Respublica     Repertório Português de Ciência Política         Edição electrónica 2004


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Políticos Portugueses da I República (1910-1926)
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Lança, Armando Pereira de Castro Agathão (1894-1965) Oficial da Armada. Participa na revolta de 1915. Resiste à revolta de Sidónio Pais, em Dezembro de 1917, no Largo do Rato. Luta contra a revolta monárquica de 1919, destacando-se no combate de Chaves, com Jaime de Morais e Ribeiro de Carvalho. Deputado de 1921 a 1926. Governador civil de Lisboa em Janeiro de 1922, por convite do presidente do ministério Cunha Leal, a quem salvara a vida. Vice-governador do Banco Nacional Ultramarino em 1925-1926. Participa na revolta de Fevereiro de 1927 e conspira com Sarmento Beires. Deportado para Angola e exilado em Paris, até à invasão alemã. Regressa então a Portugal e passa a viver como proprietário e produtor de vinho do Porto em Baião. Camarada de Américo Tomás, foi sempre seu amigo, recebendo deste fortes elogios. Aparece como fundador do MUNAF e do MUD em 1945, chegando, então, a ser preso. Tenta ainda reorganizar o Partido Republicano Português em 1950.

 

 

Leal, Francisco Pinto da Cunha (1888-1970) Começa a vida política como militante do partido centrista de Egas Moniz em 1917. Deputado do parlamento sidonista em 1918. Alinha na conspiração republicana contra Tamagnini Barbosa em 1919. Fundador do grupo popular, com Júlio Martins, assumindo a direcção do jornal O Popular. Como membro dos populares é ministro das finanças dos governos de Álvaro de Castro e Liberato Pinto, de 20 de Novembro de 1920 a 22 de Janeiro de 1921. Chefe do governo de 16 de Dezembro de 1921 a 6 de Fevereiro de 1922, acumulando a pasta do interior. Director de O Século, em 1922-1923. Ministro das finanças no governo nacionalista de Ginestal Machado, de 15 de Novembro a 18 de Dezembro de 1923. Critica a política de Norton de Matos, publicando Calígula em Angola, em 1924. Reitor da Universidade de Coimbra em 1924-1925, é demitido, acusado de ter apoiado o golpe frustrado de 18 de Abril de 1925. Vice-governador do Banco Nacional Ultramarino em 1925. Fundador da União Liberal Republicana em 1926. Nomeado pela Ditadura presidente do Banco de Angola. Em 1930, nesta qualidade, critica frontalmente a política financeira de Salazar. Demitido, será preso em Julho desse ano, acusado de promover um golpe de Estado. Deportado para os Açores, consegue evadir-se para Espanha, regressando ao país em 1932. Aparece a conspirar com Rolão Preto em 1934, sendo novamente preso em 1935. Assume a direcção do jornal A Noite em 1934-1935. Candidato pela oposição em Castelo Branco, em Novembro de 1949. Volta a candidatar.-se em 1935. Em 1961 ainda lança achas para a fogueira da questão colonial, defendendo uma autodeterminação, com brancos e pretos. Autor de As Minhas Memórias, Lisboa, Edição do Autor, 1966.

 

 

Leão, Eusébio (1864-1926) Médico. Maçon desde 1893. Cabe-lhe o papel simbólico de ter lido a proclamação solene da república, da varanda dos paços do concelho de Lisboa em 5 de Outubro de 1910. Unionista. Torna-se ministro plenipotenciário em Roma, de Fevereiro de 1912 a Outubro de 1926, mantendo-se afastado das lutas domésticas.

 

 

Leite Pereira da Silva, Duarte (1864-1950). Lente de matemática. Embaixador no Brasil. Ministro das finanças do governo de João Chagas de 3 de Setembro a 12 de Novembro de 1911. Presidente do ministério de 16 de Junho de 1912 a 9 de Janeiro de 1913 (acumula a pasta do interior). Era um governo pluripartidário. Proposto para a presidência da república pelo partido unionista. Autor de História dos Descobrimentos.

 

 

Leite, Pereira. Comandante. Ministro das colónias no governo de Domingos Pereira, de 1 de Agosto a 30 de Outubro de 1925.

 

 

Lemos, Francisco Correia de (1852-1914) Juiz. Ex-monárquico, maçon e militante democrático. Deputado em 1911. Preside à comissão parlamentar que redigiu a Constituição de 1911. Ministro da justiça do governo de Duarte Leite, de 6 de Junho de 1912 a 9 de Janeiro de 1913.

 

 

Lemos, Manuel Gaspar de (1874-1967) Advogado na Figueira da Foz. Republicano desde 1896 e maçon desde 1909. Chega a Presidente do Senado. Ministro do comércio no governo de António Maria da Silva, de 1 de Julho a 1 de Agosto de 1925. Ministro da agricultura no governo de Domingos Pereira, de 1 de Agosto a 17 de Dezembro de 1925. Ministro do comércio no governo de António Maria da Silva, entre 17 de Dezembro de 1925 a 28 de Maio de 1926.

 

 

Leote, Diogo Tavares de Melo (1849-1920) Juiz. Monárquico, faz parte dos adesivos à república. Milita nas fileiras unionistas. Ministro da justiça de João Chagas, de 4 de Setembro a 3 de Novembro de 1911.

 

 

Lima, Alfredo Augusto Lisboa de (1866-1935). Engenheiro militar, professor na Escola Superior Colonial. Ministro das colónias do governo de Bernardino Machado, de 9 de Fevereiro a 12 de Dezembro de 1914.

 

 

Lima, João Evangelista Campos (1887-1956) Um dos mais consolidados teóricos portugueses do anarquismo. Formado em direito em 1907, é um dos líderes da greve académica. Abraça desde então os ideais anarquistas. Organiza Congresso do Livre pensamento em 1913. Não é então admitido como professor da faculdade de direito de Lisboa em 1914. Recusa ser ministro da justiça em Outubro de 1921. Autor de O Estado e a Evolução do Direito, Lisboa, Livraria Bertrand, 1914, uma dissertação apresentada na então Faculdade de Estudos Sociais e Direito de Lisboa, bem como de O Reino da Traulitânia, um livro de memórias.

 

 

Lima, João Maria de Almeida. (1859-1930).  Militar. Professor de física na Faculdade de Ciências. Ministro do fomento de 23 de Junho a 12 de dezembro de 1914, no governo de Bernardino Machado, na qualidade de independente.

 

 

Lima, João Pedroso de (1858-1938).  Oficial do exército. Monárquico é um dos poucos militares que defende o regime, de armas na mão em 5 de Outubro de 1910, aderindo, depois, à república, onde chega a comandante da GNR e a ministro do interior de 14 a 26 de Junho de 1920.

 

 

Lima, Joaquim do Espírito Santo (1858-1928) Começando como militar, ingressa na carreira diplomática em 1888, chegando a director dos negócios políticos e diplomáticos em 1909 e a chefe de gabinete do ministro dos negócios estrangeiros em 1903. Sidonista, assume a pasta dos negócios estrangeiros de 15 de Maio a 8 de Outubro de 1918.

 

 

Lima, José Caetano Lobo de Ávila da Silva (1885-1956) Professor de direito a partir de 1910, é exonerado em 1913, acusado de ser conspirador monárquico. Maçon desde 1911, torna-se deputado monárquico em 1918. Passa para a Faculdade de Direito de Lisboa em 1919. Membro da direcção do Banco de Portugal.

 

 

Lima, Sebastião de Magalhães (1851-1928). Guerra Junqueiro chamava-lhe o caixeiro viajante da República. Ministro do fomento de 15 a 17 de Maio de 1915, no governo de João Chagas. Ministro da instrução pública desde esta data a 19 de Junho de 1915 no governo de José de Castro. Advogado em 1875-1879, torna-se director de O Século, entre 1881 e 1896, bem como de A vanguarda, de 1898 a 1911. Maçon desde 1874, é Grão Mestre do Grande Oriente Lusitano, a partir de 1907. Ver Raul Brandão, Memórias III, pp. 179 ss.; Álvaro Neves, A Vida de um Apóstolo. S. Magalhães Lima, 2 vols., Lisboa, 1930-1931

 

 

Lopes, Francisco Pina Esteves (1874-1962). Oficial do exército. Maçon desde 1912. Militante dos democráticos. Ministro das finanças de 8 de Março a 26 de Junho de 1920. Abandona a vida militar em 1923, tornando-se administrador de várias companhias, nomeadamente da Portugal & Colónias.

 

 

Lucas, António dos Santos (1866-1939) Oficial do exército, doutor em matemática por Coimbra e professor em Lisboa. Ministro das finanças de 23 de Junho a 12 de Dezembro de 1914. Director da Casa da Moeda e da faculdade de ciências de Lisboa. Especialista em teorias matemáticas dos seguros.

 

Nota: Investigação biográfica em curso. © José Adelino Maltez. Todos os direitos reservados. Cópias autorizadas, desde que indicada a proveniência: Página profissional de José Adelino Maltez ( http://maltez.info). Última revisão em: 20-12-2003