Respublica     Repertório Português de Ciência Política         Edição electrónica 2004


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Políticos Portugueses da I República (1910-1926)
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Machado, António Ginestal 1874-1940 Professor de liceu. Formado em direito. Começa como companheiro político de Álvaro de Castro. Como membro do partido nacionalista, é ministro da instrução pública de 24 de Maio a 19 de Outubro de 1921, no governo de António Granjo. Presidente do ministério de 15 de Novembro a 17 de Dezembro de 1923, acumulando a pasta do interior. Depois de 1926, reitor do liceu de Santarém, dedicando-se à música. Foi delegado do governo junto da CP.

 

 

Machado Guimarães, Bernardino Luís 1851-1944 Consideravam-no o homem mais delicado de Portugal. Mas Guerra Junqueiro diz que ele não é de ferro, mas de borracha: pode passar-lhe um cilindro de estrada por cima que ele levanta-se logo, todo lépido, a tirar o chapéu. Vai ser um lírio que dará cicuta. Lente de Coimbra. Criador de uma cadeira de Antropologia em 1885. Deputado regenerador entre 1882 e 1884 (eleito em Novembro de 1882, sob um governo de Fontes). Par do reino desde 1890. Eleito em 1894 para do reino pelos estabelecimentos científicos. Ministro das obras públicas, comércio e indústria de Hintze de 23 de Fevereiro a 20 de Dezembro de 1893, sendo substituído por Carlos Lobo de Ávila. Preside a comício republicano em 7 de Março de 1898. Adere ao partido republicano em 23 de Julho de 1903. Ministro dos negócios estrangeiros do governo provisório de 5 de Outubro de 1910 a 4 de Setembro de 1911. Presidente do Ministério e ministro do interior de 9 de Fevereiro a 12 de Dezembro de 1914. Constitui governo em 1914. Presidente da república em 1915-1917  (eleito em 6 de Agosto de 1915; posse em 5 de Outubro de 1915 até 8 de Dezembro de 1917) e em 1925-1926 (de 11 de Dezembro de 1925 a 31 de Maio de 1926). Presidente do ministério de 2 de Março a 23 de Maio de 1921, acumulando o interior e a agricultura (nesta pasta de 2 de Março a 4 de Maio e de 19 a 23 de Maio). Regressa do exílio em 1940. Bernardino Machado publica uma crítica em O Acto Colonial da Ditadura, onde considera que há dois nacionalismos diametralmente opostos, um liberal, democrático, pacífico, outro reccionário, despótico, militarista. Salienta que o diploma o brandão inendiário dum ukase colonialista, invocando a circunstância da República ter continuado a política dos liberais monárquicos. Proclama que a nacionalização das colónias só se faz pela íntima cooperação com a metrópole, e não é para ditaduras; que o problema colonia consiste, como todo o problema social, numa questão de liberdade. Reconhece que a alma da nação é indivisível e que Portugal entrou na guerra por causa das colónias.

·Da Monarquia para a República (1883-1905)

Coimbra, 1912

·O Acto Colonial da Ditadura

1931

 

 

Machado, Fernando Pais Teles D’utra  (1882-1949) Militar e político. Durante a I República aparece sucessivamente como militante do Partido Democrático e depois de 1926 da União Liberal Republicana. Governador de Angola depois de Norton de Matos, de 1914 a 1916. Condecorado na Grande Guerra. Ministro das colónias de 8 de Março a 26 de Junho de 1920. Assume um activo reviralhismo a partir da publicação do Acto Colonial em 1930.Um dos organizadores da revolta de 1931, contra a Ditadura Nacional. Preso, demitido do Exército e deportado para Timor donde se evade, logo em 1932, participando na guerra civil de Espanha. Companheiro de Agatão Lança e Sarmento Beires. Em 1939 é entregue pelos franquistas a Salazar. Preso em Angra do Heroísmo, acaba por ser amnistiado em 1940.

 

 

Macieira Júnior, António Caetano (1875-1918) Advogado. Maçon, militante dos democráticos. Ministro da justiça do governo de Augusto de Vasconcelos, de 12 de Novembro de 1911 a 16 de Junho de 1912. Ministro dos negócios estrangeiros do governo de Afonso Costa, de 9 de Janeiro de 1913 a 9 de Fevereiro de 1914. Presidente da Câmara dos Deputados de Maio a Dezembro de 1917. Cunhado de Egas Moniz. Faleceu num acidente de viação.

 

 

Magalhães, João Evangelista Pinto de (1858-1939) Oficial do exército. Maçon desde 1893. Alinha na dissidência do grémio Luso-Escocês de 1914. Ministro da guerra de 14 de Novembro a 16 de Dezembro de 1921, no governo outubrista de Maia Pinto. Aceita a dissolução das maçonarias em 1935, quandoera soberano grande comendador da dissidência.

 

 

Magalhães, José Alfredo Alfredo  (1870-1957). Médico pelo Porto. Professor de Medicina. Licenciado com uma tese sobre Os Milagres de Lourdes como Terapêutica Psicológica. Redactor do jornal O Rebate. Sucede a Duarte Leite na direcção do jornal republicano do Porto, Pátria. Deputado em 1911. Alto comissário em Moçambique (1911-1913). Numa conferência realizada em Lisboa afirma que as colónias  estavam entregues nas mãos de homens incompetentes e gatunos. Incompatibiliza-se com os democráticos. Ministro da instrução de Sidónio Pais e Tamagnini Barbosa, de 12 de Dezembro de 1917 a 27 de Janeiro de 1919. Volta à mesma pasta com a Ditadura Nacional entre 22 de Novembro de 1926 e 18 de Abril de 1928. Reitor da Universidade do Porto em 1926. Presidente da câmara municipal do Porto em 1933-1937. Funda no Porto a Maternidade Júlio Dinis.

 

 

Magalhães, João Maria Vilhena Barbosa de  (1878-1959) Começa politicamente como dissidente progressista, companheiro de José Maria de Alpoim, na zona de Aveiro. Deputado em 1911 pelos democráticos. Ministro da justiça  de Vítor Hugo Azevedo Coutinho, de 12 de Dezembro de 1914 a 24 de Janeiro de 1915. Ministro da instrução pública  no governo de Afonso Costa, de 25 de Abril a 8 de Dezembro de 1917. Ministro dos negócios estrangeiros no governo de António Maria da Silva, de 7 de Fevereiro a 30 de Novembro de 1922. Professor da Academia Internacional de Haia em 1928. Aceita ser presidenet da comissão de reforma do código de processo civil em 1935. Aposentado compulsivamente em 1941. Apoia a candidatura de Humberto Delgado

 

 

Maia, Ângelo de Sá Couto da Cunha Sampaio (n. 1886) Advogado. Evolucionista e liberal passa para a Acção Republicana em 1924. Governador civil de Aveiro em 1919.. Ministro do trabalho no governo de Vitorino Guimarães, de 15 de Fevereiro a 1 de Julho de 1925.

 

 

Maia, José Carlos da (1878-1921) Revolucionário do 5 de Outubro. Maçon desde 1907. Sidonista. Ministro da marinha de Sidónio Pais, de 9 de Março a 7 de Setembro de 1919 (formalmente secretário de Estado desde 15 de Maio). Ministro das colónias no governo de José Relvas, de 26 de Janeiro a 21 de Março de 1919. Assassinado em 19 de Outubro de 1921, na Noite Sangrenta, juntamente com Machado Santos.

 

 

Martins, Germano Lopes (1871-1950) Advogado, militante republicano desde 1890. Secretário-geral e director-geral no ministério da justiça de 1911 a 1935. Ministro do Interior no governo de António Maria da Silva, de 1 de Julho a 1 de Agosto de 1925. Aposentado compulsivamente em 1935.

 

 

Martins Júnior, João Lopes da Silva (1866-1945) Médico e oficial do exército. Militante democrático. Ministro da instrução pública do governo de José de Castro, de 17 de Maio a 29 de Novembro de 1915. Director da Faculdade de Medicina do Porto em 1922-1923, é reitor da universidade em 1927-1928.

 

 

Martins, Joaquim Pedro (1875-1939) Professor de direito. Doutorado em 1901 é professor em Coimbra de 1902 a 1915, quando passa para a escola de Lisboa. Vice-Reitor da Universidade de Lisboa em 1927-1928 e depois director da Faculdade de Direito de Lisboa, desde 1929. Irmão de Júlio Martins, começa politicamente no partido progressista, alinhando na dissidência de Alpoim. Adere à República, militando nos evolucionistas. Ministro da instrução pública no ministério da União Sagrada, presidido por António José de Almeida, de 16 de Março de 1916 a 25 de Abril de 1917. Ministro dos negócios estrangeiros no governo de Vitorino Guimarães, de 15 de Fevereiro a 1 de Julho de 1925, enquanto membro da Acção Republicana. Ministro de Portugal junto da Santa Sé de 1919 a 1924. Autor de A Doutrina da Soberania Popular segundo as Cortes de 1641 e os teóricos da Restauração, Lisboa, 1937.

 

 

Martins, Júlio Augusto do Patrocínio (1878-1922) Natural de Soure. Irmão de Joaquim Pedro Martins. Médico. Republicano histórico, milita no evolucionismo, mas em 1919, não adere aos liberais, fundando o grupo parlamentar popular. Várias vezes deputado. Ministro do comércio no governo de José Relvas, de 25 de Fevereiro a 30 de Março de 1919, na qualidade de evolucionista. Ministro do comércio do governo de Domingos Pereira, de 30 de Março a 29 de Junho de 1919, na qualidade de evolucionista. Em Outubro de 1919, juntamente com o ex-centrista Cunha Leal, constitui o Grupo Parlamentar Popular. Ministro da marinha de 20 de Novembro a 30 de Novembro de 1921 no governo de Álvaro de Castro, na qualidade de popular. A mesma pasta de 30 de Novembro de 1920 a 4 de Fevereiro de 1921, no governo de Liberato Pinto, na qualidade de popular. Ministro da instrução pública de 2 de Março de 1921 a 23 de Maio de 1921, no governo de Bernardino Machado, na qualidade de popular (ajuda a vencer golpe promovido pela GNR). Opõe-se ao governo de António Granjo, de 30 de Agosto a 19 de Outubro de 1921. Apoia os governos outubristas de António Maria Coelho e Maia Pinto.

 

 

Martins, Mariano (n. 1880) Oficial da marinha. Deputado. Governador de São Tomé de 1911 a 1913. Governador civil de Vila Real em 1913-1914 e de Lisboa, em 1915. Ministro da agricultura no governo de Cunha Leal, de 16 de Dezembro de 1921 a 6 de Fevereiro de 1922, na qualidade de democrático. Ministro das colónias de 28 de Dezembro de 1923 a 6 de Julho de 1924, no governo de Álvaro de Castro. Governador da Índia em 1925-1926, adere ao Estado Novo.

 

 

Mascarenhas, José Esteves da Conceição (1881-1955) Oficial do exército, atinge o generalato em 1940. Militante democrático. Por duas vezes ministro da guerra na I República: no governo de Domingos Pereira, de 30 de Outubro a 17 de Dezembro de 1925; e no de António Maria da Silva, entre 17 de Dezembro de 1925 a 30 de Maio de 1926. Assume-se como independente.  É derrubado pelo golpe de 28 de Maio de 1926, ele que tinha sido aliciado para a conspiração por Gomes da Costa, mas que recebera deste a promessa de não ser desencadeado o movimento, e que até aceita integrar o último governo da I República com a condição de reintegrar os punidos pelo 18 de Abril de 1925.

 

 

Matos, José Maria Mendes Ribeiro Norton de (1867-1955). Oficial de infantaria. Cursa matemática em Coimbra em 1884-1888. Nesta data entra para o exército, onde se destaca como especialista em geodesia e topografia. Trabalha em Goa de 1898 a 1908. Professor do Instituto Superior Técnico desde 1910. Governador-geral de Angola de 1912 a 1915, período em que funda no Huambo a cidade de Nova Lisboa. É então membro do partido demeocrático, depois de ter sido simpatizante do franquismo. Um dos organizadores da junta revolucionária que deruba Pimenta de Castro em 14 de Maio de 1915. Ministro das colónias do governo de José de Castro, de 19 de Junho a 22 de Julho de 1915. Ministro da guerra do mesmo governo desde essa data a 29 de Novembro de 1915. Ministro da guerra no governo de Afonso Costa de 29 de Novembro de 1915 a 15 de Março de 1916. Ministro da guerra no ministério da União Sagrada, presidido por António José de Almeida, de 16 de Março de 1916 a 25 de Abril de 1917. Ministro da guerra no governo de Afonso Costa, de 25 de Abril a 10 de Dezembro de 1917. Organiza o Corpo Expedicionário Português, sendo o principal responsável pelo chamado milagre de Tancos. Com o sidonismo, exila-se em Londres, juntamente com Leote do Rego. Participa na Conferência de Paz de Paris em 1919. Alto comissário em Angola, a partir de 1920. Embaixador em Londres de 1924 a 1926. Deportado para Ponta Delgada de 1927 a 1929. Grão-mestre da maçonaria do Grande Oriente Lusitano (1932-1935). Fundador em 1931 da Aliança Republicana e Socialista. Demitido de professor em 1935. Presidente do MUNAF em 1943. Lidera a tentativa de golpe de Estado em 1945. Candidato pela oposição democrática à presidência da república (1949). Apresenta a candidatura em 9 de Julho de 1948 e inicia a campanha em 3 de Janeiro de 1949. anuncia a desistência em 11 de Fevereiro. Ainda participa na campanha eleitoral da oposição em 1953. Autor de Memórias e Trabalhos da Minha Vida, Lisboa, 1944-1945.

 

 

Medeiros, Manuel Goulart de (1861-1947)  Oficial do exército. Republicano desde 1882, milita nos unionistas, sendo deputado e maçon desde 1911. Alto dirigente do Grande Oriente Lusitano a partir de 1913. Ministro da instrução pública do governo de Pimenta de Castro, de 28 de Janeiro a 15 de Maio de 1915.

 

 

Melo, Martinho Nobre de (1891-1985). Professor de direito em Lisboa. Ministro da justiça de 7 de Março a 15 de Maio de 1918 e dos negócios estrangeiros de 6 a 9 de Julho de 1926. Inspirador dos decretos de 11 e 30 de Março de 1918, bases do sidonismo (decreto eleitoral e de modificação da Constituição de 1911 no sentido presidencialista). Dirigente da Cruzada Nuno Álvares. Embaixador no Brasil, nomeado em Abril de 1932. Director do Diário Popular de 1958 a 1974.

 

 

Mendonça, Álvaro César de (1875-1959) Oficial do exército. Ministro da guerra do sidonismo de 8 de Outubro a 23 de Dezembro de 1918. De simpatias monárquicas, assume as suas convicções na plenitude, aderindo à revolta de Monsanto de Janeiro de 1919. Aparece como senador em 1925

 

 

Meneses, Afonso Augusto Falcão Cota de. Bourbon e (n. 1890) Jornalista republicano. Coordena a edição de o Diário de João Chagas. Chega a interrogar-se interroga-se mesmo: Como vai ser a República? Não se sabe. O que é preciso é fazê-la.

 

 

Meneses, João Catanho de (1868-1918) Jornalista. Tinha sido deputado progressista pela Madeira, de 1890 a 1907, quando abandona o partido. Deputado às Constituintes. Machado Santos chama-lhe proletário diplomado, pelos inflamados discursos com que arengava às massas. Ministro da justiça do governo de José de Castro, de 19 de Junho a 29 de Novembro de 1915, na qualidade de independente. Ministro da justiça no governo de Afonso Costa de 29 de Novembro de 1915 a 15 de Março de 1916. Ministro da justiça no governo de António Maria da Silva, de 6 de Fevereiro a 7 de Dezembro de 1922. Convidado a formar governo em Novembro de 1923. Já então era democrático e membro do grupo dos bonzos. Ministro da justiça no governo de Rodrigues Gaspar, de 6 de Julho a 22 de Novembro de 1924. Ministro da justiça no governo de António Maria da Silva, entre 17 de Dezembro de 1925 e 30 de Maio de 1926. Bastonário da Ordem dos Advogados de 1931 a 1942.

 

 

Meneses, João Duarte de (n. 1868) Advogado. Republicano desde 1881 e maçon desde 1892. Deputado republicano em 1906 e 1908. Unionista. Director de A Lucta. Director-geral da instrução secundária em 1910- 1911. Ministro da marinha de João Chagas, de 4 de Setembro a 3 de Novembro de 1911.

 

 

Merêa, Manuel Paulo 1889-1977 Transferido para a Faculdade de Direito de Lisboa no ano lectivo de 1924-1925.  Autor de uma das mais veementes críticas ao positivismo no plano jurídico, quando jovem estudante de direito, logo em 1910, numa conferência intitulada Idealismo e Direito, apenas publicada em 1913, que aparece como reacção contra o discurso positivista de Manuel de Arriaga, no acto da sua tomada de posse como reitor da Universidade de Coimbra. Aí Merêa vem proclamar a necessidade de uma filosofia crítica, anti-intelectualista, pluralista e emeinentemente humana.

·«Idealismo e Direito»

[1ª ed., 1911], in Boletim da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, vol. XLIX, pp. 285-327, Coimbra, FDUC, 1973.

·Introdução ao Problema do Feudalismo em Portugal

Coimbra, 1912.

·«Apontamentos para a História das Nossas Doutrinas Políticas. Desenvolvimento da ideia de Soberania Popular nos Séculos XVI e XVII»

In Revista da Universidade de Coimbra, vol. IV, Coimbra, 1915.

·«A Ideia da Origem Popular do Poder nos Escritores Portugueses Anteriores à Restauração»

In Revista da Universidade de Coimbra, vol. II; in Estudos de História do Direito, pp. 229 segs..

·«Suárez Jurista. O Problema da Origem do Poder Civil»

Separata da Revista da Universidade de Coimbra, Coimbra, 1917.

·«As Teorias Políticas Medievais no Tratado da Virtuosa Benfeitoria»

In Revista de História, ano VIII, nº 29, 1919; in Estudos de História do Direito, Coimbra, Coimbra Editora, 1923.

·O Poder Real e as Cortes

Coimbra, Coimbra Editora, 1923.

·«A Ideia da Origem Popular do Poder nos Escritores Portugueses Anteriores à Restauração»

In Estudos de História do Direito, Coimbra, Coimbra Editora, 1923.

·«O Liberalismo de Herculano»

In Biblos, XVII, tomo II, Coimbra, 1940.

·«Escolástica e Jusnaturalismo. O Problema da Origem do Poder Civil em Suárez e Pufendorf»

In Boletim da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, Coimbra, 1943.

·Suarez, Grócio, Hobbes

Coimbra, Livraria Arménio Amado, 1941.

 

4Maltez, José Adelino, «Os Principais Jushistoriadores Portugueses», in História do Direito Português. Elementos Auxiliares, Lisboa, Associação Académica da Faculdade de Direito de Lisboa, 1984, pp. 43 segs..

 

 

Mimoso, António Nogueira. Ministro da guerra no governo de Vitorino Guimarães, de 23 de Abril a 1 de Julho de 1925.

 

 

Moniz, António Caetano de Abreu Freire Egas (1874-1955). Médico por Coimbra desde 1898, Prémio Nobel da Medicina em 1949. A dissertação de 1902, A Vida Sexual, tem cerca de duas dezenas de edições até 1932, apesar de só poder ser vendida por receita médica. Catedrático desde 1902, transita para a Faculdade de Medicina de Lisboa, em 1911, como professor de Neurologia. Começa como miltante do partido progressista, sendo deputado por Estarreja em 1900. Alinha em 1905 com a dissidência de José Maria Alpoim. Um dos adesivos ao regime republicano. Deputado desde 1911. Fundador do Partido Centrista, anunciado em 18 de Outubro de 1917. Responsável pela pasta dos negócios estrangeiros, com Sidónio Pais, de 8 de Outubro a 23 de Dezembro de 1918. Ministro dos negócios estrangeiros de Tamagnini Barbosa de 23 de Dezembro de 1918 a 27 de Janeiro de 1919. Ministro dos negócios estrangeiros do governo de José Relvas, em 26  e 27 de Janeiro de 1919. Participa nas primeiras sessões da Conferência de Paz de Versalhes. A partir de 1920 dedica-se inteiramente à investigação científica, inventando a angiografia em 1926 e o processo da leucotomia que lhe dá o Prémio Nobel em 1949. Jubilado em 1935. Assume-se como um dos principais oposicionistas face ao regime salazarista. Chega a ser proposto pelo Partido Republicano e pelo Partido Socialista para candidato à presidência em 1951. Em 1953 prefacia a obra de Norton de Matos, A Nação Una, onde dois anteriores adversários políticos se irmanam na defesa do património ultramarino português. Autor de Um Ano de Politica, Rio de Janeiro, 1920, e de Confidências de um Investigador Científico, Lisboa, 1949.

 

 

Monteiro, Alves Ministro da justiça no governo de Domingos Pereira, de 1 de Agosto a 17 de Dezembro de 1925.

 

 

Monteiro, Augusto Casimiro Lopes (1861-1958) Juiz. Oriundo dos regeneradores, adere aos democráticos. Ministro da justiça no governo de António Maria da Silva, de 1 de Julho a 17 de Dezembro de 1925.

 

 

Monteiro, Eduardo Augusto de Sousa (n. 1864) Magistrado. Ministro da justiça de 22 de Julho a 12 de Dezembro de 1914.

 

 

Monteiro, Henrique Sátiro Lopes Pires (1882-1958) Oficial do exército. Democrático, reconstituinte e accionista. Governador civil do Porto em 1919. Ministro do comércio e comunicações de 6 de Julho a 22 de Novembro de 1924, no governo de Rodrigues Gaspar,

 

 

Monteiro, José Jerónimo Rodrigues (1855-1931) Engenheiro militar, começa como regenerador antes de 1910. Ministro dos negócios estrangeiros de 4 de Fevereiro a 10 de Março de 1915. Ministro das finanças desde  6 de Março a 15 de Maio de 1915.

 

 

Monteiro, Manuel. Joaquim Rodrigues (1879-1952) Bacharel em direito. Arqueólogo e etnógrafo. Historiador da arte românica em Portugal. Republicano antes de 1910, é maçon e membro da Carbonária e do partido democrático. Governador civil de Braga depois de 1910. Ministro da justiça do governo de Bernardino Machado, de 9 de Fevereiro a 23 de Junho de 1914. Presidente da Câmara dos Deputados em 1915. Preside à reunião da Mitra. É demitido de juiz do Supremo Tribunal Administrativo por Pimenta de Castro. Ministro do fomento do governo de João Chagas/ José de Castro, de 15 de Maio a 29 de Novembro de 1915. Ministro da justiça em 1917. Presidente do tribunal misto de Alexandria em 1925.

 

 

Morais, Jaime Alberto de Castro (1882-1973) Médico e oficial da Armada. Revolucionário do 5 de Outubro de 1910. Participa nas campanhas de pacificação da Guiné e de Angola. Governador da Índia entre 1919 e 1925. Defensor da republica no combate de Chaves em 1919. Um dos líderes do golpe de 3 de Fevereiro de 1927, no Porto, vai passar o resto dos dias em contantes actividades reviralhistas. Em 1928 é deportado para S. Tomé e demitido da Armada. Foge para França. Cria em Madrid, com Jaime Cortesão e Moura Pinto, o grupo dos Budas. Participa na criação da Frente Popular Portuguesa. Amnistiado em 1950. Vive no Brasil, onde se dedica a actividades comerciais.

 

 

Morais, Tito Augusto de (1880-1963). Oficial da armada. Unionista e liberal. Ministro da marinha do governo de José Relvas, de 26 de Janeiro a 30 de Março de 1919. Governador da Índia em 1926.

 

 

Moreira, Guilherme Alves 1861-1922 Professor de direito. Tem como alunos Paulo Merêa e Luís Cabral de Moncada. Marcado por um juridicismo tecnicista e dono de uma engenharia conceitual que lançou a semente de uma maior autonomia da ciência do direito face ao ecletismo predominante. A partir de então, os progressos técnico do direito serão inequívocos, embora a secura valorativa venha a ser a outra face da moeda. Um dos introdutores em Portugal tanto da Escola Histórica de Savigny como da pandectística germânica. Influência marcante no campo do direito civil, principalmente a partir da sua obra Instituições de Direito Civil Português, Coimbra, 1907, com a qual se inicia um movimento de adesão à jurisprudência dos conceitos, num longo processo de maturação doutoral que há-se conduzir ao Código Civil de 1966. Ministro da justiça do governo de Pimenta de Castro ( 25 de Janeiro a 14 de Maio de 1915). Afecto aos democráticos até então, embarca na aventura do governo saído do Movimento das Espadas. Ambiciona, então, formar um partido republicano conservador.

 

 

Mota, Amílcar de Castro Abreu e (1864-1949) Engenheiro militar. Dezembrista. Ministro da guerra de 15 de Maio a 8 de Outubro de 1918. Adere ao Estado Novo, destacando-se como chefe da casa militar do presidente Carmona, de 1935 a 1949.

 

Nota: Investigação biográfica em curso. © José Adelino Maltez. Todos os direitos reservados. Cópias autorizadas, desde que indicada a proveniência: Página profissional de José Adelino Maltez ( http://maltez.info). Última revisão em: 20-12-2003