Respublica     Repertório Português de Ciência Política         Edição electrónica 2004


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Políticos Portugueses da Ditadura Nacional e do Estado Novo (1926-1974)
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Lança, Armando Pereira de Castro Agathão n. 1894 ficial da Armada. Participa na revolta de 1915. Resiste à revolta de Sidónio Pais em Dezembro de 1917. Luta contra a revolta monárquica de 1919, com Ribeiro de Carvalho. Deputado de 1921 a 1926. Governador civil de Lisboa em Janeiro de 1922, por convite do presidente do ministério Cunha Leal, a quem salvara a vida. Vice-governador do Banco Nacional Ultramarino em 1925-1926. Participa na revolta de Fevereiro de 1927. Deportado para Angola e exilado em Paris, até à invasão alemã. Regressa então a Portugal e passa a viver como proprietário e produtor de vinho do Porto em Baião. Camarada de Américo Tomás, foi sempre seu amigo, recebendo deste fortes elogios.

 

 

Langhans, F. P. de Almeida Jurista. Secretário de Oliveira Salazar, passa a quadro da Fundação Calouste Gulbenkian. · Estudos de DireitoCoimbra, Universidade de Coimbra, 1967. · Reflexões sobre o nosso tempo. Nova edição revista e acrescentada de uma retrospectiva do pensamento filosófico contemporâneoLisboa, Parceria António Maria Pereira, 1968.

 

 

Leal, Francisco Pinto da Cunha (1888-1970) Começa a vida política como militante do partido centrista de Egas Moniz em 1917. Deputado do parlamento sidonista em 1918, chegando a exercer, durante esse período, o cargo de director-geral dos transportes terrestres. Alinha na conspiração republicana contra Tamagnini Barbosa em 1919. Fundador do grupo popular, com Júlio Martins, assumindo a direcção do jornal O Popular. Como membro dos populares é ministro das finanças dos governos de Álvaro de Castro e Liberato Pinto, de 20 de Novembro de 1920 a 22 de Janeiro de 1921. Chefe do governo de 16 de Dezembro de 1921 a 6 de Fevereiro de 1922, acumulando a pasta do interior. Dirige O Século em 1922-1923. Ministro das finanças no governo nacionalista de Ginestal Machado, de 15 de Novembro a 18 de Dezembro de 1923. Reitor da Universidade de Coimbra em 1924-1925 (demitido, por ter apoiado o 18 de Abril de 1925). Vice-governador do Banco Nacional Ultramarino, a partir de 1925. Fundador da União Liberal Republicana em 1926. Em 1930, como presidente do Banco de Angola, critica os efeitos nesse território da política financeira de Salazar. Foi demitido. Será preso em Julho desse ano, acusado de promover um golpe de Estado. Deportado para os Açores, evade-se e vai para o exílio, em Espanha. Regressa em 1932. Conspira com Rolão Preto em 1934. Passa a dirigir A Noite, em 1934-1935. Volta a ser preso em 1935. Candidato pela oposição em Castelo Branco, em Novembro de 1949 e em 1953. Em 1961 assume-se como defensor da autodeterminação com brancos e pretos. Entre a sua bibliografia, As Minhas Memórias, Lisboa, Edição do Autor, 1966, bem como os escritos de circunstância Calígula em Angola, 1924; Norton de Matos, Subsídios para a História do Crédito em Angola, 1930; Os Meus Cadernos, 3 vols., 1932; Diatura, Democracia ou Comunismo, 1931; A Guerra, Dia a Dia, 1939, 4 vols.

 

 

Leão, Francisco da Cunha (1907-1974) Autor do movimento da Filosofia Portuguesa. Licenciado em letras pela Universidade do Porto, chega a agente geral do Ultramar e a director do jornal Diário Popular.  Companheiro de ideiais de Fernando Amado e de Leão Ramos Ascensão, da segunda geração integralista.

·O Enigma Português

Lisboa, Guimarães, 1961.

·Ensaio de Psicologia Portuguesa

1971.

 

 

Leite, João Pinto da Costa (1905-1975) João Pinto da Costa Leita (Lumbralles). Assistente de Salazar na Faculdade de Direito. Subsecretário das Finanças (1929 e 1934-36), ministro do comércio e indústria (1937-1940), das finanças (1940-1950) e da presidência (1950-1955). Presidente da Camara Corporativa e da Junta Central da Legião Portuguesa. Dirigente da Sacor.

·Economia de Guerra

Porto, Tavares Martins, 1943.

 

 

Leite, J. P. Pinto

José Pedro Pinto Leite. O líder dos deputados liberais durante o marcelismo. Morre em acidente aéreo na Guiné.

·Política Nacional e Relações Internacionais

Lisboa, Moraes Editores, 1970.

 

 

Lima, Fernando Andrade Pires de (1906-1970) Doutor em direito. Civilista. Ministro da educação nacional de 4 de Fevereiro de 1947 a 7 de Julho de 1955. Assume-se como um dos principais representantes do movimento da jurisprudência dos conceitos. Um dos líderes da geração que leva ao Código Civil de 1966.

 

 

Lima, Henrique Linhares de  (1876-1953) Oficial do exército. Natural dos Açores. Um dos homens do 28 de Maio e da Ditadura Nacional, apoiante da institucionalização do salazarismo. Director da Manutenção Militar. Ministro da agricultura de 8 de Julho de 1929 a 5 de Julho de 1932, quando organiza a Campanha do Trigo, instituída em 16 de Agosto de 1929. Presidente da câmara municipal de Lisboa, Ministro do interior de 23 de Outubro de 1934 a 18 de Janeiro de 1936. Está para a agricultura dos anos trinta, assim como Duarte Pacheco está para as obras públicas. Logo na conferência de imprensa de apresentação da Campanha, no dia 17 de Agosto de 1929, considera: em breve nos bastaremos a nós próprios com a produção de trigo nacional. Logo em 1 de Agosto desse ano decreta a existência de um tipo único de pão, reivindicação tradicional dos sindicalistas. Chama para organizar a propaganda da campanha Rocha Martins. Para a coordenação técnica mobiliza o professor de agronomia António Sousa da Câmara, indicado pelo Instituto Superior de Agronomia e que o ministro até então desconhecia. A Campanha, a partir de 13 de Agosto de 1830 passou a designar-se Campanha de Produção Agrícola, terminando oficialmente em 1937,

 

 

Lopes, Francisco Higino Craveiro 1894-1964 Francisco Higino Craveiro Lopes. Oficial da força aérea. Filho do general Craveiro Lopes, antigo governador da Índia. Depois de ser comandante geral da Legião Portuguesa, e deputado em 1945 e 1949, comandante da 3ª Região Militar (1951) foi Presidente da República (1951-1958). Eleito em 22 de Julho de 1951.Nome sugerido por Santos Costa a Salazar. Entrando em discordâncias com Salazar, passa a apoiar alguns movimentos opsicionistas. Tem como delegado para essas movimentações, Manuel José Homem de Melo, conde de Águeda.  Apoiante do movimento sedicioso da Abrilada em 1961. Estabelece algumas relações quase conspiratórias com o grupo de Marcello Caetano.

 

 

Lourenço, Agostinho (1886-1964) Director da polícia política do Estado Novo, de 1931 a 1950, primeiro da PVDE, criada em 1933, e, depois, da PIDE, a partir de 1945. Sucedeu à liderança do comandante Ferreira do Amaral, o impulsionador do modelo, oriundo da I República.

 

 

Lucena, Manuel ·A Evolução do Sistema Corporativo Português 2 vols., vol. I - O Salazarismo; vol. II - O Marcelismo, Lisboa, Perspectivas & Realidades, 1976. ·«Ensaio sobre a Definição de Estado» In Revista Análise Social, vol. XII, n.º 47, pp. 621 segs., Lisboa, Instituto de Ciências Sociais, 1976. ·«Ensaio sobre a Origem do Estado» In Revista Análise Social, vol. XII, n.º 49, pp. 917 segs., Lisboa, Instituto de Ciências Sociais, 1976. ·«Neocorporativismo?» In Revista Análise Social, pp. 819 segs., Lisboa, Instituto de Ciências Sociais, 1985. ·O Estado da Revolução. A Constituição de 1976 Lisboa, Expresso/Sojornal, 1978. ·«Introdução e Desenvolvimento da Ciência Política nas Universidades Portuguesas» In Revista de Ciência Política, n.º 2, pp. 5 segs., Lisboa, Instituto de Ciências Sociais, 1985. Com Manuel Braga da Cruz.

 

© José Adelino Maltez. Todos os direitos reservados. Cópias autorizadas, desde que indicada a proveniência: Página profissional de José Adelino Maltez ( http://maltez.info). Última revisão em: 20-12-2003