Respublica     Repertório Português de Ciência Política         Edição electrónica 2004


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Políticos Portugueses da I República (1910-1926)
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Faro, José Dionísio Carneiro de Sousa e. Ministro da marinha de Tamagnini Barbosa de 23 de Dezembro de 1918 a 27 de Janeiro de 1919.

 

 

Fernandes, António Miguel de Sousa Agricultor alentejano, unionista. Financia o movimento conspiratório dos unionistas em 1917, visando o derrube do governo de Afonso Costa que dá origem ao dezembrismo de Sidónio Pais. O movimento na fase final deixou de ter o apoio de Brito Camacho, dadas as pressões de Augusto Vasconcelos, regressado de Madrid. Um dos descendentes deste líder republicano é o Professor Doutor Rosado Fernandes, antigo reitor da Universidade de Lisboa, presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal e deputado europeu pelo Partido Popular.

 

 

Fernandes, Aquiles Gonçalves (188o-1915) Avogado em Lisboa. Democrático. Ministro do fomento do governo de Bernardino Machado, de 9 de Fevereiro a 23 de Junho de 1914.

 

 

Fernandes, Francisco Joaquim  Ministro da justiça de Tamagnini Barbosa de 7 a 27 de Janeiro de 1919.

 

 

Fernandes, Tomás Ministro das colónias, de 5 de Novembro a 16 de Dezembro de 1921, no governo outubrista de Maia Pinto.

 

 

Ferrão, António Abranches Ministro da justiça e cultos no governo de Cunha Leal, de 16 de Dezembro de 1921 a 6 de Fevereiro de 1922. Ministro da justiça no governo de António Maria da Silva, de 7 de Dezembro de 1922 a 15 de Novembro de 1923. Ministro da instrução no governo de Rodrigues Gaspar, de 6 de Julho a 22 de Novembro de 1924. Pai do advogado Fernando Abranches Ferrão.

 

 

Ferreira, António Aurélio da Costa (1879-1922) Médico, naturalista e professor de liceu, fundador da Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia. Maçon, alinha com o partido evolucionista de António José de Almeida. É o primeiro provedor da assistência pública, em 1911-1912. Ministro do fomento do governo de Duarte Leite, de 16 de Junho de 1912 a 9 de Janeiro de 1913. Tem, então, como chefe de gabinete, Alfredo Pimenta. Ver Henrique de Vilhena, Em Memória de António Aurélio da Costa Ferreira, Lisboa, 1940.

 

 

Ferreira, António Bernardino (1876-1941) Secretário de Estado do interior do sidonismo de 8 de Outubro a 23 de Dezembro de 1918. Oficial do exército, destacou-se como ajudante de João de Almeida em Angola. Militante dos unionistas, torna-se comandante da polícia de Lisboa com o sidonismo, período em que também foi chefe dos serviços de subsistências, antes de aceder ao governo.

 

 

Ferreira, António Vicente (1874-1953) Oficial de engenharia militar. Professor no Instituto Superior Técnico. Membro do partido unionista, foi depois apoiante do salazarismo. Maçon desde 1911, terá traído a ordem, quando forneceu ao salazarismo, elementos para a respectiva extinção em 1935. Ministro das finanças do governo de Duarte Leite, de 16 de Junho de 1912 a 9 de Janeiro de 1913. Ministro das finanças de 30 de Agosto a 19 de Outubro de 1921, no governo de António Granjo. Ministro das colónias no governo nacionalista de Ginestal Machado, de 15 de Novembro a 18 de Dezembro de 1923. Com o regime do 28 de Maio, assume as funções de Alto Comissário em Angola, de 16 de Setembro de 1926 a 2 de Novembro de 1928. É também Vice-Presidente do Conselho do Império, entre 1946 e 1953, acumulando com o cargo de Procurador à Câmara Corporativa, de 1935 a 1953. Tem, então, ligações com o grupo de Marcello Caetano.

 

 

Ferreira, David Historiador da I República, destacando-se as suas colaborações no Dicionário de História de Portugal, dirigido por Joel Serrão. Pai do escritor David Mourão Ferreira.

 

 

Figueiredo, Fausto (1880-1950) Farmacêutico e empresário, um dos introdutores do turismo em Portugal. Começando como franquista, passa-se para os democráticos e será um dos apoiantes do salazarismo. É maçon desde 1913. Responsável pela electrificação da linha de Cascais em 1926, introduz na zona os jogos de casino, em 1927.

 

 

Figueiredo, Fidelino de (1889-1967). Deputado sidonista. Director da Biblioteca nacional.

 

 

Fonseca, Alberto Dinis da (1884-1962) Advogado. Militante do Centro Católico, é deputado em 1918 e 1925.

 

 

Fonseca, António Joaquim Ferreira da  (1887-1937) Advogado. Militante democrático, passa, depois, a alvarista. Ministro das finanças de 21 de Janeiro a 8 de Março de 1920, no governo de Domingos Pereira, na qualidade de democrático. Ministro do comércio de 20 a 30 de Novembro de 1920, no governo de Álvaro de Castro, na qualidade de reconstituinte. Ministro do comércio de 30 de Novembro de 1920 a a 2 de Março de 1921, no governo de Liberato Pinto, na qualidade de reconstituinte; a mesma pasta, de 2 de Março a 23 de Maio de 1921, no governo de Bernardino Machado, na qualidade de reconstituinte. Ministro do comércio no governo de Álvaro de Castro, de 18 de Dezembro de 1923 a 23 de Fevereiro de 1924 (substituído por Nuno Simões). Ministro de Portugal em Paris desde esta data até 1926. Destaca-se também como director da Junta de Crédito Público e presidente do Tribunal de Contas, cargo em que se manteve durante o salazarismo, até à data da morte.

 

 

Fonseca, Joaquim Roque da (n. 1891). Economista, dirigente da Associação Comercial de Lisboa e fundador da União dos Interesses Económicos.

 

 

Fonseca, José Tomás da (1877-1968) Escritor, de marca anarquista. Antigo seminarista, é deputado em 1911. Maçon desde 1906 e militante democrático, assume a chefia do gabinete de Teófilo Braga em 1910-1911.

 

 

Freire, Anselmo Braamcamp (1849-1921)
Historiador. Par do reino em 1886, adere aos republicanos em 1907. Sobrinho de Anselmo José Braamcamp, funda o Archivo Historico Portuguez, em 1903, destacando-se como autor dos Brasões da Sala de Cintra, em três volumes, publicados em 1899, 1901 e 1905. Já como republicano, é vice-presidente da câmara municipal de Lisboa em 1908, assumindo a respectiva presidência em 1910. Aparece como presidente da Assembleia Nacional Constituinte em 1911 e, depois, como presidente do Senado..

 

 

Freiria, Fernando Augusto (1877-1955). Oficial do exército. Ministro da guerra no governo de Cunha Leal, de 16 de Dezembro de 1921 a 6 de Fevereiro de 1922. Ministro da guerra no governo de António Maria da Silva, de 7 de Dezembro de 1922 a 21 de Julho de 1923. Destaca-se como chefe do estado maior de Gomes da Costa, no Corpo Expedicionário Português e, depois como director-geral dos transportes. Opondo-se ao movimento do 28 de Maio, aparece, logo em 1927, como comandante operacional da revolta do Porto de 1927 e na revolta da Madeira, de 1931. É deportado para Cabo Verde entre 1931 e 1936. Autor de Os Portugueses na Flandres, 1918.

 

© José Adelino Maltez. Todos os direitos reservados. Cópias autorizadas, desde que indicada a proveniência: Página profissional de José Adelino Maltez ( http://maltez.info). Última revisão em: 20-12-2003