economia de 1958 a 1962.

 

 

Dias, José Sebastião da Silva (n.1916) Professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e da Universidade Nova de Lisboa. Nos seus tempos de juventude, foi um militante do catolicismo social, destacando-se como jornalista de ideias no jornal Novidades. Publica então antologias de Balmes e Maetzu.

·O Problema da Europa

Lisboa, 1945.

·Estudos Políticos

Coimbra, 1948.

·Humanismo Social. Problemas da Propriedade e do Trabalho

Lisboa, União Gráfica, 1949.

·O Vintismo: realidades e estrangulamentos políticos

In O Século XIX em Portugal, comunicações ao colóquio organizado pelo Gabinete de Investigações Sociais (Novembro de 1979), Lisboa, Presença/GIS;

·Os Primórdios da Maçonaria em Portugal

Lisboa, Imprensa Nacional/ Casa da Moeda, 1980. Com Graça da Silva Dias.

 

 

Domingues, Mário Historiador Em Portugal, no ano em que Egas Moniz (1874-1955) recebe o prémio Nobel da medicina, Em Portugal, no ano em que Egas Moniz (1874-1955) recebe o prémio Nobel da medicina,_ com alguns cuidados na pesquisa das fontes secundárias, é herdeiro de uma tradição de história popular. Começa como jornalista no diário anarco-sindicalista A Batalha. ·Liberais e Miguelistas. Evocação Histórica, Lisboa, Livraria Romano Torres,

 

 

D. Duarte Nuno n. 1907 Neto potuguês de D. Miguel I. Duque de Bragança, depois da morte de D. Manuel II. Licenciado em agronomia por Toulouse. Casou em 1942 com uma descendente do ramo brasileiro de D. Pedro IV, D. Maria Francisca. No dia 21 de Julho de 1920, D. Miguel II renuncia ao trono, depois de negociações com os integralistas. No dia 31 confia a tutela de D. Duarte Nuno, seu terceiro filho, em quem abdica, a D. Maria Aldegundes de Bragança, sua tia. Em 2 de Setembro, a Junta Central do Integralismo Lusiano declara reconhecer como herdeiro do trono português D. Duarte Nuno, unindo-se assim ao partido legitimista. No dia 17 de Abril de 1922, pelo Pacto de Paris, unificavam-se os monárquicos liberais e legitimistas, através de Aires de Ornelas e D. Lourenço Vaz de Almada. D. Duarte Nuno reconhece assim D. Manuel II. Os integralistas vão discordar frontalmente do pacto. Apoio de O Dia e de O Correio da Manhã.

 

 

Duarte Pio de Bragança, D. (n.1945). Duque de Bragança, filho de D. Duarte Nuno.

 

 

Duarte, Teófilo Tenente durante o sidonismo. Oficial de cavalaria. Nomeado governador de Cabo Verde em 1917. No dia 16 de Janeiro de 1919 comanda a chamada coluna negra vinda da Covilhã que aceita a rendição dos revoltosos de Santarém, impedindo que a cidade fosse tomada pelas tropas das Juntas, comandadas por Silva Ramos, que tencionava pedir a Paiva Couceiro para encabeçar o movimento. Demitido do exército de 1919 a 1926. Intitula-se fascista logo em 1920, elogiando Mussolini directamente. Em 1924 é um dos indicados como líder de um movimento fascista promovido pelo jornal Ditadura. Em 4 de Março de 1925 elogia o fascismo italiano e critica o nosso socialismo de Estado, bem como o movimento das forças económicas  que se arrogam a pretensão de substituir as forças políticas na governança do Estado. Em 1932 colabora no jornal nacional-sindicalista Revolução, escrevendo uma série de artigos sobre O fascismo e o direito público italiano. Ministro das colónias de 4 de Fevereiro de 1947 a 2 de Agosto de 1950. Está na origem do conflito de Henrique Galvão com o salazarismo.

 

 

Duque, Rafael da Silva Neves. Ministro da Agricultura desde 23 de Outubro de 1934 a 28 de Agosto de 1940 Ministro da economia desde 28 de Agosto de 1940 a 6 de Setembro de  1944.

 

© José Adelino Maltez. Todos os direitos reservados. Cópias autorizadas, desde que indicada a proveniência: Página profissional de José Adelino Maltez ( http://maltez.info). Última revisão em: 20-12-2003