Respublica     Repertório Português de Ciência Política         Edição electrónica 2004


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Políticos Portugueses da I República (1910-1926)
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Cabeçadas, José Mendes (1883-1965)
Oficial de Marinha e maçon.
Revolucionário do 5 de Outubro de 1910, comandante do navio Adamastor. Presidente da junta revolucionária de Lisboa do 28 de Maio. Organizador da conjura da abrilada contra o salazarismo em 1947.
Participa activamente na implantação da República (1910).
Primeiro-ministro, por indicação de Bernardino Machado, torna-se quase plenipotenciário, ao acumular as pastas ministeriais mais relevantes. Por renúncia do Presidente da República, assume, em concomitância a chefia das Forças Armadas (31 de Maio de 1926). É afastado do poder duas semanas mais tarde.
Feroz opositor da autocracia de Carmona e Salazar, conspira em, pelo menos, duas tentativas inssureccionistas (1946 e 1947).
Como derradeiro gesto político, subscreve o
«Programa para a Democratização da República» (1961).

 

Cabral, Francisco Alberto da Costa (1880-1946). Professor de liceu. Neto de A. B. Da Costa Cabral. Militante democrático.Governador civil de Évora e da Guarda em 1913. Director-geral do ensino primário e, depois, do ensino secundário.  Ministro da instrução pública do governo de Maia Pinto, de 5 de Novembro a 16 de Dezembro de 1921. Ministro do trabalho no governo de Domingos Pereira, de 1 de Agosto a 17 de Dezembro de 1925. Autor de D. João II e a Renascença Portuguesa, 1914, e de Liberais e Absolutistas, 1932.

 

 

Cabreira, Tomás António da Guarda (1865-1918) Professor da Escola Politécnica e da Faculdade de Ciências de Lisboa. Capitão de engenharia. Republicano desde 1881 e maçon desde 1893, desempenhando altas funções no Grande Oriente Lusitano. Vereador republicano em Lisboa, em 1908. Membro do partido democrático. Ministro das finanças do governo de Bernardino Machado, de 9 de Fevereiro a 23 de Junho de 1914. Autor de O Problema Financeiros e a sua Solução, Lisboa, 1912; O Problema Bancário Português, Lisboa, 1915; O Problema Tributário Português, Lisboa, 1916. Ver António Cabreira, Tomaz Cabreira Através da Vida e Através da Morte, Coimbra, Imprensa da Universidade, 1920.

 

 

Camacho Rodrigues, Inocêncio (1867-1943). Professor da Faculdade de Ciências. Irmão de Manuel Brito Camacho. Membro do directório do partido republicano em 1910. Secretário-geral do ministério das finanças quando José Relvas entrou para o governo provisório em 12 de Outubro de 1910. Governador do Banco de Portugal. Deputado à constituinte de 1911. Ministro das finanças no governo de António Granjo(1920)

 

 

Camacho, Manuel Brito 1862-1934 Médico. Propagandista republicano. Funda o jornal A Lucta em 1 de Maio de 1906. Assume-se como um aristocrata da República e tenta dar ao respectivo jornal o estilo d’ O Repórter de Carlos Lobo d’Ávila e Oliveira Martins. Integrado numa teia de relações familiares com outros hierarcas republicanos. É irmão de Inocêncio Camacho, cunhado de José Barbosa e genro de Jacinto Nunes, influente republicano de Grândola, tendo o apoio de Aresta Branco, influente republicano em Beja. Passava os dias numa tertúlia da farmácia Durão. Era um hiper-crítico, manipulador da ironia. Jesus Pabón chama-lhe um dissidente perpétuo e A. Cabral diz que se mostrou sempre tão azedo que há quem diga que nas suas veias gira vinagre puro em vez de sangue. Ministro do fomento do governo provisório, de 22 de Novembro de 1910 a 4 de Setembro de 1911. Funda o partido unionista. Apoia os inícios do movimento dezembrista que visa derrubar o governo de Afonso Costa em 1917, mas retira-se do processo nas vésperas do movimento. Alto-comissário em Moçambique 1921-1923. Acaba por apoiar de forma efémera António Maria da Silva, contra a posição asumida pelos antigos correlegionários. Nos anos trinta, chega a proclamar: não me quiseram a mim, agora têm-no a ele, numa referência a Salazar. Ver Matias Ferreira de Mira e Aquilino Ribeiro, Brito Camacho [1942], Lisboa, Bertrand, 1948.

 

 

Càmara, Manuel de Sousa da (n. 1877)
Professor de Agronomia.
Ministro da agricultura de 24 de Maio a 30 de Agosto de 1921.

 

Cameira Coelho e Sousa, Eurico Máximo (1883-1936) Oficial da administração militar. Monárquico, adere ao sidonismo. Do Partido Republicano Presidencialista e da União Liberal Republicana. Ministro do trabalho de 7 a 28 de Janeiro de 1919.

 

 

Camoesas, João José da Conceição (n. 1887)
Médico.
Ministro da Instrução Pública, no governo de António Maria da Silva, de 9 de Janeiro a 15 de Novembro de 1923.
Comete notável façanha de prolixidade verbal ao discursar durante 14 horas no parlamento, a 16 de Julho de 1925.
Volta à mesma pasta no governo de Domingos Pereira, de 1 de Agosto a 17 de Dezembro de 1925.
Deportado em 1932 para Angola, passa, depois, para o exílio nos Estados Unidos da América, onde voltou a exercer clínica.

 

Campos, Ezequiel de  (1874-1965) Engenheiro pela Politécnica do Porto. Professor do Instituto Superior do Comércio e da Faculdade de Engenharia do Porto. Começa a carreira profissional como engenheiro de obras públicas em S. Tomé, de 1899 a 1911. Deputado à Constituinte de 1911.  Ministro da agricultura no governo de José Domingues dos Santos, de 22 de Novembro de 1924 a 15 de Fevereiro de 1925. Era a novidade na equipa deste governo do cartel das esquerdas à portuguesa, trazendo Sarmento Pimental como chefe de gabinete. Assim, em 17 de Janeiro chega a apresentar uma proposta de lei de organização rural. Se A Batalha a considera como burguesa e comedida, ela sofre ataques de Nemo em A Época. Nela se previa o parcelamento das grandes propriedades agrícolas do Centro e do Sul, visando a constituição, em regime de propriedade privada, de unidades familiares. Em 4 de Fevereiro, no Senado, Ezequiel afirma que o problema de irrigação no Alentejo podia resolver-se com 250 000 libras tanto quanto custava sustentar meia dúzia de revolucionários civis, numa referência aos subsídios oficiais aos revoltosos do 5 de Outubro. Profundo crítico do controlo estadual das subsistências, já em 26 de Setembro de 1923, escrevia n’ O Primeiro de Janeiro: o governo pôs tabelas a tudo; andou a farejar os negócios ilícitos; proibiu o jogo; e fez o pão político. Mas a vida teimou em encarecer, a libra a subir em escudos, e a gente em concorrer às festas e romarias, como nunca. Depois do 28 de Maio, foi nomeado ministro da agricultura e interino do comércio em 3 de Junho de 1926, mas nunca tomou posse. Colaborador da Seara Nova, vincula-se ao salazarismo, sendo o precursor do lançamento das barragens hidro-eléctricas.  Procurador à Câmara Corporativa logo em 1935. Ver João Conde Veiga, Ezequiel de Campos. O Homem e a Obra, Porto, 1993.

 

& Bibliografia:

[1911] Projecto de Lei da Utilização de Terrenos Incultos

[1913] A Conservação da Riqueza Nacional  [Porto]

[1915] A Grei

[1918] A Evolução e a Revolução Agrária

[1923] A Crise Portuguesa. Subsídios para a Política de Reorganização Nacional [Com Quirino de Jesus]

[1922, 1928] Lázaro (Porto, 2 vols.)

[1924] Política (Porto, Maranus)

[1925] Proposta de Lei de Organização Rural

[1930] Prólogo à Organização do Trabalho Português

[1931] Para a Ressurreição de Lázaro

[1940] O Enquadramento Geo-Económico da População Portuguesa Através dos Séculos ( Lisboa, Edição da Revista Ocidente, 1943, 2ª ed. ampliada e revista. Começou por ser memória apresentada ao Congresso do Mundo Português, na secção sobre Ciências da População, realizada na Porto. Publicado na revista Ocidente entre 1941 e 1943).

 

 

Campos, Ezequiel de (1874-1965)
Engenheiro.
Professor do Instituto Superior do Comércio e da Faculdade de Engenharia do Porto.
Ministro da Agricultura, no governo de José Domingues dos Santos, de 22 de Novembro de 1924 a 15 de Fevereiro de 1925.
Depois do 28 de Maio, é nomeado Ministro da Agricultura e interino do Comércio, em 3 de Junho de 1926, mas nunca chega a tomar posse.
Colaborador da revista
«Seara Nova».
Alinha com o salazarismo, sendo o precursor do lançamento das barragens hidro-eléctricas.

 

Cardoso, Alfredo Ernesto de Sá  (1864-1950) Militar de carreira. Participa na campanha da Lunda, em Angola. Funda com Afonso Pala, Helder Ribeiro e Américo Olavo a loja Jovens Turcos da República. Revolucionário do 5 de Outubro. É então membro do comité militar para a implantação da república, juntamente com Helder Ribeiro e Aragão e Melo, grupo que entra em desinteligências com Machado Santos e não desempenha papel liderante no 5 de Outubro de 1910. Chefe de gabinete do ministro da guerra Correia Barreto. Deputado em 1913, 1915, 1919 e 1922. Chefe da revolta militar de 14 de Maio de 1915 contra Pimenta de Castro. Governador civil do Funchal (1917). Deputado, defende a participação de Portugal na Grande Guerra. Abandona a presidência do parlamento e vai combater em França. Opõe-se militarmente ao golpe de Sidónio Pais. Presidente do ministério de 29 de Junho de 1919 a 21 de Janeiro de 1920, acumulando a pasta do interior. Alvarista, é um dos fundadores dos reconstituintes, alinha com os nacionalistas e adere à dissidência da Aliança Republicana. Ministro do interior no governo de Álvaro de Castro, de 18 de Dezembro de 1923 a 6 de Julho de 1924. Desterrado para Cabo Verde e Açores, depois do 28 de Maio, regressa em 1934, quando passa à reserva por ter atingido o limite de idade. Ainda participa na formação da Aliança Republicana.

 

 

Cardoso, Artur Alberto Camacho Lopes  Ministro da justiça no governo de Sá Cardoso, de 29 de Junho de 1919 a 21 de Janeiro de 1920; ocupa a mesma pasta de 19 de Junho a 20 de Novembro de 1920, no governo de António Granjo; de 20 a 30 de Novembro de 1920, no governo de Álvaro de Castro; de 30 de Novembro de 1920 a 2 de Março de 1921, no governo de Liberato Pinto; de 2 de Março de 1921 a 23 de Maio de 1921, no governo de Bernardino Machado; e no governo nacionalista de Ginestal Machado, de 15 de Novembro a 18 de Dezembro de 1923.

 

 

Carmona, António Óscar de Fragoso (1869-1951).  Ministro da guerra no governo nacionalista de Ginestal Machado, de 15 de Novembro a 17 de Dezembro de 1923. Ministro dos negócios estrangeiros de 3 de Junho a 6 de Julho de 1926. Presidente do ministério e ministro da guerra  de 9 de Julho a 29 de Novembro de 1926, data em que passou a exercer as funções de Presidente da República interinamente. Presidente da República eleito em 1928 e até 1951. Morre em 18 de Abril de 1951.

 

 

Carvalho, Antão Fernandes de. Ministro da agricultura de 19 de Outubro a 5 de Novembro de 1921, no governo outubrista de Manuel Maria Coelho; a mesma pasta no governo de Maia Pinto, de 5 de Novembro a 16 de Dezembro de 1921.

 

 

Carvalho, António Germano Ribeiro de (1889-1967) Militar da Flandres. Maçon. Amigo de António Sérgio e de Raul Proença. Ministro da guerra no governo de Álvaro de Castro, de 18 de Dezembro de 1923 a 26 de Fevereiro de 1924, sendo afecto aos seareiros do gabinete (António Sérgio na instrução e Azevedo Gomes na agricultura). Apesar de convidado por Gomes da Costa, recusa ser ministro depois do 28 de Maio de 1926. Preso em 1930, evade-se e exila-se em Espanha. É demitido do Exército em 1931. Regressado em 1933, é novamente preso. Parte para o exílio mais uma vez, estacionando em Rabat, com Sarmento Beires. Volta a regressar a Portugal em 1939, sendo condenado a pena suspensa. Recusa a amnistia de 1950. Reintegrado no Exército em 1960. Morre louco.

 

 

 

Carvalho, António Pires de. Ministro do comércio e comunicações de 19 de Outubro a 5 de Novembro de 1921, no governo de Manuel Maria Coelho.

 

 

Carvalho, João Manuel de (1866-1946) Oficial da armada. Revolucionário do 5 de Outubro. Adido militar em Londres de 1914 a 1920, militante democrático e íntimo de Manuel Teixeira Gomes. Ministro da marinha nos governos de Maia Pinto (de 5 de Novembro de 1921 a 16 de Dezembro de 1921) e de Cunha Leal (de 16 de Dezembro de 1921 a 6 de Fevereiro de 1922). Lidera golpe revolucionário radical em 10 de Dezembro de 1923, durante o governo nacionalista de Ginestal Machado, ao que parece inspirado pelo próprio presidente da república, Manuel Teixeira Gomes. Participa activamente na revolta de Fevereiro de 1927.

 

 

Carvalho, Luís Augusto Pinto Mesquita de (n. 1868) Político republicano, ligado a António José de Almeida. Advogado e notário, especialista em direito da família. Genro de Guerra Junqueiro. Sucessivamente evolucionista e liberal. Ministro da justiça no ministério da União Sagrada, presidido por António José de Almeida, de 16 de Março de 1916 a 25 de Abril de 1917, como evolucionista. Ministro da justiça de 21 de Janeiro de 1920 a 8 de Março de 1920, no governo de Domingos Pereira.

 

 

Castro Silva Antunes, João do Canto e (1862-1934) Almirante. Governador ultramarino, dos distritos de Lourenço Marques, Moçâmedes e Ilha do Príncipe. Convicto monárquico. Ministro da marinha de Sidónio Pais. Eleito presidente da república em 16 de Dezembro de 1918. Até 5 de Outubro de 1919. 1Maurício de Oliveira, O Drama de Canto e Castro. Um Monárquico Presidente da República, Lisboa, Editora Marítima Colonial, 1944.

 

 

Castro, Alberto Osório de (1868-1946) Maçon desde 1892. Magistrado, botânico e poeta, autor de O Sinal da Sombra, 1923. Dirigente da Federação Nacional Republicana, ligado a Machado Santos, assume-se como sidonista. Assume a pasta da justiça de 15 de Maio a 8 de Outubro de 1918.

 

 

Castro, Álvaro Xavier de (1878-1928) Oficial do exército. Jurista. Frequenta a faculdade de direito de Coimbra de 1903 a 1908 e conclui o curso da velha Escola Colonial em 1911. Filho de José de Castro, grão-mestre adjunto da maçonaria e presidente do ministério. Líder da Jovem Turquia. Membro da junta que derrubou Pimenta de Castro. Foi várias vezes ministro. Ministro da justiça do governo de Afonso Costa, de 9 de Janeiro de 1913 a 9 de Fevereiro de 1914. Ministro das finanças  de Vítor Hugo Azevedo Coutinho, de 12 de Dezembro de 1914 a 24 de Janeiro de 1915. Governador de Moçambique de 1915 a 1918. Ministro das colónias no governo de Sá Cardoso, de 3 a 21 de Janeiro de 1920. Presidente do ministério e ministro do interior de 20 a 30 de Novembro de 1920. Funda neste ano de 1920 o Núcleo de Acção de Reconstrução Nacional, uma dissidência a partir dos democráticos. Ministro da guerra de 30 de Novembro a 23 de Maio de 1921. Novamente Presidente do ministério de 18 de Dezembro de 1923 a 6 de Julho de 1924 (acumulou as colónias de 18 a 28 de Dezembro e as finanças de 28 de Dezembro de 1923 a 6 de Julho de 1924). Leader dos liberais, passou depois a chefe da Acção Republicana, em 1923, sempre em aliança com Alfredo Ernesto Sá Cardoso.

 

 

Castro, António Joaquim Oliveira e. Ministro da justiça de 26 de Junho a 19 de Julho de 1920, no governo de António Maria da Silva.

 

 

Castro, Joaquim Basílio Cerveira e Sousa Albuquerque e  Coronel de engenharia. Ministro das colónias de 29 de Janeiro a 16 de Junho de 1912, no governo de Augusto de Vasconcelos, substituindo Freitas Ribeiro. Ministro das colónias do governo de Duarte Leite, de 6 de Junho de 1912 a 9 de Janeiro de 1913. Ministro da guerra  de Vítor Hugo Azevedo Coutinho, de 12 de Dezembro de 1914 a 24 de Janeiro de 1915.

 

 

Castro, Joaquim Pereira Pimenta de (1846-1918) Oficial do exército. Republicano de antes de 1910. Matemático. Publica em 1884 um estudo sobre leis eleitorais, editando um projecto sobre a matéria em 1890. Assume-se como simpatizante dos evolucionistas, sendo até amigo pessoal de Manuel de Arriaga. Ministro da guerra de João Chagas, de 4 de Setembro a 8 de Outubro de 1911. É então o mais antigo general português em exercício. Adversário frontal do grupo dos jovens turcos. Goza da simpatia de Machado Santos. Tem como chefe de gabinete o tenente-coronel Gomes Teixeira e logo se incompatibiliza com dois colegas ministros, Duarte Leite e Sidónio Pais, a quem chama duas sábias nulidades. Será substituído em 8 de Outubro, acusado de falta de zelo na defesa da República contra a incursão de Paiva Couceiro. Chagas temia, sobretudo, a intervenção espanhola. Chefe do movimento das espadas de Janeiro de 1915. Acede então a Presidente do Ministério (de 25 de Janeiro a 14 de Maio de 1915), com o apoio do presidente Manuel de Arriaga. Era o mais antigo general do exército português. Conforme Machado Santos, repontão para cima e protector para baixo, era especialmente idolatrado pelos sargentos.

 

Bibliografia

[1884]

A Mais Racional e a Mais Prática Solução do Problema Eleitoral

 

 

[1890]

Projecto de Lei Aplicável a Todas as Nações

 

Obra traduzida e editada em várias línguas.

[1915]

O Ditador e Afrontosa Ditadura

 

Weimar, Wagner Humbold, 1915.

 

 

 

Castro, José de  (1868-1929) José Augusto Soares Ribeiro de Castro. Advogado na Guarda. Progressista, abandona o partido em 1881. Maçon desde 1869. Funda em 1882 O Povo Português, o primeiro semanário republicano de província. Depois de 1910 atinge o grau de Grão-mestre adjunto da maçonaria. Pai de Álvaro de Castro. Presidente do  ministério de 17 de Maio a 29 de Novembro de 1915, depois do atentado contra João Chagas, de cujo governo era ministro da instrução (desde 15 de Maio). Acumulou as pastas da guerra (desde 19 de Junho) e da marinha (desde 22 de Julho).

 

 

Castro, Pedro Augusto Pereira de (n. 1867). Magistrado, um dos monárquicos que adere à república, assumindo-se como militante dos democráticos. Governador civil do Porto em 1920 e deputado de 1922 a 1925. Ministro da justiça de 22 de Novembro de 1924 a 15 de Fevereiro de 1925, no governo de José Domingues dos Santos.

 

Gonçalves Cerejeira

Cerejeira, Manuel Gonçalves (1888-1977)
Professor da Faculdade de Letras de Coimbra.
Fundador do
Centro Académico da Democracia Cristã.
Cardeal patriarca de Lisboa (1928-1972).

Autor de:

  • «A Igreja e o Pensamento Contemporâneo» (1925).

 

Cerqueira, António Joaquim Machado do Lago. Ministro do trabalho de 1 de Julho a 1 de Agosto de 1925, no governo de António Maria da Silva.

 

 

Chagas, Artur Octávio Rego. Ministro da instrução de 20 de Julho a 14 de Setembro de 1920, no governo de António Granjo, na qualidade de democrático.

 

 

Chagas, João Pinheiro (1863-1925) Jornalista. Republicano histórico, próximo de Brito Camacho. Em 1890 publica no Porto o jornal A República Portuguesa. Estava preso por crime de imprensa na Relação do Porto quando se deu a revolta do 31 de Janeiro de 1891. Mas será condenado por instigar à mesma. Desterrado para Luanda e Moçâmedes, foge daqui. Volta ao Porto e volta a ser preso em finais de 1892. De novo desterrado para Luanda. Amnistiado pelo governo de Dias Ferreira. Edita no Porto entre 21 de Dezembro de 1893 e 3 de Junho de 1894 o Panfleto. Edita depois A Marselhesa e O País. Inicia-se na maçonaria em 1896. Preso em 28 de Janeiro de 1908. Libertado pelo governo de Ferreira do Amaral, começa a editar, entre 10 de Dezembro de 1908 e 25 de Dezembro de 1910, as Cartas Políticas. Presidente do ministério de 3 de Setembro a 12 de Novembro de 1911, acumula as pastas do interior e dos negócios estrangeiros, esta até 12 de Outubro, onde surge Augusto de Vasconcelos. Tem a oposição do grupo de Afonso Costa. Nomeado chefe do governo em 15 de Maio de 1915. Sofre atentado no Entrocamento, sendo substituído por José de Castro. Retoma o lugar de ministro de Portugal em Paris em 10 de Setembro de 1915.

 

 

Chaves, Francisco da Cunha Rego (1881-1941) Oficial do exército, professor liceal e da Escola de Guerra. Sucessivamente, democrático e reconstituinte. Ministro das finanças no governo de Sá Cardoso, de 29 de Junho de 1919 a 3 de Janeiro de 1920. Ministro das colónias no governo de Cunha Leal, de 16 de Dezembro de 1921 a 6 de Fevereiro de 1922. Várias vezes deputado, é Alto-Comissário em Angola em 1925-1926.

 

 

Christo Filho, Francisco Manuel Homem  (1892-1926) Jornalista. Colabora com o pai e a irmã Carolina na feitura de O Povo de Aveiro. Começa como anarquista, participando activamente na greve académica de 1907. Adere às ideias integralistas e torna-se fascista. Acaba amigo de Mussolini, falecendo em Itália num desastre de viação. Funda em 1914 a revista Ideia Nacional, inspirada na homóloga italiana, dirigida por Corradini. Sídónio Pais nomeia-o director dos serviços de informação de Portugal em Paris. Aí escreve Mussolino. Bâtisseur de l’Avenir. Regressa a Portugal depois do 28 de Maio de 1926, oferecendo os seus serviços a Gomes da Costa. Funda então o jornal A Informação. Volta ao exílio depois da queda de Gomes da Costa, tentando promover um Congresso Pan-Latino das Nações do Ocidente. Morre tragicamente em plena agitação organizacional.

 

 

Christo, Francisco Manuel Homem  (1860-1943) Francisco Manuel Homem Christo. Fundador do semanário O Povo de Aveiro, em 1882, demite-se então do exército. Fez parte do directório do Partido Republicano. Colaborou na revolta do 31 de Janeiro de 1891, sendo, então, preso. Opositor de Afonso Costa. Pede a demissão do exército em 1909 e exila-se em Paris. Violento polemista na linha de José Agostinho de Macedo, demolidor da política dos afonsistas, acaba por elogiar Carmona e o Secretariado da Propaganda Nacional. Em 1906 edita Pro Patria, obra de reflexão sobre a paz e a guerra e o militarismo, onde advoga a introdução em Portugal do modelo suíço de serviço militar. Escreve também Banditismo Político, considerado a Torre do Tombo da patifaria nacional.

[1906] Pro Patria

Banditismo Político

Notas da Minha Vida e do meu Tempo

 

 

Cid, José de Matos Sobral (1877-1941) Professor de Medicina em Coimbra, de 1902 a 1911, e, depois, em Lisboa. Director do Manicómio Miguel Bombrada, de 1923 até à data da morte. Ministro da instrução pública do governo de Bernardino Machado, de 9 de Fevereiro a 12 de Dezembro de 1914, na qualidade de independente. Começa a sua vida política como deputado regenerador, chegando a governador civil de Coimbra em 1903-1904.

 

 

Cid, José do Vale Matos (1871-1945) Advogado em Viseu e Lisboa. Amigo pessoal de Brito Camacho, é sucessivamente unionista, liberal e nacionalista. Ministro da justiça de 23 de Maio a 30 de Agosto de 1921, no governo de Tomé de Barros Queirós.

 

 

Coelho, Alfredo Baptista (1865-1952) Oficial do exército, destaca-se como governador de Moçambique em 1915. Começa a vida política na monarquia, como deputado progressista. Ministro das colónias de Tamagnini Barbosa de 23 de Dezembro de 1918 a 27 de Janeiro de 1919.

 

 

Coelho, Manuel Maria (1857-1943). Oficial do exército. Revolucionário do 31 de Janeiro de 1891 (o tenente Coelho). Autor, juntamente com João Chagas de História da Revolta do Porto (ver Lisboa, Assírio & Alvim, 1978). Inicia-se na maçonaria em 1910. Governador de Angola. Presidente do primeiro ministério outubrista de 19 de Outubro a 5 de Novembro de 1921, acumulando a pasta do interior.

 

 

Coimbra, Leonardo José (1883-1936) Filósofo. Lidera a greves dos estudantes republicanos do Porto em 1907. Funda com Jaime Cortesão e Jaime Pinto, em 1908, o grupo alfabetizador, Os Amigos do ABC. Professor de liceu no Porto em 1911-1913 e 1914-1918. Maçon e membro do partido democrático, é administrador do concelho da Maia em 1911. Funda a Renascença Portuguesa com Pascoaes. Entra em polémica com António Sérgio. É discípulo de Bergson. Ministro da instrução pública do governo de Domingos Pereira, de 30 de Março a 30 de Junho de 1919. Rejeitado num concurso para professor da Faculdade de Letras de Lisboa em 1921, onde apresenta o livro Criacionismo Ministro da instrução pública no governo de António Maria da Silva, de 30 de Novembro de 1922 a 9 de Janeiro de 1923. Obrigado a demitir-se pela ala jacobina dos democráticos, quando tenta restaurar o ensino religioso. Professor da Faculdade de Letras do Porto desde 1921, cria um importante grupo de discípulos, donde se destacam José Marinho, Sant’anna Dionísio, Álvaro Ribeiro, Delfim Santos e, de certa maneira, José Régio e Casais Monteiro. Adere em 1925 à Esquerda Democrática. Converte-se ao catolicismo em 24 de Dezembro de 1935, mas morre pouco tempo depois num acidente de viação (2 de Janeiro de 1936). Considerando que a sociedade portuguesa não era dominada pelo catolicismo, mas por um cepticismo superficial, estéril e esterilizador, Leonardo tentou, sem êxito, lançar as sementes para um renovação espiritual democrática. Em 1926 atacava a escorregadia tendência dum regresso a formas dogmáticas de imposição pela violência, criticando o facto da democracia não ser assumida como uma actividade espiritual e como uma instituição, mas antes como um estado e como um método. Dois anos depois, defende a democracia como o império racional e consentido da lei, em vez do domínio violento e irracional de qualquer caprichoso imperialismo individual ou de grupo, e como o governo da maioria por intermédio dos seus representantes directamente escolhidos, onde a pedra angular é o valor social da maioria. Moncada chama-lhe uma espécie de Junqueiro da filosofia. Autor de O Pensamento Criacionista, 1915; A Alegria, a Dor e a Graça, 1916; A Luta pela Imortalidade, 1918; A Razão Experimental, 1923; O Problema da Educação, 1926; A Filosofia de Bergson, 1934; A Rússia de Hoje e o Homem de Sempre, 1935. Ver: Patrício, Manuel Ferreira, A Pedagogia de Leonardo Coimbra. Teoria e Prática, Porto, Porto Editora, 1991.

 

 

Collaço, João Maria Telo de Magalhães (1893-1931) Professor de direito em Coimbra. Renovador do ensino do direito administrativo. Acusado de monárquico, chega a ser demitido em 1919, juntamente com Salazar, Fezas Vital e Carneiro Pacheco. Analisando a revolução de 1820, considera que "a liberdade não desabrochava contra o regimen, nem contra o rei (...) ella ia apenas iluminar o quadro das nossas instituições antigas, e consumir a lembrança dos opressivos governadores do reino". Ela não era uma revolução contra o rei, era "uma restituição aos vassalos, uma restauração apenas". Ensaio sobre a inconstitucionalidade das leis no direito português, Coimbra, França & Arménio Editores, 1915

 

 

Cordeiro, Adriano Xavier (n. 1880).  Advogado, senador monárquico em 1918.

 

 

Correia, F. G. Velhinho Francisco Gonçalves Velhinho Correia. Democrático. Ministro do comércio de 26 de Junho a 19 de Julho de 1920, no governo de António Granjo. Ministro das finanças do governo de António Maria da Silva, de 13 de Agosto a 15 de Novembro de 1923.

 

 

Correia, Francisco António (1877-1938) Membro da Liga de Acção Nacional. Ministro dos negócios estrangeiros de 26 de Junho a 19 de Julho de 1920, no governo de António Maria da Silva. Ministro das finanças de 19 de Outubro a 5 de Novembro de 1921, no governo outubrista de Manuel Maria Coelho. Autor de O Problema Comercial, 1920. Ver Armando Gonçalves Pereira, O Elogio Histórioco do prof. Francisco António Correia, in Economia e Finanças, nº 17, 1949, pp. 259-272.

 

 

Correia, Francisco Gonçalves Velhinho.
Democrático.
Ministro do Comércio, de 19 de Julho a 20 de Novembro de 1911, no governo de António Granjo.
Ministro das Finanças, no governo de António Maria da Silva, de 7 de Dezembro de 1922 a 15 de Novembro de 1923.

 

Corte Real, Luís Alberto Homem da Cunha (1854-1927) Oficial do exército, republicano histórico. Ministro da guerra de Tamagnini Barbosa de 23 de Dezembro de 1918 a 7 de Janeiro de 1919.

 

 

Cortesão, Jaime Zuzarte (1884-1960). Médico e historiador. Republicano, militante do partido democrático e maçon, desde 1912. Propõe em 1911 a criação de uma maçonaria de intelectuais e artistas. Deputado democrático desde 1915, lidera a revolta contra Afonso Costa em Maio de 1917, dentro do partido democrático, quando estava mobilizado em França. Para aí partiu como voluntário, sendo ferido e combate e recebendo a Cruz de Guerra. Director da Biblioteca Nacional de 1919 a 1927. Um dos chefes da revolução de Fevereiro de 1927 contra a Ditadura Nacional. Depois de um longo exílio, em Espanha e em França, onde juntamente com Jaime de Morais, funda o grupo dito dos Budas, regressa a Portugal em 1940, sendo preso e expulso do país. Passa, então, para o Brasil, onde vai consagrar-se como historiador. Regressa definitivamente apenas em 1958. Juntamente com Mário de Azevedo Gomes e António Sérgio, lidera o Directório Democrático-Social. Eleito em 1958 Presidente da Sociedade Portuguesa de Escritores. Apoia a candidatura de Delgado em 1958, considerando viver sob um governo autoritário, que vive à custa do silêncio dos adversários e nega os direitos do cidadão, pelo que pode impor-se num país de escravos, nunca a um povo que teve de lutar com extremos de bravura para fundar a sua independência e expandir-se no mundo. Nada de um português do velho ecrne pode perdoar do que reduzirem-nos à condição de menor. É deste fundo de oito séculos de Nação que os portugueses aclama o candidato independente. E por uma razão apenas: porque ele lhes prometeu, por forma heróica, as liberdades a que tem direio. Os verdadeiros nacionalistas são os partidários do general Humberto Delgado. Volta novamente a ser preso.

Os Factores Democráticos na Formação de Portugal

1929) (cfr. nova ed. com pref. de Vitorino Magalhães Godinho, Lisboa, Livros Horizonte, 1964).

Geografia e Economia da Restauração

1940.

Raposo Tavares e a Formação Territorial do Brasil

Rio de Janeiro, MEC, 1958.

Os Descobrimentos Portugueses

1960-1962.

O Humanismo Universalista dos Portugueses

Portugália Editora, 1965.

 

 

Costa Jr., José Feliciano da
Ministro do Trabalho (11 de Dezembro de 1917 a 15 de Maio de 1918).

 

Costa Júnior, José António da Ministro do trabalho de 26 de Junho a 19 de Julho de 1920, no governo de António Maria da Silva.

 

 

Costa, Abel Fontoura da Ministro da agricultura no governo de António Maria da Silva, de 9 de Janeiro a 13 de Agosto de 1923. Da marinha, no mesmo governo, de 13 de Agosto a 15 de Novembro de 1923

 

 

Costa, Afonso Augusto da (1871-1937) Deputado republicano durante a monarquia em 1899, 1906-1907, 1908 e 1910. Um dos três deputados da peste, eleito em 1899. Agride Sampaio Bruno em 1902. Iniciado na maçonaria em 1905. Preso em 1908.  Ministro da justiça do governo provisório de 5 de Outubro de 1910 a 4 de Setembro de 1911. Anuncia novo programa político do partido republicano em 29 de Agosto de 1911, considerado omo o partido único da República. Presidente do ministério de 9 de Janeiro de 1913 a 9 de Fevereiro de 1914 (acumula as finanças). O primeiro governo partidário da República, integrado por democráticos e pelos independentes agrupados, então liderados por António Maria da Silva. Afonso Costa chega a convidar Marnoco e Sousa. Chama-lhe, então, o João Franco da República. Tem como deputados, o irmão Artur Costa e o cunhado José de Abreu. Alia-se no governo à família Rodrigues, com Rodrigo a ministro e Daniel como governador civil de Lisboa, a dupla que fomenta a formiga branca. Como líder dos democráticos, vence as eleições parlamentares parcelares de 16 de Novembro de 1913. Em 2 de Março de 1914 assume o exercício efectivo das funções de professor e director da Faculdade de Direito e Estudos Sociais de Lisboa, até finais de Janeiro de 1915, quando pede licença. Apenas regressa em Novembro de 1915. Em Junho de 1914 desafia António José de Almeida para um duelo. Comanda nos bastidores a revolta militar contra Pimenta de Castro. Vence as eleições parlamentares de 13 de Junho de 1915, com 69%. Mas não assume a chefia do governo porque em 3 de Julho sofre um acidente de viação, fracturando a cabeça. Entretanto, toma posse de um lugar de professor do Instituto Superior do Comércio no dia 1 de Novembro de 1915. De 2 a 14 de Novembro desse ano vai à Suíça. Volta à presidência do ministério de 29 de Novembro de 1915 a 15 de Março de 1916, acumulando as finanças, num governo monopartidário, mas considerando-se um governo nacional, declarando pretender abster-se de praticar a chamada política partidária. Ministro das finanças no ministério da União Sagrada, presidido por António José de Almeida, de 15 de Março de 1916 a 25 de Abril de 1917. Volta à presidência do ministério de 25 de Abril a 10 de Dezembro de 1917, acumulando as finanças. Governo exclusivamente constituído por democráticos, mas com o apoio parlamentar dos evolucionistas. Sofre contestação de vários deputados democráticos em Maio de 1917, quando é acusado de falso radical, mas vence o congresso de 3 de Julho seguinte, tendo com rival Norton de Matos. Perante estas contestações e face à revolta dos abastecimentos, chega mesmo a invocar o marxismo em 14 de Julho, quando declara que devem ser todos pela luta de classes, no sentido marxista da palavra... De 8 a 25 de Outubro, visita as tropas na Flandres, acompanhado por Bernardino Machado. Preso no Porto, no dia 8 de Dezembro de 1917, por ocasião do golpe de Sidónio Pais. Em 12 de Março de 1919 passa a chefiar a delegação portuguesa à Conferência de paz de Versalhes, substituindo Egas Moniz. Representante português na primeira assembleia da Sociedade das Nações. Recusa formar governo em 1922. Apoia a eleição de Manuel Teixeira Gomes em 1923. Recusa formar governo no final desse ano, por falta de apoio dos nacionalistas. Apoia o governo de Álvaro de Castro, de Dezembro de 1923 a Julho de 1924. Recusa formar governo em Julho de 1924. Guerra Junqueiro diz que ele é o tipo de bicho de escritório que julga tudo segundo a papelada e mete a vida viva dentro de articulados… é um ciclone e um cronómetro. Segundo João Chagas, a sua obra política é sempre dirigida contra alguma coisa ou contra alguém. Para Machado Santos, o mais audaz, o mais inepto e o mais imoral de todos os tiranos. Segundo Raul Brandão, faltou-lhe sempre a visão arquitectónica … a compreensão de um plano de conjunto.

·A Egreja e a Questão Social

Coimbra, 1895

·Estudos de Economia Nacional. O Problema da Emigração

Lisboa, 1911

·Discursos Parlamentares 1914-1926

Compilação, prefácio e notas de A. H. De Oliveira Marques, Lisboa, Bertrand, 1977.

·A Verdade sobre Salazar

Paris, 1934. Série de entrevistas concedidas ao jornalista brasileiro José Jobim. O salazarista Henrique Cabrita responde com Esta é a verdade sobre Salazar.

4Marques, A. H. Oliveira, Afonso Costa, Lisboa, Livraria Arcádia, 1972. ¾Afonso Costa. Discursos Parlamentares. 1914 - 1926, Amadora, Livraria Bertrand, 1977. Um Diário Íntimo de Afonso Costa, in Históriam nº 24, Outubro de 1980, pp. 28-40. 4Serrão, Joel, dir., Dicionário de História de Portugal, Lisboa, Iniciativas Editoriais, 1978, II, pp. 207-208.

 

 

Costa, Francisco José Fernandes (1867-1925). Professor do liceu. Membro do partido evolucionista. Ministro da marinha no governo de Duarte Leite, de 16 de Junho de 1912 a 9 de Janeiro de 1913. Ocupa a mesma pasta de 15 de Maio a 19 de Junho de 1915, depois da queda de Pimenta de Castro, no governo de João Chagas. Ministro do fomento no governo da União Sagrada, de 17 de Março a 25 de Abril de 1917. Nomeado Presidente do Ministério em 15 de Janeiro de 1920, não chegou a tomar posse. Ministro do comércio do governo liberal de Tomé de Barros Queirós, de 10 a 30 de Agosto de 1921. Ministro do comércio de 30 de Agosto a 12 de Outubro de 1921, no governo de António Granjo.

 

 

Costa, Francisco José Fernandes (1867-1925). Professor do liceu. Membro do partido evolucionista. Ministro da marinha no governo de Duarte Leite, de 16 de Junho de 1912 a 9 de Janeiro de 1913. Ocupa a mesma pasta de 15 de Maio a 19 de Junho de 1915, depois da queda de Pimenta de Castro, no governo de João Chagas. Ministro do fomento no governo da União Sagrada, de 17 de Março a 25 de Abril de 1917. Nomeado Presidente do Ministério em 15 de Janeiro de 1920, não chegou a tomar posse. Ministro do comércio do governo liberal de Tomé de Barros Queirós, de 10 a 30 de Agosto de 1921. Ministro do comércio de 30 de Agosto a 12 de Outubro de 1921, no governo de António Granjo.

 

 

Costa, Francisco Manuel Couceiro da. Unionista. Juiz da Relação de Lisboa. Ministro da justiça e cultos do governo de José Relvas, de 27 de Janeiro a 30 de Março de 1919.

 

 

Costa, Jorge Couceiro da (1858-1937) Secretário de Estado da justiça de Sidónio Pais, de 8 de Outubro a 23 de Dezembro de 1918. Magistrado. Autor de Reminiscências Judiciais.

 

 

Costa, José Feliciano. Ministro do trabalho de Sidónio Pais, desde 12 de Dezembro de 1917.

 

 

Costa, Manuel de Oliveira Gomes da (1863-1929). Comandante do Corpo Expedicionário Português. Ligado ao partido radical. Chefe do movimento do 28 de Maio. Ministro (desde 1 de Junho) e presidente do ministério (de 17 de Junho a 9 de Julho) em 1926. Exilado nos Açores, depois da ascensão ao poder de Carmona.

 

 

Couceiro, Henrique Mitchell de Paiva (1861-1944) Africanista, acompanhou António Enes. Apoiante de João Franco. Governador de Angola de Junho de 1907 a Junho de 1909. Pacificador do Cuamato e dos Dembos. Organizador de incursões monárquicas depois de instaurada a república, ficou conhecido como o paladino. Exilado pelo salazarismo, depois de criticar publicamente a política colonial. Autor de dois importantes estudos coloniais: Angola. Estudo Administrativo. 1898, publicado em 1899; Angola. Dois Anos de Governo, Lisboa, Gama, 1948, com prefácio de Norton de Matos Dos seus escritos de combate político, ressalta A Democracia Nacional, edição do autor, Coimbra, 1917, onde mantém íntegra a perspectiva liberal e representativa, sem cedência aos princípios propagandísticos do Integralismo.

 

 

Coutinho Fragoso Sequeira, João António de Azevedo (1865-1944) Militar, companheiro de Mouzinho de Albuquerque. Ministro da marinha e do ultramar no governo de Sebastião Teles, entre 11 de Abril e 14 de Maio de 1909. Ministro da marinha e do ultramar no governo de Veiga Beirão, entre 22 de Dezembro de 1909 e 26 de Junho de 1910. Toma parte na revolta monárquica de 1919. Chefe da Causa Monárquica e lugar-tenente de D. Manuel II no exílio, não apoia D. Duarte Nuno.

 

 

Coutinho, Adolfo Augusto de Oliveira Juiz. Ministro da justiça no governo de Vitorino Guimarães, de 15 de Fevereiro a 1 de Julho de 1925.

 

 

Coutinho, Carlos Viegas Gago (1869-1959) Oficial da aramada. Geógrafo. Inventor do sextante. Célebre  pela Travessia Aérea do Atlântico Sul em 1922, feita em conjunto com Sacadura Cabral. Inventor do sextante. Passa à reserva em 1934. Promovido a Almirante em 1958.

 

 

Coutinho, Vítor Hugo de Azevedo (1871-1955) Oficial da marinha. Professor da Universidade de Coimbra e da Escola Naval. Membro do partido democrático. Presidente do ministério de 12 de Dezembro de 1914 a 25 de Janeiro de 1915. Chamam a esse governo os miseráveis de Vítor Hugo. Ministro da marinha do governo de Afonso Costa de 29 de Novembro de 1915 a 15 de Março de 1916. Ministro da marinha no ministério da União Sagrada, presidido por António José de Almeida, de 15 de Março de 1916 a 25 de Abril de 1917 e no de António Maria da Silva, de 6 de Fevereiro de 1922 a 6 de Julho de 1923, tendo patrocinado a viagem de Gago Coutinho e Sacadura Cabral.. Alto-comissário em Moçambique em 1923.

 

 

Cunha, Silvério Ribeiro da Rocha e. Ministro da marinha no governo de Sá Cardoso, de 30 de Junho de 1919 a 21 de Janeiro de 1920

 

 

Curson, António Augusto. Ministro do comércio de 12 a 19 de Outubro de 1921.

 

 

 

Curto, A. S. Ramada (1886-1961) Amílcar da Silva Ramada Curto. Advogado. Dramaturgo. Propagandista republicano. Ministro das finanças do governo de Domingos Pereira, de 30 de Março a 30 de Junho de 1919. Ministro do trabalho de 21 de Janeiro a 8 de Março de 1920, no governo de Domingos Pereira. Deputado. Eleito em 1922 pelos democráticos, passa para o Partido Socialista. Colabora, nos primeiros tempos do regime, com o salazarismo, concordando com a auto-dissolução do PS e elaborando um projecto de Carta do Trabalho. Conhecido pela frequência das tertúlias político-literárias de Lisboa, fica célebre pelos seus ditos. Num deles, proclama que a verdadeira vocação do português é socializar os prejuízos e individualizar os lucros.

 

© José Adelino Maltez. Todos os direitos reservados. Cópias autorizadas, desde que indicada a proveniência: Página profissional de José Adelino Maltez ( http://maltez.info). Última revisão em: 20-12-2003