Respublica     Repertório Português de Ciência Política         Edição electrónica 2004


<<||Home|1974-Hoje|1926-1974|1910-1926 
Políticos Portugueses da I República (1910-1926)
A|B|C|D|E|F| G|H|I|J|K|L|M| N|O|P|Q|R|S|T| U|V|W|X|Y|Z

 

Pais, Sidónio Bernardino Cardoso da Silva Militar. Professor da universidade de Coimbra, primeiro, de antropologia e, depois, de matemática. Apoiante de Brito Camacho Ministro do fomento de João Chagas, de 4 de Setembro a 3 de Novembro de 1911. Ministro das finanças do governo de Augusto de Vasconcelos, de 13 de Novembro de 1911 a 16 de Junho de 1912.  Ministro de Portugal em Berlim. Presidente do ministério de 11 de Dezembro de 1917 a 9 de Maio de 1918, data em que tomou posse como presidente da república eleito até Dezembro de 1918, quando foi assassinado. Ver Teófilo Duarte, Sidónio Pais e o seu Consulado, Lisboa, Portugália, 1941.

 

 

Pascoaes, Joaquim Pereira Teixeira de vasconcelos  (1879-1952) Licenciado em direito em 1901. Depois de advogar durante dez anos em Amarante e no Porto, dedica-se à lietaratura e à agricultura no solar de família, em Gatão, nos arredores de Amarante. Funda a revista A Águia em 1911. Criador do saudosismo. Insigne poeta. Manuel Antunes chamou-lhe o nosso único romântico completo. Marcado por um idealismo crítico, onde um fundo agnóstico o leva à procura do Absoluto pelo uso da imaginação e da intuição. Considera a saudade como a síntese de dois contrários que formam o génio português: o princípio naturalista ou ariano e o princípio espiritualista ou semita.

1913

O Génio Português na sua Expressão Filosófica, Poética e Religiosa

 

 

1914

A Era Lusíada

 

 

1914

Verbo Escuro

 

 

1915

Arte de Ser Português

 

 

1919

Os Poetas Lusíadas

 

 

Pato, Álvaro António Bulhão. Ministro das colónias no governo de Rodrigues Gaspar, de 6 de Julho a 22 de Novembro de 1924.

 

 

Pedroso, José António Arantes Ministro da marinha no governo de Afonso Costa, de 25 de Abril a 8 de Dezembro de 1917.

 

 

Pereira, Domingos (n. 1882) Domingos Leite Pereira. Licenciado em Teologia por Coimbra. Formado, depois no Curso Superior de Letras. Propagandista republicano. Jornalista do diário A Pátria, dirigido por Duarte Leite. Presidente da câmara municipal de Braga antes de 1910. Deputado às constituintes. Membro do partido democrático, chega a presidente da Câmara dos Deputados. Ministro da instrução pública no governo de José Relvas de 26 de Janeiro a 30 de Março de 1919. Interino das colónias, desde 21 de Março. Presidente do ministério, acumulando a pasta do interior, por três vezes: de 30 de Março a 29 de Junho de 1919; de 21 de Janeiro a 8 de Março de 1920; e de 1 de Agosto a 17 de Dezembro de 1925. Ministro dos negócios estrangeiros em vários governos: nos de Álvaro de Castro (de 20 a 30 de Novembro de 1920); Liberato Pinto (de 30 de Novembro de 1920 a 2 de Março de 1921); Bernardino Machado (de 2 de Março a 23 de Maio de 1921); António Maria da Silva (de 30 de Novembro de 1922 a 15 de Novembro de 1923); e, de novo, Álvaro de Castro (, de 18 de Dezembro de 1923 a 6 de Julho de 1924). Presidente da companhia de seguros Douro, durante o salazarismo

 

 

Pereira, José Jorge. Ministro das colónias de 15 de Maio a 19 de Junho de 1915.

 

 

Pestana Júnior, Manuel Gregório Membro da Esquerda Democrática. Ministro das finanças no governo de José Domingues dos Santos, de 22 de Novembro de 1924 a 15 de Fevereiro de 1925. Os bonzos acusavam-nos de ter uma educação jesuítica. António Maria da Silva chega mesmo a acusá-lo de ser um bochevista educado pelos jesuítas.

 

 

Pimenta, Adriano Gomes Ferreira.  Ministro do trabalho de 20 a 22 de Novembro de 192o, não chegando a tomar posse.

 

 

Pimentel, João Maria Ferreira Sarmento (1888-1987) Oficial de cavalaria. Participa na greve académica de 1907. Participa na Grande Guerra, combatendo no Sul de Angola e na Flandres. Destaca-se em 1919, quando acaba com a Traulitânia no Porto. Colaborador da revista Seara Nova, aparece como chefe de gabinete do ministro Ezequiel de Campos, em 1925. Participa na revolta de Fevereiro de 1927 e passa para o exílio no Brasil. Autor de Memórias do Capitão, Porto, 1975. Ver Sarmento Pimentel ou uma Geração Traída. Diálogos de Norberto Lopes com o autor de Memórias do Capitão, Lisboa, 1976.

 

 

Pinheiro, João Henriques. Sidonista. Ministro dos abastecimentos no governo de José Relvas, de 26 de Janeiro a 27 de Fevereiro de 1919.

 

 

Pinto, Alberto Moura 1883-1960 Republicano histórico. Maçon desde 1909. Advogado. Membro do partido unionista, colega de Malva do Vale. Administrador do concelho de Arganil. Ministro da justiça de Sidónio Pais, de 12 de Dezembro de 1917 a 7 de Março de 1918. Autor da revisão da Lei da Separação. Depois do 28 de Maio, organiza movimentos contra a Ditadura, juntamente com Jaime Cortesão e Jaime Morais. Amigo de Manuel Azaña. Exilado em França de 1934 a 1939 e depois no Brasil, onde em 1945 forma um Conselho de Unidade Antifascista.

 

 

Pinto, Carlos Henriques da Silva Maia  (1886-1932)  Ministro das colónias do governo outubrista de Manuel Maria Coelho, de 19 de Outubro a 5 de Novembro de 1921. Presidente do ministério no segundo governo outubrista, de 5 de Novembro a 16 de Dezembro de 1921.

 

 

Pinto, Liberato Damião Ribeiro.  Presidente do ministério de 30 de Novembro de 1920 a 2 de Março de 1921. Membro do partido democrático e chefe do estado maior da GNR. Pai de Luís Supico Pinto, alta figura do salazarismo.

 

 

Pinto, Vítor José de Deus Macedo Político da I República, do partido evolucionista.

·Ministro da marinha do governo de Domingos Pereira, de 30 de Março a 30 de Junho de 1919.

·Nomeado ministro da marinha do governo outubrista de Manuel Maria Coelho em 19 de Outubro de 1921, não chega a tomar posse.

 

 

Pitta, Pedro Góis (1891-1974) Advogado. Democrático, reconstituinte e nacionalista. Ministro do comércio e trabalho no governo nacionalista de Ginestal Machado, de 15 de Novembro a 18 de Dezembro de 1923. Dirigente dos nacionalistas, opõe-se à facção de Cunha Leal. Bastonário da Ordem dos Advogados durante o salazarismo, de 1957 a 1968.

 

 

Ponte, José Nunes da (1848-1924) Médico, militante republicano desde 1897. Unionista, governador civil do Porto em 1911 e 1917-1918. Deputado. Ministro do fomento do governo de Pimenta de Castro, de 25 de Janeiro a 14 de Maio de 1915. Depois da morte de Sidónio, é convidado por Canto e Castro para formar governo, mas logo desiste. Na altura, os unionistas aproximam-se de Canto e Castro. A Junta Militar revolucionária em 12 de Janeiro de 1919 também pressiona no sentido de Nunes da Ponte formar governo de transição. Essa tarefa acaba por ser exercida por José Relvas.

 

 

Portela, Agnelo. Ministro da marinha de 28 de Agosto de 1927 a 18 de Abril de 1928.

 

 

Portela, Raul Lelo (1888-1972) Advogado em Lisboa. Maçon desde 1909. Evolucionista, liberal e nacionalista, alinha com a União Liberal Republicana em 1926. Ministro da justiça de 30 de Agosto a 19 de Outubro de 1921.

 

 

Preto, José Ramos (1871-1949) Formado em direito, reitor do liceu de Castelo Branco, onde também chega a governador civil. Militante dos democráticos. Ministro da justiça de 8 de Março a 26 de Junho de 1920. Presidente do ministério de 6 a 26 de Junho de 1920.

 

 

Proença, Raúl (1884-1941) Raul Sangreman Proença. Jornalista. Diplomado pelo Instituto Superior do Comércio. Começa por ser almeidista. Líder do grupo da Biblioteca (foi nomeado em 1911 conservador da Biblioteca Nacional, cargo de que é exonerado em 1927). Participa na Renascença Portuguesa e colabora em A Águia (1910-1917). Um dos fundadores da Seara Nova em 16 de Outubro de 1921. Coordenador dos dois primeiros volumes do Guia de Portugal (1924 e 1927). Participa na revolta de Fevereiro de 1927. Exílio em França. Regressa em 1931. Tenta um republicanismo socialista, crítico do jacobinismo e das teses de Rousseau. Influenciado pelos modelos do radicalismo francês, principalmente por Julien Benda. Um dos primeiros críticos do modelo totalitário do fascismo italiano, utilizando a expressão tutilitarismo que tenta identificar com o nome português integralismo. Considera que o espírito de Rousseau está na base do bolchevismo e do fascismo. Em 1921, no 3º número da Seara Nova de 5 de Novembro, salienta que mais uma vez a mais perigosa das utopias levou este país à epilepsia da desordem. Na mesma revista fala-se numa revolução de gazua, considerando-se que só há uma maneira de tornar respeitada a vontade revolucionária: é fazer revoluções na opinião pública. Em 1925, durante o penúltimo governo da I República, em artigo publicado na Seara Nova, de 15 de Julho de 1925, observa: as câmaras são já como as antecâmaras das casas bancárias, e a política um meio de fazer fortuna. Quem entra na carreira começa por bramar contra a Finança, adere depois ao conservantismo, penitenciando-se das verduras da mocidade, e acaba por se introduzir na gerência dos bancos, como fruto da idade madura. Comentando as últimas eleições do regime, em 15 de Setembro de 1925: parece que o problema capital desta República é agora o aniquilamento absoluto dos pequenos agrupamentos partidários. É este o mot d’ordre olímpico dos bonzos eleitos no último congresso democrático.

·Páginas de Política

(4 vols., 1938, 1939, 1974 e 1975) (cfr. nova ed. dos vols. I e II, Lisboa, Seara Nova, 1972; no vol. I, destaque para «Acerca do Integralismo Lusitano», pp. 29 segs., e «Para um Evangelho duma Acção Idealista no Mundo Real», pp. 111 segs.).

 

Nota: Investigação biográfica em curso. © José Adelino Maltez. Todos os direitos reservados. Cópias autorizadas, desde que indicada a proveniência: Página profissional de José Adelino Maltez ( http://maltez.info). Última revisão em: 20-12-2003