Respublica     Repertório Português de Ciência Política         Edição electrónica 2004


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Políticos Portugueses da Ditadura Nacional e do Estado Novo (1926-1974)
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Ramalho, António Sobral Mendes de Magalhães (1907-1972) Um dos homens do salazarismo. Engenheiro por Lisboa desde 1932. Subsecretário de Estado do Comércio e Indústria de Fevereiro de 1952 a Agosto de 1958. A partir de então, para além de deputado, é director do Instituto Nacional de Investigação Industrial, até 1969.

 

 

Ramires, Sebastião Garcia (n. 1898) ngenheiro de máquinas. Ministro salazarista de 1932 a 1936. Criador de um sistema de preferência para os produtos nacionais. Protagoniza um conflito com as forças vivas da lavoura em meados de 1933, pelo que o sector agrícola deixa de caber na sua alçada.

1932

Ministro do comércio, indústria e agricultura no primeiro governo de Salazar, de 5 de Julho de 1932  a 24 de Julho de 1933.

1936

Ministro do comércio e indústria, desde esta data a 18 de Janeiro de 1936.

 

 

Ramos, Gustavo Cordeiro (1888-1974) Ministro da instrução pública da Ditadura nacional, em 1928-1929 e em 1930-1933. Cabe-lhe a institucionalização da Universidade Técnica de Lisboa, um modelo que retira a ligação do sistema de ensino superior agrícola e comercial aos ministérios económicos e que leva a fortes protestos das forças vivas, nomeadamente da lavoura, dado que se quebra uma tradição provinda da monarquia liberal e da I República. Desta forma se estadualizou e uniformizou o sistema de ensino universitário, ao mesmo tempo que se quebraram os laços que o ligavam à ténue autonomia da sociedade civil, enquanto, a nível dos peritos dos ministérios económicos, se perdeu o comando dos investigadores universitários. Destaca-se, depois, como presidente do Instituto de Alta Cultura. Autor de Alguns Aspectos sobretudo Literários do Moderno Nacionalismo Alemão, Lisboa, 1934.

1928

Ministro da instrução pública da Ditadura Nacional, de 10 de Novembro de 1928 a 8 de Julho de 1929.

1930

O mesmo cargo, de 27 de Janeiro de 1930 a 24 de Julho de 1933.

 

Procurador à Câmara Corporativa.

1952

Presidente do Instituto de Alta Cultura, desde 5 de Abril de 1952.

 

 

Rapazote, António Manuel Gonçalves (n. 1910) Licenciado em direito por Coimbra em 1932. Proprietário agrícola no Vale do Sorraia. Começa politicamente no nacional-sindiicalismo. Faz carreira no INTP. Ministro do interior de Salazar e Caetano, desde 19 de Agosto de 1968. Qualifica o marcelismo como primavera política. Autor de Do Município à Nação, Lisboa, 1973.

 

 

Raposo, José Hipólito Vaz  (1885-1953) Um dos teóricos e dirigentes do Integralismo Lusitano. era companheiro de mesa de Nobre de Melo com quem coabitava. Professor no Liceu Passos Manuel. Director do jornal A Monarquia em 1919. Advogado em Angola em 1922-1923. Reintegrado no professorado em 1926, passa a ser docente do Conservatório. Não apoia o salazarismo, de quem se torna crítico precoce. Um livro publicado em 1940 é apreendido pela polícia política e leva-o ao desterro. Considerava, então, a existência de uma salazarquia. Novamente demitido, apenas volta a ser reintegrado em 1951.

 

Bibliografia

[1929]

Dois Nacionalismos. L'Action Française e o Integralismo Lusitano

 

Lisboa, Livraria Férin

[1933]

Pedras para o Templo

 

Porto, Livraria Civilização

[1940]

Amar e Servir. História e Doutrina

 

 

[1944]

Folhas do Meu Cadastro

 

 

[1950]

Oferenda

 

Lisboa, Empresa Nacional de Publicidade

 

 

Rebelo, Horácio José de Sá Viana. (1910-1995). Chefe de Estado-Maior da Legião Portuguesa. Deputado em 1945, 1949 e 1953. Subsecretário do exército de 2 de Agosto de 1950 a 10 de Janeiro de 1956. Passa a Governador Geral de Angola até 1959. General desde 1964. Vice-Chefe do Estado-Maior do Exército de Luís da Câmara Pina. Ministro da Defesa Nacional de 27 de Setembro desde 1968 a Novembro de 1973, acumulando a pasta do Exército desde 15 de Janeiro de 1970. Autor dos decretos sobre a integração dos oficiais milicianos no quadro permanente (Dcretos Leis nº 353/73 e nº 409/73), que serviram de pretexto para a constituição do movimento dos capitães. Apoia o Congresso dos Combatentes do Ultramar em 1973, em íntima ligação com Arnaldo Schultz, então presidente da Liga dos Combatentes, indicando para a presidência do mesmo o General António Augusto dos Santos.

 

 

Rebelo, José Adriano Pequito (1892-1983). Jurista, grande proprietário alentejano. Um dos teóricos do Integralismo Lusitano. Marcadamente influenciado por Maurras, também considera que a necessidade da monarquia pode ser demonstrada como um teorema. Invoca Comte, Le Bon, Maurras e Georges Valois, contra a ciência política das universidades, esse método que considte em fabricar prolixas tautologias sobre ideias metafísicas tradicionais ou sobre conseitos de um abusivo antropomorfismo. Concebe em 1917 um novo método para a produção do trigo, o chamado método integral que tem algum sucesso científico no estrangeiro, sendo referido em vários tratados gerais de agricultura. Paricipa no CEP como alferes miliciano. Deputado em 1918. Candidato a deputado regionalista em 1921. Em 1931 critica o método de colonização do Alentejo ensaiado pela Ditadura, na senda da proposta de Ezequiel de Campos de 1925. Combate na guerra civil de Espanha, como voluntário, ao lado dos nacionalistas. Chega a constituir uma lista de oposição a Salazar em 1949. Ainda vivo depois de 1974, lança novos panfletos contra a nova reforma agrária, agora defendida pelos comunistas. Entre as suas obras: Pela Dedução à Monarquia (in Nação Portuguesa, 1914, título, também de uma recolha de artigos, publicado pelas Edições Gama, 1945); As Falsas Ideias Claras em Economia Agrária, 1926; O Desastre das Reformas Agrárias, 1931; Anti-Marx, 1936-1937; O Método Integral, 1942; Em Louvor e Defesa da Terra, 1949; A Verdade Monárquica, 1959.

 

 

Redol, António Alves (1911-1969) Escritor neo-realista, ligado ao Partido Comunista. Celebrizado pelo romance Gaibéus, de 1939, destaca-se também com Barranco de Cegos, de 1962. Trabalha em Angola de 1928 a 1931. Funda uma comapnhia comercial em Vila Franca de Xira em 1948. Integra o MUD em 1945. Participa em 1948, em Cracóvia, num Congresso dos Intelectuais para a Paz.

 

 

Régio, José  (1901-1969) Pseudónimo de José Maria dos Reis Pereira. Poeta português. Licenciado em letras por Coimbra, professor durante cerca de trinta anos o liceu de Portalegre. Funda a revista Presença. Autor da peça de teatro A Salvação do Mundo, de 1953. Assumindo a defesa da democracia, chega a publicar artigos sobre a matéria na campanha eleitoral de 1969, considerando-a como um ideal de aperfeiçoamento que tem realizações tão imperfeitas como o cristianismo, que também desde há dois mil assume como ideal nunca integralmente praticado o ama o teu próximo como a ti mesmo e o não faças ao outro aquilo que não queres que te façam a ti.

 

 

Rego, António da Silva (n. 1905) Sacerdote desde 1927, depois de frequentar o seminário de Macau. Pároco em Singapura, de 1928 a 1938. Licenciado em história por Lovaina. Professor da Escola Superior Colonial desde 1946. Funda a Filmoteca Ultramarina Portuguesa e é director do Centro de Estudos Históricos Ultramarinos desde 1955. Procurador à Câmara Corporativa. Era presidente do Conselho Escolar, quando é demitido Vitorino Magalhães Godinho, na altura em que Adriano Moreira era Ministro do Ultramar, tendo como secretário de Estado João da Costa Freitas, o autor formal do despacho. Autor de O Padroado Português do oriente, 1940; Noções de Metodologia e Crítica Históricas, 1951; Curso de Missionologia, 1956; Lições de Missionologia, 1962; Relações Luso-Brasileiras (1822-1953), , 1966

 

 

Rego, Raúl da Assunção Pimenta (1913-1999) Jornalista português. Maçon. Antigo seminarista, abandona a vida eclesiástica em 1937. Aluno da Escola Superior Colonial, torna-se professor do Colégio Moderno, de João Lopes Soares, começando a carreira de jornalista que reparte pela Seara Nova, pelo Jornal do Comércio e pela Agência Reuters. Ligado, então a António Sérgio, é um dos fundadores do Partido Trabalhista em 1945. Ligado à campanha de Norton de Matos, onde dirige os serviços de imprensa, junta-se ao MUD. Escreve no Diário de Lisboa, nos anos sessenta, e torna-se director do jornal República, a partir 1971, quando também se inicia na maçonaria, onde chegará a Grão Mestre do Grande Oriente Lusitano, em 1988-1990. Membro do Partido Socialista. Ministro da comunicação social do I Governo Provisório. Funda o jornal A Luta. Chega a Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano. Autor de: Diário Político, 1969; O Processo de Damião Góis na Inquisição, 1971; O Último Regimento da Inquisição, 1971; Depoimento ou Libelo, 1975;  História da República, em 5 vols., 1986.

 

 

Reis Júnior, Albino Soares Pinto dos ( 1888-1983) Formado em direito, depois de ser seminarista. Filiado sucessivamente no Partido Republicano Português, no Partido Nacionalista, na União Liberal Republicana e na União Nacional. Durante a I República foi deputado liberal (1921) e nacionalista (1925 e 1926), bem como presidente da câmara da terra natal, Oliveira de Azemeis, onde era conservador do registo civil. Apoiante do salazarismo, foi governador civil de Coimbra (1931-1932). Ministro do interior de 5 de Julho de 1932 a 24 de Julho de 1933, deputado e presidente da Assembleia Nacional, de 1942 a 1961. Aparece como presidente da Comissão Consultiva da ANP, em 1970.

 

 

Reis, José Alberto dos  (1875-1955) Professor de direito. Maçon. Foi apoiante do franquismo e, depois, do salazarismo, onde exerceu o cargo de Presidente da Assembleia Nacional (1935-1945). Director da Faculdade de Direito de Coimbra em 1915, data em que também assume o cargo de Vice-Reitor da Universidade. É membro do júri que leva Salazar à docência, em 1917. Vogal do Conselho Político Nacional em 1931. O principal cultor português do direito processual civil, é um dos autores da reforma do mesmo, em 1933-1935. Deputado desde 1934, torna-se também dirigente da União Nacional. Retira-se da vida política e do ensino em 1946. Autor de Ciência Política e Direito Constitucional [1908].

 

 

Reis, Luís da Câmara (1885-1961) Fundador da Seara Nova em 1921, é proprietário da revista até 1965. Licenciado em direito em 1907 e professor liceal. Membro do MUD e apoiante das candidaturas de Norton de Matos, Arlindo Vicente e Humberto Delgado.

 

 

Remédios, Joaquim Mendes dos (1867-1932) Professor da Universidade de Coimbra. Historiador da literatura. Ministro da instrução pública de 3 a 19 de Junho de 1926, durante a Ditadura Nacional. Um dos membros da Tuna de Coimbra

 

 

Resende, D. Sebastião de Destaca-se como bispo da Beira em Moçambique. No final dos anos cinquenta, assume-se como crítico do regime do Estado Novo, chamando a Salazar chefe manhoso e terrível.

 

 

Ribeiro, Álvaro  (1905-1981) Licenciado pela Faculdade de Letras do Porto em 1931. Assume o republicanismo, sendo fundador da Acção Republicana, em 1926, e da Renovação Democrática, em 1931. Excluído do acesso ao professorado, vagueia por Lisboa, até conseguir um lugar de burocrata, enquanto anima, com José Marinho, várias tertúlias filosóficas nalguns cafés de Lisboa. Lança, a partir de 1943, o movimento da Filosofia Portuguesa. Assume o neo-aristotelismo, procurando superar o positivismo dominante desde 1910. Distingue-se também do saudosismo desencadeado por Pascoaes e assume-se como anti-sebastianista, considerando que, em vez de um monarca decadente, deveria apelar-se para um vindouro Infante de Sagres. Como assinala Pinharanda Gomes, se, como Pascoaes, considera que a poesia é superior à história, logo acrescenta que a filosofia é superior à poesia.  Em 1929 considera que a Democracia, estabelecendo a liberdade política, é o governo verdadeiramente nacional, e só admite como Lei aquela que tiver sido formulada de acordo com todas as correntes de opinião. Critica especialmente a ideia da lei poder ser elaborada apenas pelos delegados do partido vencedor

O Problema da Filosofia Portuguesa

Lisboa, Inquérito, 1942

·”Reflexões sobre Política Democrática”

In República, nº 35, 10 de Junho de 1929

Os Positivistas. Subsídios para a história da filosofia em Portugal

Lisboa, Livraria Popular Francisco Franco, 1951

A Razão Animada

Lisboa, Bertrand, 1957

·Escritores Doutrinados

Lisboa, SEC, 1965.

 

 

Ribeiro, António. Anunciada a repsectiva nomeação como Patriarca de Lisboa em 13 de Maio de 1971. Assume funções em 21 de Novembro de 1971.

 

 

Ribeiro, António Lopes (1908-1995) O principal cineasta do salazarismo, destacando-se o filme A Revolução de Maio, de 1937. Funda em 1940, com António Ferro, o Círculo Eça de Queirós. Dirige em 1941 O Pai Tirano e O Pátio das Cantigas. Produz, em 1942, Aniki Bóbó, de Manuel de Oliveira.

 

 

Ribeiro, Aquilino (1885-1963) Aquilino Gomes Ribeiro. Escritor. Preso em 1907, por actividades bombistas, passa para o exílio em Paris, donde regressa em 1914. Professor no Liceu Camões, é, depois, conservador da Bibloteca Nacional. Participa na revolta de Fevereiro de 1927 e volta ao exílio parisiense. Regressa em 1928 para participar noutra revolta e caminhar mais uma vez para o exílio. No seu romance Quando os Lobos Uivam, de 1958, há uma explícita crítica os métodos da polícia política do Estado Novo.

 

 

Ribeiro, Francisco Casal (n. 1914) Deputado salazarista. A voz dos chamados ultras durante o marcelismo. Administrador da Cidla, dirigente desportivo, no Sporting Clube de Portugal, e vereador da câmara municipal de Lisboa.

 

 

Ribeiro, José Joaquim Teixeira (n. 1908) Professor de Finanças Públicas na Faculdade de Direito de Coimbra. Licenciado em 1931, doutora-se logo em 1934. Primeiro reitor da Universidade de Coimbra depois do 25 de Abril de 1974. Será vice-primeiro ministro de Vasco Gonçalves no patético V Governo Provisório do Verão Quente de 1975. No prefácio que faz à edição dos discursos de Vasco Gonçalves considera que a democracia não é compatível com a liberdade política. A democracia formal não pode consentir movimentos antidemocráticos. Mas ainda menos compatível com a plena liberdade política é a democracia socialista, uma vez que não pode consentir nem em movimentos antidemocráticos, como a democracia formal, nem em movimentos anti-socialistas que ponham em risco a construção do socialismo. Salienta que o MFA teve uma corrente conservadora, favorável à democracia formal, e uma corrente progressista, adepta da democracia socilista. Concluía-se assim um percurso paradoxal que passa da simpatia pelo fascismo mussoliniano, pela doutrinação corporativa e pelo alinhamento com a oposição, antes de 1974, assumindo-se como uma espécie de anti-Afonso Queiró. Ainda muito jovem, em 1938, edita umas lições de Direito Corporativo, onde se mostra favorável ao ideário fascista. Considera que o corporativismo é um sistema porque compreende uma concepção completa da organização social sob todos os aspectos, havendo uma economia corporativa, uma sociologia corporativa, um direito corporativo e uma política corporativa: o corporativismo não é um ideário deduzido sem quaisquer fundamentos reais, mera obra de imaginação que se procure experimentar como solução possível de males aflitivos da Humanidade: a História mostra-nos que a organização e disciplina corporativas constituem uma tendência natural, realizada e desenvolvida através dos séculos coma falta de lógica própria de todas as instituições crescidas ao sabor do tempo, e com as fraquezas, defeitos e transitórios desfalecimentos que sempre acompanham as coisas humanas. Adopta, da mesma forma, uma concepção de nação que invoca o fascismoe Léon Duiguit. Não deixa, no entanto, de salientar que o bem comum imanente está ao serviço do bem da pessoa humana, que é o bem comum transcendente e onde o Estado é simples meio ou instrumento ao serviço do que há de mais íntimo e superior no homem:o seu destino transcendente.  Outras obras:”Princípios e Fins do Corporativismo Português”, in Boletim da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, Coimbra, 1939; A Organização Corporativa da Agricultura em Portugal, 1943; A Organização Corporativa Portuguesa, 1944; A Nova Estrutura da Economia, 1947; ”O Destino do Corporativismo Português”, in Revista de Direito e Estudos Sociais, Coimbra, Vol. 1, 1945; Capitalismo e Socialismo em um Mundo Só, 1960; A Contra-Reforma Fiscal, 1969.

 

 

Ribeiro, Militão Militante do PCP. Emigrante desde jovem no Brasil, começa como militante do partido comunista do Brasil. Expulso para Portugal, começa a actuar clandestinamente na sua terra natal, Trás-os-Montes. Deportado para Angra e para o Tarrafal, regressa em 1940, noâmbito da amnistia dos Centenários. Participa na reorganização do PCP de 1941. Novamente preso em 1942, volta para o Tarrafal, donde regressa em 1945. Combate o chamado desvio de direita. Preso em Março de 1949, morre na Penitenciária de Lisboa, em Janeiro de 1950, depois de uma greve da fome.

 

 

Ribeiro, Orlando (n. 1911) Orlando da Cunha Ribeiro. Professor de geografia na Faculdade de Letras de Lisboa. Considera que Portugal continental é um um território rectangular que vai da "ultima terra mediterrânica" (o Algarve) à "última terra atlântica"(o Minho), a um território, que, conforme Oliveira Martins, feito "com um retalho da Galiza, outro de Leão, outro da Espanha meridional serracena". Ora, "em todo o Mediterrâneo a unificação política repousa sempre numa forte base continental. Esparta venceu Atenas: a primeira grande organização do Oriente nasceu nos planaltos da Macedónia e foi por terras interiores que alcançou a ïndia. O próprio Império Romano, que realizou, pela única vez, a unidade política e económica das margens do Mediterrâneo, fundou‑a na organização das suas estradas e cidades interiores. A unidade da Espanha, da França, da Itália, da Joguslávia, fez‑se à custa da hegemonia das terras continentais: Castela, Ilha‑de‑França, Piemonte, Sérvia. Portugal é a única nação que foge a esta regra"

 

 

Rodrigues, Francisco Martins Militante do PCP. Dissidente pró-maoísta em 1963, funda a FAP e depois o CMLP. Preso pela PIDE em Janeiro de 1966.

 

 

Rodrigues, José Manuel Bettencourt (n. 1918)  Ministro do exército de 19 de Agostp de 1968 a 15 de Janeiro de 1970. Assume as funções de governador da Guiné em 1 de Setembro de 1973, substituindo Spínola.

 

 

Rodrigues Júnior, Manuel (1889-1946) Manuel Rodrigues Júnior. Começa como seminarista em Santarém. Formado em direito em Coimbra (1912-1919). Professor de direito em Coimbra e, depois, em Lisboa. Um dos mais destacados civilistas portugueses do século XX. Ministro da justiça da Ditadura e do salazarismo  de 3 de Junho de 1926 a 11 de Abril de 1928 e de 5 de Julho de 1932  28 de Agosto de 1940. Deputado e vice-presidente da Camara Corporativa, foi também administrador do Banco Nacional Ultramarino.

·O Estado Novo e as suas Realizações

1934.

·O Cidadão do Estado Novo

1935.

·A Posse. Estudo de Direito Civil Português

1940.

·Problemas Sociais

1943.

 

 

Rodrigues, Manuel Maria Sarmento  (1899-1979) Maçon. Secretário de Quintão Meireles em 1928, quando este é ministro dos estrangeiros. Governador da Guiné entre 1945 e 1949. Deputado em 1949. Ministro das colónias de 2 de Agosto de 1950 a 7 de Julho de 1955. Inspira a acção ultramarinista de Adriano Moreira. Quando este é ministro aceita ser Governador-geral de Moçambique entre 1961 e 1964. Preso em Dezembro de 1974, acusado de sabotagem económica, enquanto administrador da Torralta.

 

 

Rodrigues, Urbano Tavares (n. 1923) Licenciado pela Faculdade de Letras de Lisboa em 1949. Leitor em França desde então a 1955. Professor do ensino secundário em Portugal, primeiro no Liceu Camões (1956-1957) e depois no Liceu Francês Charles Lepierre (1966-1974). Em 1957-1959 é assistente na Faculdade de Letras de Lisboa. Assume intensa actividade de jornalista de ideias a partir de 1955, no Diário de Lisboa, chegando a chefe de redacção do Jornal de Letras e Artes, de 1961 a 1966. Professor Catedrático da Faculdade de Letras de Lisboa desde 1993.

 

 

Rosa, João Pereira da (1885-1962) O homem do jornal O Século. Aí começa a trabalhar com 13 anos, mas cinco anos depois já é subdirector, com Silva Graça. Este sai da direcção em 1921, quando o jornal é comprado pelas Moagens. Pereira da Rosa abandona o jornal em 1922 passando para secretário da Associação Comercial de Lisboa, onde se liga ao grupo de Moses Amzalak e os dois, em conjunto com Carlos de Oliveira, dirigentes da União dos Interesses Económicos, criada em 18 de Setembro de 1924, compram o mesmo jornal no fim desse anos. Depois do 28 de Maio de 1926, Pereira da Rosa passa a director do , transformando-o no de maior circulação no país  e que se assume como um dos esteios do novo regime, sempre ligado a uma mentalidade maçónica conservadora, distante do Grande Oriente Lusitano. Procurador à Câmara Corporativa, é também presidente do Grémio da Imprensa.

 

 

Rosas, João Augusto Dias (n. 1921) Licenciado em direito por Lisboa em 1945. Entra no ano seguinte para o Conselho Técnico Corporativo. Em 1950 passa a presidente da Comissão Reguladora do Comércio do Algodão em Rama. Participa no II Congresso da União Nacional de 1949.  Deputado em 1957. Subsecretário e secretário do comércio de 3 de Setembro de 1959 a 15 de Junho de 1962. Ministro das finanças desde 19 de Agosto de 1968, acumulando a economia desde 27 de Março de 1969. Autor de A Luta pelos Mercados Africanos, Lisboa, 1958.

 

 

Ruas, Henrique Barrilaro  n. 1921 Licenciado em ciências histórico-filosóficas por Coimbra.  Presidente do CADC. Participa na revista Cidade Nova e na criação do Centro Nacional de Cultura. Fundador da Convergência Monárquica em 30 de Abril de 1969. Candidato pela Comissão Eleitoral Monárquica em 1969. Fundador do Partido Popular Monárquico em 23 de Maio de 1974. Deputado pela Aliança Democrática.

·Ideologia. Ensaio de Análise Histórica e Crítica,

Lisboa, 1960.

·A Liberdade e o Rei

Lisboa, Biblioteca do Pensamento Político, 1971

 

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